Proxy: o que é, para que serve e como funciona

Proxy: o que é? Já deve ter feito esta pergunta a si mesmo ou até ao Google. Explicamos para que serve e quais são as suas principais vantagens.

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Proxy: o que é, para que serve e como funciona
Saiba como esconder o seu endereço IP

Para responder à pergunta “Proxy: o que é?“, importa, para já, situá-lo no tema em discussão: a privacidade na Internet. Um servidor proxy é, no fundo, um intermediário que se situa a meio caminho entre os pedidos que faz à Internet e a entidade que devolve o resultado que procura.

Proxy: o que é?


proxy o que e

Um servidor proxy é formado por um sistema de computadores que funciona como intermediário, situando-se “no meio” dos pedidos que são feitos por outros servidores – neste caso, os utilizadores.

Por outras palavras, imaginemos que quer fazer um pedido a um servidor proxy. Terá, para isso, de se ligar a um, pedindo-lhe um serviço que estará disponível num outro servidor (daí o papel de intermediário que um proxy desempenha). Esses pedidos podem ser de várias ordens, entre as mais comuns: ficheiros, páginas da Internet ou outras ligações disponíveis na Web.

Depois de fazer esse pedido, já estará ligado a um servidor proxy que, por sua vez, irá verificar se o seu pedido não vai ao encontro de algum tipo de filtragem. Estes filtros, que acabam por ser regras muito específicas, diferem de página para página e de protocolo para protocolo.

Caso não exista nenhuma contradição no pedido realizado, o servidor proxy irá, por sua vez, validá-lo. Assim sendo, o pedido é efetuado para outro servidor em nome do utilizador que o solicitou.

Para que serve e quais as vantagens?


Proxy: o que é

A pergunta “o que é um proxy?” pode ter várias nuances, entre elas a finalidade prática e concreta que justifica a sua utilização. O exemplo que melhor ilustra as vantagens de recorrer a um servidor proxy é aquele que envolve vários computadores e, consequentemente, várias ligações à Internet.

Suponhamos que é dono de uma empresa e que essa situação lhe é familiar. Suponhamos ainda que gostaria de ter regras específicas estabelecidas para cada uma dessas ligações. Tendo um único servidor em uso, não o conseguirá fazer. Contudo, se recorrer a um servidor proxy, já poderá definir essas regras, criando a possibilidade de ligar cada servidor mediante diretrizes específicas e intransmissíveis.

Noutras situações, porque é que uma ligação proxy é útil? Quais são as suas vantagens? Bom, em primeiro lugar, a privacidade que oferece, uma vez que omite a sua ligação IP. Isto significa, basicamente, que a navegação passa a ser anónima, não sendo possível manter um histórico da mesma (ao qual qualquer um pode aceder).

Ao utilizar uma navegação proxy estará também a evitar algumas publicidades que, não sendo solicitadas, surgem frequentemente em várias páginas na Internet. Mas há mais vantagens, nomeadamente a possibilidade de aceder a sites/conteúdos que sejam exclusivos de determinado país.

Imaginemos que quer aceder ao conteúdo de um site que é exclusivo dos Estados Unidos. Nesse caso, pode utilizar um proxy norte-americano para poder aceder ao mesmo sem que esse acesso lhe seja bloqueado por estar em Portugal.

Quais os melhores servidores proxy?


Para aceder a um servidor proxy, basta ligar o seu browser predefinido e abrir um separador próprio para aceder ao mesmo servidor. Por isso, deixamos-lhe, de seguida, uma lista dos melhores e mais fiáveis proxies atualmente (e, já agora, anónimos):

Cuidados a ter na utilização de proxies


Proxy: o que é

A utilização de um servidor proxy tem uma única finalidade: esconder o seu endereço de IP. Ao contrário de uma VPN, o recurso a proxies não assegura a proteção de dados, uma vez que não tem nenhuma camada de proteção ou criptografia.

Ambos protegem a identidade online do utilizador, impedindo que outras entidades externas vigiem a sua atividade online. Porém, apenas a VPN assegura um alto nível de encriptação de dados.

Isto significa que um servidor proxy jamais deve ser utilizado para transmissão de dados sensíveis através na Internet. Ou seja, não é nada aconselhável que aceda à sua conta bancária, faça compras online ou troque dados sensíveis (como, por exemplo, dados pessoais de clientes) acreditando estar seguro por estar a utilizar um servidor proxy.

Utilizar proxies não é sinónimo de segurança online


A cibersegurança é, atualmente, uma preocupação e uma prioridade de todos – não só das empresas, mas também dos cidadãos. E garantir a segurança das redes e dos serviços vitais de informação tornou-se ainda mais urgente com a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). Por esta razão, e sobretudo no contexto empresarial, é tão importante não confundir proxies com redes de navegação privadas e seguras (VPN).

Para combater falhas na segurança de dados, as empresas devem começar a apostar em tecnologias de cibersegurança e de encriptação que as protejam do roubo de dados através de softwares maliciosos, ciberataques ou fugas de informação acidentais.

Assim sendo, e para que não restem dúvidas, apresentamos algumas boas práticas de segurança digital que a sua empresa deve adotar:

1. Instalar antivírus e outros programas que identifiquem malware nos computadores e dispositivos;

2. Instalar uma firewall;

3. Educar colaboradores para não seguirem links que sejam provenientes de uma fonte não credível;

4. Não ter a mesma password para serviços diferentes e incluir nas passwords símbolos alfanuméricos e sinais de pontuação. Além disso, é aconselhável desativar o preenchimento automático para utilizadores e senhas;

5. Estabelecer permissões para restringir acessos ao sistema;

6. Proteger redes Wi-Fi;

7. Investir numa Virtual Private Network (VPN). Este software cria uma conexão segura e privada na Internet para poder conectar-se a partir de qualquer lugar;

8. Reforçar cuidados com ataques de phishing, de pharming e e-mails de spam. Por exemplo, desconfie de e-mails com as extensões .co, .exe, .scr, .pif, .cmd, cpl, .bat, .vir e .zip – mesmo que tenham sido enviados por pessoas que conhece ou que sejam da sua confiança;

9. Reforçar a proteção de dados existentes na cloud. Mantenha sempre os dados encriptados, de forma a que possam ser vistos apenas por quem tem acesso à cloud;

10. Fazer com alguma regularidade cópias de segurança dos seus dados;

11. Encriptar dados;

12. Analisar a necessidade de contratar um Chief Security Officer (CSO);

13. Contratar um seguro contra os ciberataques. Este tipo de seguro pode incluir cobertura para alguns dos seguintes incidentes:

  • Ativos digitais danificados ou perdidos, como dados e software;
  • Perdas de oportunidades de negócios ou aumento de custos operacionais devido a uma interrupção dos sistemas da empresa;
  • Extorsão cibernética se o hacker detiver os dados do segurado para resgate;
  • Dinheiro roubado através de um cibercrime;
  • Violações de segurança da confidencialidade dos funcionários;
  • Perda de dados e informações dos clientes;
  • Notificação do cliente após uma violação de segurança;
  • Esforços de relações públicas, sobretudo no que se refere a assegurar a reputação da empresa e violações de propriedade intelectual.

 

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