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Corte de vagas no ensino superior afeta Lisboa e Porto

De acordo com o despacho do Governo, já enviado para publicação, o corte de vagas no ensino superior será de 5% já no próximo ano letivo.

Corte de vagas no ensino superior afeta Lisboa e Porto
Medida é para avançar

A versão final do despacho do ministro Manuel Heitor foi já enviada para publicação em Diário da República e prevê o corte de vagas no ensino superior em Lisboa e Porto. No próximo ano letivo, os alunos que pretendam ingressar em universidades e politécnicos de Lisboa e Porto, vão ter menos 1100 vagas disponíveis.

Corte de vagas no ensino superior em Lisboa e Porto já em 2018


corte de vagas no ensino superior

Quais são as instituições de ensino afetadas pelo corte nas vagas?

O concurso de acesso ao Ensino Superior deverá começar a 18 de julho e o corte de vagas no ensino superior abrange nove instituições: Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE, Instituto Politécnico de Lisboa e Porto, Universidade do Porto, Escolas Superiores de Enfermagem de Porto e Lisboa e Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril.

Cursos prioritários são excluídos do corte

Não estão incluídos no despacho os cursos de Medicina, Física, e Tecnologia Nuclear, que são considerados prioritários pelo Governo.

Corte visa corrigir “desequilíbrios territoriais”

O Governo justifica esta medida de corte de vagas no ensino com o objetivo de levar a que mais alunos façam a sua matrícula em instituições localizadas foras das grandes cidades e corrigir os “evidentes desequilíbrios territoriais na evolução recente do ensino superior público”.

Em declarações à TSF, o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que “o despacho que fiz ontem diz que durante o próximo ano devem ser estudadas as medidas dos institutos politécnicos para que se possa adotar uma evolução ainda mais radical de maior reforço para o interior do país”.

“Este processo só faz sentido se for plurianual e de uma forma crescente porque naturalmente a evolução da última década foi de uma crescente concentração de estudantes de formação inicial em Lisboa e no Porto”, defendeu Manuel Heitor.

Outras universidades aumentam vagas em 5%

Se em Lisboa e Porto o corte de vagas no ensino superior é de 5%, nas restantes do país, em contrapartida, vai aumentar em 5% o número de vagas. Este aumento vai incidir preferencialmente em cursos nas áreas das ciências da vida, física, matemática, informática e engenharias.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Fontainhas Fernandes, citado pela Lusa, salientou que a medida de cortes de vagas no ensino superior “não é consensual” entre os reitores das várias universidades.

“As posições sobre esta medida divergem”, havendo quem acredite que este poderá “ser um primeiro passo positivo para tentar equilibrar o país” e quem defenda que “a coesão passa por outro tipo de medidas”, relembrou ainda António Fontainhas Fernandes.

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