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Web Summit: 190 milhões em apoios europeus para PME portuguesas inovadoras

Banco Europeu de Investimento anunciou 190 milhões de euros para PME’s portuguesas inovadoras, no âmbito de dois fundos, um dos quais dedicado ao setor social.

Web Summit: 190 milhões em apoios europeus para PME portuguesas inovadoras
Banco da União Europeia vai financiar empresas portuguesas

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI) para a Inovação, Ambroise Fayolle, anunciou esta terça-feira, dia 6 de outubro, na Web Summit, o investimento de 190 milhões de euros para PME’s portuguesas inovadoras, no âmbito de dois fundos.

Precisou que um dos fundos, o Mustard Seed Maze Social Entrepreneurship, de 40 milhões de euros, se destinará a empresas inovadoras do setor social.

Na conferência de inovação e tecnologia, a decorrer em Lisboa, foi indicado que o outro fundo, de 150 milhões de euros, Vallis Capital Partners Fund, irá englobar empresas a operar em áreas de sustentabilidade, nomeadamente no crescimento demográfico e na escassez de recursos naturais.

Para o responsável, além dos valores envolvidos, estes apoios dão ainda “um sinal a outros investidores”. “Quando o banco da União Europeia financia os projetos, dá um bom sinal aos outros investidores para se juntarem”, resumiu.

No BEI, segundo Fayolle, “vê-se que há muitas empresas inovadoras em Portugal” e a quem já chega financiamento este ano, como o caso do inédito parque eólico flutuante Windfloat e a empresa Science For You.

Financiamento é oriundo do Plano Juncker


“Portugal é um dos países que mais beneficia deste apoio europeu, é o quarto país que mais beneficia do denominado Plano Juncker, que financia projetos inovadores de risco, e em termos do tamanho da economia”, acrescentou à Lusa.

O financiamento avança no âmbito do Fundo de Investimento Europeu, numa colaboração com o InnovFin Equity e COSME EFG.

Fayolle garantiu, porém, que o BEI continua a dar atenção aos setores mais tradicionais da economia, recordando o financiamento há dois anos de um projeto de regeneração urbana em Lisboa.

“Queremos ter a certeza que, graças à Europa, a vida dos europeus melhora realmente e a competitividade das empresas aumenta”, disse.

O comissário europeu responsável pela Inovação, Carlos Moedas, referiu que estes apoios, englobado no Plano Juncker, vão dar às “pequenas e médias empresas o impulso de que precisam para expressar os seus talentos e transformas as suas ideias em projetos concretos”.

O responsável indicou que fica disponível financiamento para “dois setores fundamentais para o futuro da economia europeia”: os projetos inovadores de elevado valor acrescentado e para empresas do setor social.

Recorde-se que esta segunda-feira, o primeiro-ministro anunciou mais 100 milhões de euros do Fundo Europeu de Investimento para apoiar projetos de inovação tecnológica e o arranque do “Tech Visa” destinado à atração de quadros qualificados para residirem no país.

Na sessão de abertura do Venture Summit, no Convento do Beato, António Costa adiantou que Portugal, em breve, vai assinar o reforço do investimento ao nível da sua parceria com o Fundo Europeu de Investimento com mais 100 milhões de euros – verba que será aplicada no programa “Portugal Tech“, o qual já envolveu cerca de 230 milhões de euros desde a sua criação.

Segundo o Governo, desse total de 100 milhões de euros, 50 milhões de euros saem do IAPMEI e os outros 50 milhões de euros do próprio Fundo Europeu de Investimento – um programa da União Europeia que faz parte do “Plano Juncker”.

No mesmo discurso, António Costa adiantou que o seu Governo assina já na quarta-feira a portaria para a criação do “Tech Visa”, que se destina a facilitar a permanência em Portugal de quadros qualificados de países extracomunitários.

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