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Márcio Matos
Márcio Matos
27 Dez, 2018 - 10:18

7 filmes clássicos: sessão de cinema em família

Márcio Matos

Eis uma lista de filmes clássicos para ver numa sessão de cinema caseira em família. Histórias que inspiraram várias gerações e continuam no nosso imaginário.

7 filmes clássicos: sessão de cinema em família

Os filmes clássicos foram realizados num passado mais ou menos distante, mas perduraram até aos dias de hoje, como referências e películas incontornáveis. Testemunhamos a sua influência quando vemos, ao longo do tempo, diferentes gerações inspirarem-se nestes filmes clássicos, seja pedindo emprestado o seu nome, seja dando uma nova roupagem a estas histórias intemporais.

Os filmes clássicos podem não ter sido grandes sucessos de bilheteira, no momento em que estrearam, mas são aqueles que sobreviveram à passagem do tempo, continuando a maravilhar o público e a influenciar os criativos, tornando-se os seus realizadores em verdadeiros mestres de uma dada escola de cinema.

7 filmes clássicos para (re)ver

1. Nasceu Uma Estrela (1937)

“Nasceu uma estrela” ou, no original, A Star is Born, tornou-se um clássico do cinema. Janet Gaynor interpreta Esther Blodgett, a personagem principal que tem o sonho de ser atriz em Hollywood e alcançar o sucesso. A família é conservadora e, por isso, não acolhe bem esse sonho, desencoranjo Blodgett de o seguir. Contudo, a sua avó entrega-lhe as suas poupanças de forma a que ela consiga ter condições para singrar, rumo ao estrelato.

O percurso é difícil, repleto de obstáculos e apela à humildade de uma ascensão que terá que ser feita passo a passo. Atualmente, vemos nas salas de cinema um filme homónimo,  com interpretação de Bradley Cooper e Lady Gaga, onde o mesmo conceito é transportado para o ecrã, neste caso na pele de uma jovem que tem o sonho de ser cantora.

2. E Tudo o Vento Levou (1939)

Este filme, realizado por Victor Fleming, ficará para sempre como um dos marcos de Hollywood. O filme é uma adaptação do livro homónimo de 1936, escrito por Margaret Mitchell. O elenco é composto por vários atores de qualidade reconhecida, entre eles estão Vivien Leigh, Clark Gable, Leslie Howard e Olivia de Havilland.

Na versão original, Gone With The Wind, foi um filme muito bem acolhido pela crítica, desde o primeiro momento. Vivien Leigh foi a atriz escolhida para o papel de Scarlett O’Hara, tendo conquistado um papel cobiçado por 1400 mulheres (número de atrizes sujeitas ao casting).

3. O Feiticeiro de Oz (1939)

O filme produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer baseia-se no livro infantil de L. Frank Baum. Um tornado atinge Dorothy e esta é levada para uma terra repleta de fantasia, magia, bruxas e muito mais. O elenco é composto por nomes como os de Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton.

O engenho e a criatividade estão bem presentes no conceito criado. Enquanto na terra de Dorothy o mundo está representado a preto e branco, a viagem para Oz oferece aos espectadores um mundo a cores. Não tendo sido o primeiro filme colorido, esta brilhante ideia fez com que, visualmente, o público vivesse uma experiência com um impacto inesquecível.

4. O Grande Ditador (1940)

Charles Chaplin é o homem dos sete ofícios neste filme que será, talvez, a sua maior obra prima. Chaplin realiza e interpreta mais do que uma personagem. Contudo, o elenco tem outros membros, tais como Paulette Goddard, Jack Oakie e Reginald Gardiner.

Chaplin realiza uma sátira a um momento histórico da humanidade que não nos deve orgulhar, mas que não devemos esquecer, porque demonstra até onde a maldade humana pode chegar, se não for travada. Os alvos a atingir no filme são o nazismo e o fascismo e as figuras máximas que são satirizadas são Adolf Hitler e Benito Mussolini.

Nesta película, Chaplin interpreta o papel de Adenoid Hynkel (associação a Hitler), um ditador que pretende expandir o império, enquanto um pobre judeu que é barbeiro tenta escapar à perseguição que o governo de Hynkel está a fazer ao povo semita.

5. Citizen Kane, O Mundo a Seus Pés (1941)

Orson Welles escreve, realiza e protagoniza este filme. Esta película fez com que o mundo se rendesse ao cineasta norte-americano. Welles trouxe uma perspetiva inovadora, com ângulos de filmagem distintos, uma narrativa não linear – caraterística surpreendente e que continua a influenciar as criações cinematográficas atuais. Orson Welles encarna o papel de Charles Foster Kane, mostrando o percurso de um menino que nasceu pobre, mas que se torna num dos homens mais ricos do mundo.

A genialidade e inovação surge logo no início do filme, pois o protagonista, momentos antes de morrer, pronuncia a palavra Rosebud, desencadeando uma busca pelo significado dessa palavra. Um jornalista intrigado vai ao encontro do significado dessa palavra que teve a relevância de ser a derradeira palavra a sair das boca de um dos homens mais ricos do planeta. Segue-se uma série de viagens no tempo, uma sequência de flashbacks que vão contando o percurso do homem, até aquele momento.  Este filme não foi um sucesso imediato, mas tornou-se num dos filmes mais recordados, pelos amantes do cinema.

6. Casablanca (1942)

Michael Curtiz é o realizador deste filme que tem um elenco de luxo, encabeçado pelos ilustres Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid. Casablanca é o nome da cidade marroquina onde ocorre este drama romântico. Rick Blaine é a personagem que Humphrey Bogart interpreta, enquanto Ingrid Bergman oferece o seu talento à personagem Ilsa Lund.

A cidade de Casablanca permitia, durante a Segunda Guerra Mundial, que muitos fugitivos conseguissem escapar da feroz perseguição nazi. Rick Blaine dirige uma das principais casas noturnas da cidade e colabora na fuga de quem está a ser perseguido pelos alemães. É nesse contexto que surge a possibilidade de ajudar um casal, sendo que a mulher é, na verdade, alguém por quem Blaine foi muito apaixonado no passado.  É, neste filme, que a mítica frase We’ll always have Paris (“Nós teremos sempre Paris”) é proferida.

7. Música no Coração (1965)

Todos nós já ouvimos parte das músicas presentes neste filme, realizado por Robert Wise. O sucesso da película foi enorme, tendo arrecadado 5 cobiçadas estatuetas, ou seja, 5 Óscares da Academia para melhor filme, melhor realizador, melhor sonoplastia, melhor edição de som e melhor música. Esta película inspira-se em factos verídicos, tendo por base o livro de memórias The Story of the Trapp Family Singers, de Maria von Trapp. Foi primeiramente adaptada para a Broadway e, posteriormente, para cinema, onde se tornou num êxito tremendo.

Julie Andrews e Christopher Plummer são os protagonistas deste filme e encarnam, respetivamente, o papel de Maria e Capitão von Trapp. Georg von Trapp fica viúvo e necessita de alguém que o ajude a tomar conta dos filhos e é com esse propósito que recebe na sua casa uma freira que estudou num convento. Maria é recebida e convidada a assumir a enorme responsabilidade de ser a governanta de uma família numerosa. Nessa missão, consegue envolver a família num ambiente repleto de amor e de música, transformando a família numa família harmoniosa, amorosa e, ainda mais, numerosa.

A escolha destes 7 filmes clássicos é justificada pela constante presença destas películas em listas dos melhores filmes de sempre. Contudo, eles devem, apenas, servir de “isco” para suscitar o amor pela história do cinema e desencadear o interesse em descobrir muitos outros clássicos.

É fácil sermos seduzidos e conquistados pelas grandes obras do cinema e descobrir pormenores únicos destas obras primas, que continuam a inspirar o cinema atual. Revisitar os filmes clássicos é uma excelente forma de lhes prestar tributo e, também, de fica a perceber melhor o cinema contemporâneo.

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