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Como saber o histórico de um carro? Nós explicamos

Se está a pensar adquirir um carro em segunda mão, esteja atento a estas dicas e evite ser burlado. Fique a saber como conhecer o histórico de um carro.

 
Como saber o histórico de um carro? Nós explicamos
10 passos que deve seguir para saber o histórico de um carro

Como saber o histórico de um carro pode ser um processo moroso e trabalhoso. Porém, ele pode ajudá-lo a evitar desgostos maiores e a fazer uma ótima compra.

Há quem diga que os automóveis têm memória e o histórico de um carro pode ser visto não só através dos seus documentos, mas também através de várias marcas que ficaram gravadas no veículo, ao longo do tempo, que podem indiciar o bom ou mau tratamento que os anteriores donos lhe deram.

Conheça estas dicas para saber como conhecer o histórico de um carro e compre em total segurança um automóvel em segunda mão.

Como saber o histórico de um carro em alguns passos


documentos automóvel

Livro de revisões do veículo e as folhas de inspeção

Antes de mais, devemos começar por ver o livro de revisões do veículo e as folhas de inspeção, porque é, na maioria das vezes, o que está mais acessível. O livro de revisões está quase sempre na posse do respetivo proprietário. Aqui encontramos algumas informações sobre o veículo, desde o concessionário que vendeu o carro, à assistência ou manutenção que o veículo já recebeu. É também importante ter em atenção as folhas de inspeção do veículo, que normalmente estão junto à restante documentação do automóvel. Aqui, vemos notas de possíveis problemas registados, ao longo dos anos.

Certidão do Registo Automóvel

De seguida, devemos saber se o carro que queremos adquirir é em segunda, terceira ou quarta (…) mãos e, para isso, devemos obter a respetiva certidão do registo automóvel. Depois disso, temos de ir a um balcão de atendimento do Instituto dos Registos e Notariado, loja do Cidadão ou conservatória do registo automóvel mais próximo e pedir uma certidão com o histórico do veículo (tem um custo de 7€, aproximadamente, é entregue na hora e contém informações acerca da identificação da viatura, do(s) titular(es) e, ainda, informações sobre penhoras e reservas, caso existam).

Seguro

Caso trabalhe numa seguradora terá uma vantagem no ponto que se segue. Para descobrir qual a seguradora de um determinado automóvel, podemos pesquisar a respetiva matrícula no portal do consumidor da ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Se a matrícula estiver registada e o registo se encontrar atualizado na base de dados nacional, é apresentada informação sobre a entidade seguradora, data de início do seguro, data de fim do seguro e até o número da apólice. Assim, podemos saber se o veículo em que estamos interessados está parado há muito ou pouco tempo, vendo a data do último registo do seguro. Os dados relativos a sinistros não podem ser facultados, apenas as seguradoras possuem essas informações.

Por vezes, pode ser difícil verificar todos estes pontos, mas não desespere. Há mais formas de obter informações, verificando alguns dos componentes do automóvel.

Conhecer histórico de um carro através de 6 componentes


verificar componentes carro

1. Chassis

Antes de qualquer inspeção mais detalhada a todos os componentes do automóvel, devemos começar pelo número do chassis inscrito nos documentos. Se o número, de alguma forma, não coincidir com o que está na chapa de identificação ou no livrete, anule imediatamente o negócio. Isto prova que, na melhor das hipóteses, o automóvel esteve envolvido num acidente tão grave que obrigou à substituição da carroçaria ou, então, pode-se tratar de um automóvel roubado.

2. Vidros

Da mesma forma, como acontece com o chassis da viatura, também os vidros têm um número de série, o qual funciona como uma espécie de bilhete de identidade, que inclui ainda origem e o nome do fabricante.

Se estes dados não coincidem em todos os vidros do automóvel, significa que houve necessidade de substituição por quebra (que pode ter sido provocada por arrombamento ou tentativa de furto), mas também pode indicar que o carro esteve envolvido em algum acidente. Caso isto se verifique, deve questionar o proprietário ou os proprietários anteriores.

3. Juntas e uniões

É praticamente impossível que um veículo sofra um acidente e não deixe vestígios nenhuns. Mas temos de estar muito atentos e fazer uma “inspeção” bem criteriosa e olhar bem para todas as juntas e uniões desniveladas ou irregulares, bem como pontos de soldadura que pareçam ser feitos à mão, parafusos com marcas de utilização, etc. Detalhes como estes podem revelar que o veículo já teve algumas intervenções, devido a possíveis acidentes de viação.

4. Pintura

Para verificar o estado da pintura, deve fazê-lo num local muito bem iluminado, pois é necessário ver se as cores de todos os painéis (portas, capota, mala, etc.) sejam iguais. Caso haja uma ligeira diferença, há uma grande probabilidade de o veículo ter sido reparado, devido a um acidente. Isto, porque uma pintura de reparação muito dificilmente fica igual à pintura de fábrica, pois a cor nunca será a mesma.

Por outro lado, a cor original vai-se desgastando uniformemente e, caso alguma peça seja pintada de novo, esta diferença vai-se notar. Caso o veículo tenha sido completamente pintado, irá ser mais difícil detetar estas diferenças.

5. Portas

Deve ter em atenção algum desnivelamento das portas, da mala e, até mesmo, do capot. Se algum destes elementos tiver alguma folga e não abrir nem fechar na perfeição, significa que já teve uma reparação (e mal feita). Confirme também se todas as dobradiças e hidráulicos parecem de origem.

Dentro do capot, veja bem e verifique se existem peças novas, por exemplo os faróis ou o radiador, isto porque em caso de colisão frontal, estes componentes são normalmente “sacrificados”.

6. Direção e condução

Se possível, marque um test-drive e fique atento a qualquer ruído ou folga que a viatura possa ter. Isto pode dar-lhe grandes pistas, no caso de se tratar de um acidentado. Os ruídos mais importantes são os das suspensões.

Um outro indicador bastante importante é a direção, que caso esteja desalinhada mostra, desde logo, falta de cuidado por parte do último dono do veículo. Se isto acontecer, não devemos fazer negócio, antes de a direção ser corrigida. Ela deve ser alinhada e, caso necessite de uma regulação exagerada, muito provavelmente o veículo é acidentado.

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