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5 conselhos para conseguir o spread mais baixo do mercado

Conseguir um spread mais baixo é uma das principais lutas de quem pede dinheiro aos bancos. Saiba que armas tem para sair vitorioso.

5 conselhos para conseguir o spread mais baixo do mercado
Um spread baixo pode fazer muita diferença no custo total

Conseguir um spread mais baixo é uma luta constante para quem pede dinheiro emprestado ao banco. Numa altura em que as taxas de juro estão negativas, há instituições que compensam com esta percentagem e, no final das contas, o consumidor acaba por pagar sempre mais do que deseja.

Como pode, então, convencer o seu banco a atribuir um spread mais baixo ao seu crédito? Fomos saber o que pode fazer e que contas os bancos fazem para chegar ao valor ideal.

Os bancos podem atribuir um spread mais baixo do que o habitual?


A resposta a esta pergunta é fácil: sim, podem! De uma forma simples, o spread é a margem de lucro que o banco ganha por cada empréstimo concedido. O lado negativo é que, se pensar em spreads altos, vai ver que está a deixar ao banco uma boa fatia do seu dinheiro só para lhe manter os lucros; o lado positivo é que, como qualquer margem, o spread é negociável.

Porque o crédito é um negócio entre si e o banco, a negociação vai sempre depender do que cada um tem para oferecer. Assim, terá de oferecer ao seu banco algumas vantagens e garantias para convencê-lo a aceitar um spread mais baixo.

A relação entre o spread e a taxa de juro

Teoricamente, estas duas percentagens não estão ligadas, porque a taxa de juro está indexada à Euribor – que não é controlada pelo banco. No entanto, é natural que, perante taxas de juro mais baixas, os bancos tentem compensar subindo os spreads.

Conte, por isso, com um spread mais baixo em alturas de juros altos e com um spread mais alto nos momentos em que os juros estão baixos.

Como chegar a um spread mais baixo?


spread mais baixo

Como lhe dissemos, o pedido de crédito é uma negociação entre o cliente e o banco. De um lado, o banco empresta o dinheiro em troca de ter lucro depois; do outro, o cliente recebe o dinheiro em troca da promessa de devolver o dinheiro inflacionado.

O que quer isto dizer? Que quanto mais garantias der ao banco, mais fácil vai ser convencê-lo a dar-lhe um spread mais baixo, porque o risco do negócio também é menor.

Vamos, então, passar à prática e dar-lhe alguns exemplos do que pode fazer para conquistar o spread mais baixo do mercado financeiro.

1. Mantenha um vínculo laboral estável

Sabemos que não é uma missão fácil nos dias de hoje, mas ajuda muito a dar ao banco uma garantia de que vai mesmo devolver o que pediu emprestado. Um vínculo laboral instável significa que há o risco de ficar desempregado e sem meios de cumprir as obrigações que assumiu.

Idealmente, um contrato sem termo é a arma mais forte para conseguir um spread mais baixo. No entanto, os bancos também se adaptam à realidade do país e se tiver um contrato a termo com mais de dois anos já consegue negociar qualquer coisa.

2. Reduza a taxa de esforço

A taxa de esforço é a percentagem do rendimento familiar que vai dedicar ao pagamento das mensalidades do crédito. Quanto maior for esta percentagem, mais alto é o risco de um dia deixar de ser capaz de cumprir os pagamentos, o que significa que o banco vai ter de encontrar uma compensação para este risco e carregar no spread.

Se conseguir manter a taxa de esforço abaixo dos 20% do seu orçamento familiar, o banco agradece-lhe com um spread mais baixo. Para chegar a este valor pode jogar com os prazos do crédito – mas mantenha presente que o alargamento do prazo pode fazer subir outras taxas, como a dos juros, e deixar de compensar.

3. Não deixe o LTV passar os 60%

Não sabe o que é o LTV? Nós explicamos: LTV é a sigla inglesa de “Loan-to-Value” e não é mais do que a percentagem que o dinheiro emprestado representa do total do valor de avaliação do imóvel. Vamos simplificar: se, para uma casa avaliada em 100.000€, pedir ao banco um empréstimo de 50.000€, o seu LTV é de 50%.

Um LTV abaixo dos 60% é praticamente um negócio sem riscos para o banco: se deixar de pagar as mensalidades, o banco penhora-lhe o imóvel e não tem dificuldade nenhuma em vendê-lo por um valor que cubra a dívida em atraso. A vantagem disto é a que já sabemos: um risco menor leva o banco a aceitar conceder-lhe um spread mais baixo do que o habitual.

4. Peça mais dinheiro (com cuidado)

Franzimos o sobrolho a esta solução, mas ela existe e por isso temos de mostrá-la. Em alguns bancos, quanto mais alto for o montante que pede emprestado, mais fácil é conseguir um spread mais baixo.

O objetivo deste jogo é levá-lo a pedir mais dinheiro, deixando-o “preso” ao banco por mais tempo ou a pagar mensalidades maiores. Parece confuso, mas não é: pense que tanto o juro como o spread são percentagens do total emprestado, ou seja, quanto mais pedir ao banco mais vai pagar de spread (mesmo que a percentagem desse spread seja mais baixa). Veja em números:

Empréstimo de 100.000€
Spread de 2%
Total que paga de spread: 2.000€

Empréstimo de 300.000€
Spread de 1,5%
Total que paga de spread: 4.500€

Já faz mais sentido, não faz?

É preciso cuidado. Pedir mais dinheiro ao banco significa ter de devolver mais, com mais juros, mais spread, mais seguros… enfim, uma TAEG maior. Vale mesmo a pena sacrificar a TAEG para conseguir um spread mais baixo? Temos sérias dúvidas.

5. Subscreva produtos associados

Se já passou pelo processo de pedir um crédito ao banco, certamente já conhece a lenga-lenga: o spread é este, mas se subscrever um seguro de vida neste banco consegue um spread mais baixo. Se subscrever também um seguro multirriscos, o spread desce ainda mais. Se ainda criar uma conta para cada elemento da família, o spread desce ainda mais!

A subscrição de produtos associados pode ser um bom negócio e ajudar a conseguir um spread mais baixo para o seu crédito. No entanto, mais uma vez é preciso fazer contas: se o que poupa no spread vai ser superado pelo que gasta a mais nos produtos associados, então mais vale ficar como está.

Mudar o spread em créditos que já existem


conseguir um spread mais baixo

Lá porque assinou o contrato, não significa que a negociação acabou ali! Mesmo depois de ter contratado um crédito ao seu banco, pode voltar a negociar as condições regularmente. Conforme o mercado evoluir e dependendo do rigor com que cumpre as suas obrigações, pode pedir ao banco uma revisão do spread.

Para esta renegociação ajuda se tiver amortizado parte do empréstimo. As amortizações mostram ao banco que tem vontade de pagar tudo e só vai falhar se acontecer uma tragédia. A partir daqui, a canção é a mesma: risco mais baixo, spread mais baixo.

Negociar com bancos nunca é fácil e é preciso fazer muitas contas. Ainda assim, o spread é o elemento mais fácil de alterar, porque não é mais do que a margem de lucro do banco. Se vai tentar negociar um crédito e quer espremer o mais que pode, aponte as armas ao spread e não tenha medo de pôr os bancos a competir uns com os outros. O mercado é mesmo assim!

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