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Rota dos Templários: 5 monumentos icónicos a visitar

O número de monumentos afectos à Ordem dos Templários permite percorrer vários caminhos de interesse, através de um roteiro repleto de história.

Rota dos Templários: 5 monumentos icónicos a visitar
O Convento de Cristo é o ex libris da Rota dos Templários

São vários os Castelos em Portugal que fazem parte da história da Ordem do Templo, ou simplesmente Templários, organização fundada na Idade média com propósito de proteger os cristãos nas peregrinações. Na listagem dos monumentos portugueses contam-se 12 pontos históricos, distribuídos entre o noroeste e a zona centro do território nacional. Estando ainda bastante dispersos, idealizámos uma Rota dos Templários que permita visitar alguns dos mais importantes.

Começando a norte, o Castelo de Soure é o ponto de partida. Já em sentido inverso, a rota deverá ter como primeira paragem o Castelo de Almourol. De um ponto a outro, deve ainda acrescentar ao percurso as paragens obrigatórias em Tomar, para visitar o Castelo e o Convento de Cristo, e o Castelo de Pombal, percorrendo assim parte significativa da Rota dos Templários em Portugal. Apesar de todos os monumentos serem afectos à Ordem do Templo, a história de cada um mistura-se com a dos templários em diferentes momentos, como poderá descobrir.

Rota dos Templários: o que não perder


Templários

Castelo de Soure

Doado aos Templários em 1128 e de seguida reformado, o Castelo de Soure estava situado numa zona considerada estratégica: fronteira entre território cristão e muçulmano. O monumento, inserido no vale baixo do Mondego, provém de origem religiosa dadas algumas características arquitectónicas. Ao visitar o Castelo é possível ver as suas duas torres quadrangulares e as muralhas que ainda subsistem, apesar de algumas partes da construção já encontrarem destruídas.

Castelo de Pombal

Este monumento já foi construído de raiz pela Ordem dos Templários e serviu de marco importante na defesa do território a sul de Coimbra. À semelhança do de Soure, também é possível visitar as torres do Castelo de Pombal sendo que a fortificação conta com 10 exemplares, tanto rectangulares como quadrangulares. O Castelo foi sendo reconstruído ao longo dos séculos, tendo sido profundamente remodelado no século passado. Acoplada à obra está ainda a Igreja de Santa Maria do Castelo.

Castelo de Tomar

Com o mesmo intuito das fortificações anteriores, o Castelo de Tomar apresenta-se como o ex libris da Ordem dos Templários, a par do Convento de Cristo, ambos património mundial da UNESCO. Na dimensão do monumento, que se edificou sobre ruínas muçulmanas, é espelhada a ambição da Ordem do Templo em ali localizar a sua sede. Ao visitar o Castelo de Tomar, situado numa colina de 126 metros, pode ver elementos arquitectónicos militares da época, como a almedina, o pátio e a alcáçova.

Convento de Cristo

Tratando-se de um monumento posterior às operações da Ordem dos Templários, o Convento de Cristo não pode dissociar-se da organização, cujo âmbito mais tarde foi recuperado através da Ordem de Cristo. A experiência no espaço é sobretudo uma visita ao passado de Portugal e da cidade, onde a história das ordens religiosas faz parte do presente. Na obra destacam-se a charola, a janela do capítulo, o claustro principal, a cerca conventual e o aqueduto do Convento.

Castelo de Almourol

Templários

Localizado em Vila Nova da Barquinha, o Castelo de Almourol conta com o Centro de Interpretação Templário. Ali é possível visitar a exposição permanente sobre a Ordem do Templo, como ver filmes sobre a temática. É possível ainda visitar a biblioteca e o arquivo sobre os Templários. Quanto ao monumento, o Castelo já existia antes de entrar na rota da Ordem do Templários – no site oficial é dada com incerta a data da fundação, sendo que o local já estaria ocupado em épocas pré-romanas. Ainda assim, a obra terminou em 1171, dois anos depois da conclusão do Castelo de Tomar.

Rota dos Templários alternativa


Além destes 5 monumentos, pode ainda visitar, e traçar a sua própria rota dos templários, tendo em conta outros pontos históricos. O Castelo de Mogadouro, no distrito de Bragança, foi doado aos Templários no século XII e mais tarde estabeleceu-se como Paço dos Távoras, antes de ser deixado ao abandono. A par das ruínas de Penas Róias, é o marco templário mais a norte no território nacional. Dirigindo-se para sul, a 90 quilómetros de distância, é possível encontrar o Castelo de Longroiva, no município de Mêda.

Continuando pelo interior de Portugal, o percurso requer um paragem prolongada no distrito de Castelo Branco, dada a proliferação de monumentos doados à Ordem dos Templários. Paragens para visitar o Castelos Novo, no Fundão e o de Penha Garcia, em Idanha-a-nova devem constar na rota. Ainda em Castelo Branco, ha que visitar o Castelo que dá nome ao distrito ainda percorrer a histórica cerca urbana. A 30 minutos da cidade encontra-se o Castelo do Rei Wamba, na pitoresca Vila Velha de Rodão. Por fim, e já no norte do distrito de Portalegre, na vila de Nisa, conclui-se a lista de monumentos afectos à Ordem dos Templários com as ruínas do Castelo de Montalvão.

Como ir

A partir do Porto, o percurso mais rápido para começar a Rota dos Templários é entrar na A1 em direcção a Soure, para visitar o Castelo do concelho
A partir de Lisboa, o primeiro ponto de interesse é o Castelo de Almoroul. Para lá chegar, deve ir na A1 em direção a Vila Nova da Barquinha e percorrer um pequeno troço na Nacional 3.

Onde ficar

Entre Soure, Pombal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, apresentamos-lhe três sugestões de alojamento em em diferentes pontos desta Rota dos Templários.

Pombal: Cardal Hotel
Tomar: Hotel dos Templários
V. N. da Barquinha: Sonetos do Tejo

O que comer

Como é óbvio, todas estas rotas exigem muita dedicação e esforço, pelo que é fatal que a fome aperte a determinado momento. Em qualquer zona desta Rota dos Templários encontrará sítios fantásticos para se saciar, mas deixamos aqui três sugestões de produtos locais que não pode perder: o Queijo do Rabaçal, as Fatias de Tomar e os Barbos de Molhata. Acredite que não se vai arrepender.

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