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Superalimentos para grávidas: quais são e quais os benefícios?

Superalimentos têm alta densidade nutricional e apresentam importantes benefícios para a saúde. Saiba como tirar partido dos superalimentos para grávidas!

Superalimentos para grávidas: quais são e quais os benefícios?
Nenhum superalimento consegue compensar uma alimentação desregrada

De certeza já ouviu imensas vezes o termo superalimentos nos últimos tempos, que era praticamente desconhecido até agora. Os superalimentos estão envoltos no mito de que têm propriedades muito para além do normal, mas na realidade parece não ser bem assim. Mas, afinal, o que são superalimentos e quais os seus benefícios? Será que existem superalimentos para grávidas? Vamos descobrir!

O que são superalimentos?


O termo superalimentos é utilizado para descrever alimentos com alto teor de nutrientes e com elevados benefícios para a saúde. No entanto, é um termo não oficial e controverso, que gera opiniões divergentes na comunidade científica.

Estes superalimentos contêm altos teores de vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos gordos essenciais ou antioxidantes, pelo que a sua introdução na alimentação diária pode trazer melhorias ao nível do bem-estar físico.

Alguns dos superalimentos mais apreciados e de que mais ouvimos falar são: brócolos (grande capacidade desintoxicante e anti-inflamatória); sementes de chia (regulam o trânsito intestinal e a sensação de saciedade); bagas de goji (propriedades antioxidantes); quinoa (forte ação antioxidante); spirulina (tem a maior concentração de proteína encontrada em alimentos); entre outros.

Importa esclarecer que os superalimentos, apesar dos benefícios que lhe são apontados, não são substitutos de um estilo de vida saudável, sobretudo quando estamos a falar de superalimentos para grávidas. O mais importante é adotar uma dieta equilibrada, associada a um estilo de vida saudável.

Mas não é de negligenciar o facto de os superalimentos serem nutricionalmente interessantes, pelo que pode utilizá-los para complementar corretamente a sua dieta. Deve sempre lembrar-se que os superalimentos não são a solução para todos os males, nem são nenhuma solução milagrosa e que não é a ingestão de um alimento que, por si só, irá providenciar benefícios significativos fora do contexto de uma dieta saudável.

os superalimentos são nutricionalmente interessantes

6 superalimentos para grávidas


Mais importante do que aumentar a ingestão calórica durante a gravidez, é saber escolher os alimentos que asseguram as necessidades nutricionais da grávida, daí que alguns alimentos possam ser considerados superalimentos para grávidas.

Durante a gravidez ocorrem inúmeras alterações fisiológicas, daí que sejam necessárias maiores quantidades de determinados nutrientes, em relação ao que normalmente é habitual para um adulto. Há alimentos, algumas vitaminas e minerais, cujo consumo é incentivado, como é o caso do ácido fólico, do cálcio, do ferro, do magnésio, do zinco e das vitaminas A, B, C, D, E.

A gravidez aumenta particularmente as necessidades energéticas, sobretudo durante o segundo e terceiro trimestres de gestação. Os hidratos de carbono, as proteínas e os lípidos ou gorduras permitem a obtenção de energia para o organismo.

Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia para o desenvolvimento do bebé, daí que seja essencial incluir alimentos ricos nestes nutrientes nas refeições diárias da grávida.

A formação da placenta, o crescimento dos tecidos uterinos e o desenvolvimento geral do bebé aumentam também as necessidade proteicas, e o reforço de nutrientes como o ácido fólico, o ferro e o iodo deve também estar garantido.

Assim sendo, e quando integrados num regime alimentar saudável, há determinados superalimentos que respondem às necessidades da grávida, nomeadamente:

1. Cereais integrais: ricos em hidratos de carbono; fornecerem magnésio e ácido fólico;

2. Quinoa: fonte de ácidos ómega 3, importantes para o desenvolvimento cognitivo do bebé;

3. Vegetais de folha verde escura: ricos em ferro;

4. Feijão, lentilhas, favas e ervilhas: dão resposta às necessidades de ferro e de ácido fólico; ricos em magnésio, importante para evitar os nascimentos prematuros e o atraso no crescimento intrauterino;

5. Leite e outros produtos lácteos: fontes de cálcio; importante para os ossos e dentes saudáveis quer da mãe quer do bebé; tente escolher leite, queijo e iogurte com menores teores de gordura;

6. Sal iodado: ajuda a aumentar as reservas de iodo.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!