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Taxa variável vs taxa garantida: qual escolher

Quem quer comprar casa e precisa de um empréstimo depara-se sempre com uma difícil escolha: taxa variável vs taxa garantida.

Taxa variável vs taxa garantida: qual escolher
Conheça as vantagens e desvantagens das taxas variável e garantida

Se está a pensar comprar casa e necessita de um empréstimo à habitação, é muito provável que se esteja a questionar sobre que taxa deve escolher, existindo a constante dúvida entre taxa variável vs taxa garantida. Qual delas é a mais vantajosa? A resposta a esta questão não é assim tão simples de responder, uma vez que devem ser tidos em conta vários fatores.

Taxa variável vs taxa garantida

taxa variável vs taxa garantida

As taxas Euribor, sigla referente a Euro InterBank Offered Rate, são o principal indexante usado entre os bancos na Zona Euro no empréstimo à habitação. Quem quer comprar casa e necessita deste empréstimo costuma ficar na dúvida ao pensar entre taxa variável vs taxa garantida, por isso o melhor é entender a diferença entre estas duas modalidades para que consiga optar por aquela que se possa adequar melhor às suas necessidades.

Antes de mais, deve saber que a taxa de juro ligada ao crédito habitação é cobrada com base no cálculo de dois elementos, sendo eles o indexante (no caso de Portugal e dos restantes membros da União Europeia, é usada a Euribor) e o spread (margem do banco). Isto significa que a taxa do seu crédito habitação é calculada desta forma:

Euribor + Spread = Taxa de juro

O facto é que as taxas Euribor têm aumentado constantemente, refletindo-se esse aumento na prestação da casa. Será nestas alturas que o proprietário deve optar pela taxa fixa? Antes de tomar qualquer decisão, perceba como funcionam as taxas de juro e quais são as vantagens e desvantagens da taxa variável e taxa garantida.

Como funcionam as taxas de juro?

Para compreendermos as taxas de juro devemos entender que estas se adaptam sempre à realidade económica. Nos períodos de crescimento económico, as taxas tendem a subir, o que torna a poupança mais rentável (como depósitos a prazo, por exemplo) e torna o recurso ao crédito mais dispendioso.

Já nas alturas de crise económica, como o crescente desemprego causa a redução do consumo das famílias e investimento por parte das empresas, ocorre uma queda das taxas de juro para o consumo ser incentivado.

O que é a taxa variável

Esta taxa, sujeita à volatilidade do mercado, é boa para quem gosta de arriscar e deseja aproveitar as fases em que a taxa de juro se encontra mais baixa, o que acontece nos períodos de recessão económica . A contrapartida é que, como nos períodos de crescimento económico as taxas têm tendência a aumentar, o credor irá pagar nessas alturas um valor mais elevado pela taxa variável.

Vantagens e desvantagens

Geralmente, quando o cliente opta pela taxa variável, costuma usufruir de uma prestação mais baixa do que ao optar pela taxa garantida. E como a variável muda consoante as subidas e descidas do mercado, se a Euribor descer, o cliente irá usufruir da vantagem de pagar menos.

A desvantagem é quando a taxa Euribor sobe, uma vez que sobe igualmente o valor da prestação. Isto pode refletir-se em alguma possível instabilidade financeira, já que em cada revisão (trimestral, semestral ou anual) a prestação da casa aumenta se a taxa subir.

O que é a taxa garantida

Ao contrário da taxa variável, a taxa garantida, ou taxa fixa, não varia com a volatilidade do mercado, uma vez que fica acordada entre o credor e o banco e manter-se-á inalterada ao longo do prazo do empréstimo. Esta opção torna-se assim na melhor solução para quem prefere ter estabilidade nas suas finanças. Mas atenção, pois o nome desta taxa pode enganar, já que a mesma não é fixa durante todo o contrato, onde ficará definido o período da taxa fixa e também do spread e taxa a ser praticada no restante prazo, que costuma ser entre 5 a 10 anos. No entanto, já existem bancos que oferecem prazos mais alargados do que esses.

Para estabelecerem a taxa fixa, as instituições bancárias recorrem à contratação de um swap de taxa de juro e tornam o cliente responsável pelo seu pagamento, que se encontra inserido no valor da taxa fixa a cobrar mensalmente na prestação. O swap é um acordo realizado entre o banco e o cliente para que sejam efetuados pagamento de juros periódicos, podendo os mesmos ser mensais, trimestrais, semestrais ou anuais.

Vantagens e desvantagens

A vantagem da taxa garantida é que esta lhe permite saber que a sua prestação não muda durante um determinado período de tempo, uma vez que não varia de acordo com o mercado. Assim poderá gerir melhor o seu orçamento familiar, ao contar sempre com um valor certo.

Já a desvantagem consiste no facto de esta opção poder custar-lhe mais dinheiro no final do empréstimo do que a taxa variável, além da taxa fixa não atribuir qualquer benefício em caso de descida dos juros. Isto significa que se estes caírem, o cliente estará a pagar mais no conjunto do empréstimo do que pagaria na opção variável. Geralmente, o valor da taxa fixa contratada é sempre superior ao da variável na data da contratação, e não existem garantias de que a variável supere o valor da fixa.

Taxa variável vs taxa garantida: qual delas escolher

Se tiver receio que as taxas continuem a aumentar sem que o seu orçamento seja capaz de acompanhar as subidas, o melhor é jogar pelo seguro e optar pela taxa garantida para ter estabilidade financeira. Se não, poderá arriscar na variável e assim ter a hipótese de usufruir de uma diminuição do valor quando as taxas baixarem.

As previsões económicas da evolução das taxas de juro não podem ajudar muito nesta decisão, uma vez que nunca são corretas por estarem dependentes de fatores voláteis. Isto significa que será sempre difícil achar uma resposta certa quando se trata de escolher entre taxa variável vs taxa garantida. Esta escolha também acaba por depender muito da capacidade financeira do credor. No entanto, seja qual for a opção que adotar, recorde-se que poderá vir a mudar de taxa no futuro.

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Cátia Tocha Cátia Tocha

Formada em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, onde concluiu Licenciatura e Mestrado, começou o seu percurso como jornalista na Rádio. Hoje, escreve sobre diferentes áreas e tem já alguns anos de experiência na escrita para meios online.