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CUF alvo de ataque informático

Os hospitais da CUF foram afetados por um vírus que bloqueia o acesso à informação que está no sistema interno.

CUF alvo de ataque informático
Há vários hospitais afetados

Um vírus informático foi propagado nos hospitais CUF, instalações que pertencem ao grupo José de Mello Saúde. Não é a primeira vez que um ataque do género acontece em Portugal, já que, em 2016, o hospital Garcia da Orta foi alvo de um ataque semelhante.

O vírus afetou o sistema interno dos hospitais CUF, algo que dificultou o acesso ao registo e a dados pessoais dos pacientes desse grupo hospitalar – chegando esse acesso a ser mesmo impossibilitado em alguns momentos. Contudo, o grupo José de Mello Saúde garante que não foram divulgadas quaisquer informações pessoais e/ou confidenciais.

Ataque informático aos hospitais CUF


ransomware

O ataque aconteceu na sexta-feira e não se conhece, ainda, a extensão do mesmo. Por motivos de segurança foram desmarcadas todas as consultas de sábado. O grupo José de Mello Saúde garantiu, no entanto, que existira a remarcação dessas consultas para que os pacientes não saíssem afetados. Sabe-se, de resto, que o vírus utilizado foi um Ransomware SamSam.

O grupo emitiu, prontamente, um comunicado que anunciava que “surgiram dificuldades no acesso ao sistema informático da rede CUF, motivadas pelo aparecimento de um vírus, prontamente detetado e controlado”.

A José de Mello Saúde avançou ainda que está “em estreita articulação com todas as autoridades competentes, nomeadamente com o Centro Nacional de Cibersegurança, estando igualmente a trabalhar proximamente com todos os nossos parceiros na resolução desta situação”.

O que é um Ransomware SamSam?

Trata-se de um malware muito personalizado, capaz de emitir diferentes tipos de ataques muito coordenados e controlados. É um tipo de ataque que tem sido muito utilizado e ainda não se conhecem as formas de o controlar. Este vírus é tão desenvolvido que chega mesmo a impedir o acesso ao sistema infetado.

Na maior parte das vezes, são utilizados algoritmos de criptografia altamente desenvolvidos que, por sua vez, são capazes de cifrar os conteúdos dos quais se apropriam, tornando impossível o acesso ou interpretação dos mesmos.

Foi este o vírus instalado no sistema dos hospitais CUF por hackers que, com base no malware utilizado, protegem todos os conteúdos roubados por uma password.

Essa password só é divulgada mediante o pagamento de uma quantia estabelecida pelos mesmos “sequestradores”, caso contrário é impossível aceder à informação roubada.

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