Publicidade:

Psicologia da cor: podem as cores mudar a forma como nos sentimos?

Amarelo, vermelho, azul, verde, branco... Têm as cores impacto no que sentimos e no nosso comportamento? Saiba mais neste artigo sobre a psicologia da cor.

Psicologia da cor: podem as cores mudar a forma como nos sentimos?
Este tema tem sido muito explorado em áreas como o marketing e o design

A cor é a uma forma de comunicar e tem impacto na forma como nos sentimos. Pode deixar-nos mais agitados ou acalmar-nos ou ser um fator, por exemplo, de atração. Neste artigo vamos falar sobre a psicologia da cor.

Psicologia da cor: da influência e perceção das cores à cromoterapia


O uso de determinada cor pode influenciar o nosso estado de espírito e desencadear até reações fisiológicas. Certas cores foram associadas ao aumento da pressão arterial e ao cansaço ocular.

Embora não existam muitos estudos científicos sobre a psicologia da cor, este tema tem sido muito explorado por áreas como o marketing, a arte e o design.

Cores quentes como o vermelho, o laranja e o amarelo dão-nos uma sensação de calor e de conforto, mas também nos podem levar a sentir raiva. Por outro lado, cores como o azul, o verde ou o roxo podem ser consideradas relaxantes, mas também trazer sentimentos como a tristeza. Tudo vai depender também, de acordo com os especialistas, da perceção que cada um tem das cores. É algo subjetivo.

Sabe-se também que há várias culturas antigas, como a egípcia e a chinesa, que recorriam à Cromoterapia e ainda hoje a utilizam. Neste tratamento alternativo e pseudocientífico usavam-se as cores para curar. Por exemplo, o vermelho era usado para estimular o corpo e a mente e para aumentar a circulação, acreditava-se que o amarelo estimulava o sistema nervoso e purificava o corpo e o laranja era usado para curar os pulmões e aumentar a energia.

Psicologia da cor: o que dizem os estudos


psicologia da cor

A maioria dos psicólogos é cética em relação a este tema. Quando pesquisamos sobre este assunto nos motores de pesquisa encontramos pouca informação baseada em especialistas na área da psicologia.

Segundo um artigo publicado no website “Very Well”, com a revisão científica do médico Steven Gans, alguns supostos efeitos das cores que encontramos descritos são frequentemente exagerados.

Porquê? A cor tem diferentes significados consoante cada cultura e há mesmo estudos que demonstram que, em muitos casos, os efeitos de alteração de humor provocados pelas cores podem apenas ser temporários. Uma sala de cor azul pode acalmar-nos, mas esse efeito pode dissipar-se passado pouco tempo.

Eis algumas conclusões de estudos apontadas neste artigo:

a) Medicamentos com efeito placebo de cor vermelha mostraram-se mais eficazes do que os de cores mais frias;

b) Recentemente, descobriu-se que a cor vermelha faz com que as pessoas reajam com muito mais rapidez e força, algo que pode até ser útil durante a atividade física;

c) Um estudo concluiu que as equipas desportivas que se vestem maioritariamente de preto têm maior probabilidade de serem penalizadas e que os estudantes associam com características negativas os jogadores que usam um uniforme preto.

As cores podem ainda influenciar o nosso desempenho. Um estudo norte-americano concluiu que expor os estudantes ao vermelho antes de um exame afeta de forma negativa a realização do teste.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores compararam os testes de 71 estudantes universitários. Antes de um pequeno exame de 5 minutos, os alunos depararam-se com o número de participante com a vermelho, a verde ou a preto. Os que tinham o número a vermelho tiveram classificações 20% mais baixas do que os que tinham números verdes ou pretos.

Verifica-se um interesse cada vez maior por esta temática, mas são necessários mais estudos para dar resposta a algumas questões que nos surgem quando pensamos na psicologia da cor: como é que se desenvolvem as associações às cores? Quão poderosa é a influência destas associações no nosso comportamento? Podem as cores ser utilizadas para aumentar, então, a produtividade no trabalho? Têm um impacto no comportamento do consumidor?

Veja também: