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O vício das redes sociais: porque é que não as largamos?

É mais do que um simples fenómeno desta Era: as redes sociais tornaram-se um vício, bem como uma componente indispensável às nossas vidas. Mas porquê?

O vício das redes sociais: porque é que não as largamos?
As redes sociais são como "a droga" da Era Digital

Chamar-lhe vício ou droga não é, na verdade, uma atribuição exagerada – nem mesmo uma definição feita sem fundamento. As redes sociais entraram na vida das pessoas e apoderaram-se de uma parte importante dos seus dias, sendo, hoje em dia, uma componente praticamente indispensável à rotina de muitas pessoas.

Plataformas como o Twitter, o Facebook ou o Instagram estão, na verdade, desenhadas para consumir grande parte do tempo do utilizador, para além de se tornarem parte integrante do dia-a-dia de cada pessoa.

Mas porque é que as redes sociais são tão viciantes? O que é essas plataformas acrescentam de diferente à vida de uma pessoa ao ponto de a tornar depende das mesmas?

Porque é que as redes sociais são tão viciantes?


É importante saber que não basta ver essas plataformas como um vício sem que exista um fundamento que sustente esse vício. Isso significa que um utilizador não se pode apenas basear na sua experiência própria para afirmar que as redes sociais são viciantes – mas talvez seja no momento em que se apercebe que as pessoas à sua volta têm um comportamento semelhante, que compreende que existem outros comportamentos que se aproximam ao seu.

A verdade é que as redes sociais foram desenhadas para isso mesmo: para serem usadas “infinitamente”, com conteúdos rápidos, fáceis de consumir, que sejam diretos e adaptados aos gostos de cada utilizador.

Ações como a possibilidade de fazer likes, scrolls que parecem não acabar ou até mesmo o acesso a notícias e a outros conteúdos informativos a partir das redes sociais fazem com que uma pessoa não veja necessidade de utilizar outros softwares ou aplicações para o que quer que seja.

Por isso, a base do vício das redes sociais reside aí mesmo, na possibilidade de poder ter acesso a qualquer tipo de conteúdo, a qualquer pessoa, a partir de uma só plataforma.

Estamos, por isso, perante a concentração de conteúdo num só espaço que, para além de ir de encontro às necessidades e gostos de cada pessoa, parece sempre corresponder e satisfazer os interesses de cada utilizador – através de uma inteligência artificial sem precedentes, personalizada a cada pessoa.

redes sociais

Mas a justificação deste vício não fica só por aqui. Especialistas de Sillicon Valley, em entrevista à BBC, afirmam mesmo que o vício da utilização das redes sociais se assemelha, em muito, ao vício do consumo de cocaína, por exemplo.

As mesmas pessoas explicam que, hoje em dia, essas plataformas são indispensáveis à vida da grande parte da população mundial – sobretudo as que pertencem a gerações mais jovens.

Vão ainda mais longe quando afirmam que esse vício é pensado e desenhado propositadamente para tornar as pessoas dependentes. A verdade é que, se estiver aborrecido, recorre ao telemóvel para se entreter e, na maior parte dessas vezes, é as redes sociais que visita repetidamente.

Os mesmos especialistas afirmam que, outras vezes, procuramos validação nas redes sociais para diferentes situações – como, por exemplo, “por que é que eu preciso de férias? Deixa-me ver no Facebook”.

A utilização das redes sociais consomem a rotina diária da maior parte das pessoas e chegam mesmo a ser capazes de influenciar os mais jovens, para além de contribuir para a partilha interminável de momentos que, até há uns anos atrás, eram considerados privados e pessoais.

A partilha entre amigos estimula a partilha de tantos outros, chegando, por vezes, a assistir-se à partilha de momentos que, apesar de parecerem verdadeiros, não passam de uma fachada – e tudo reside nesse mesmo vício.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.