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Facebook guarda milhões de passwords de forma desprotegida

Soube-se recentemente que milhões de passwords do Facebook estavam a ser guardadas de forma insegura e podiam ser acedidas por qualquer funcionário.

Facebook guarda milhões de passwords de forma desprotegida
As combinações estavam facilmente acessíveis

A informação é recente e está a deixar indignados muitos utilizadores do Facebook. Soube-se esta semana que milhões de passwords da rede social estavam a ser guardadas de forma insegura e que eram de fácil acesso a qualquer funcionário da empresa. Tudo isto desde 2012.

O Facebook e a privacidade


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Os tempos que correm não estão a ser nada fáceis para a empresa de Mark Zuckerberg, que se vê envolvida em situações graves que envolvem a privacidade (ou a falta dela) das informações dos seus utilizadores. O ano passado, particularmente, foi abalado por um dos maiores escândalos de falta de privacidade de sempre.

Em abril de 2018 soube-se que a empresa norte-americana tinha vendido os dados de utilizadores à Cambridge Analytica, situação que se julgaria impensável até então. Depois de se redimir, a rede social mais utilizada em todo o mundo procedeu à implementação de uma série de medidas de reforço de privacidade.

Nem todas foram de sucesso, levando muitos utilizadores a abandonar a rede social e parece que, agora, as falhas de segurança e privacidade – que implicam os utilizadores – não param de aumentar. De acordo com relatórios de especialistas na área, mais de 20 mil funcionários do Facebook podiam aceder a um catálogo de passwords que estavam guardadas em formato de texto livre.

Estima-se que entre 200 a 600 milhões de combinações estavam guardadas neste tipo de documentos de fácil acesso a qualquer pessoa. Ainda assim, tudo indica que “apenas” dois mil programadores fizeram pesquisas nesta base de dados. Quem o afirma é Brian Krebs, jornalista especializado em cibersegurança.

Uma vez mais, o Facebook encontra-se em “maus lençóis” pela leveza com que lida com as informações privadas dos seus utilizadores. O que se sabe é que esta base de dados era mantida desde 2012, fator que parece descredibilizar, ainda mais, a segurança do Facebook enquanto rede social aparentemente segura.

A empresa já comentou a situação e confirma que não existiu qualquer acesso impróprio à base de dados. De acordo com Scott Renfro, engenheiro de software do Facebook, a solução está agora em notificar os utilizadores afetados, pedindo-lhes que alterem a mesma de forma a reforçar a segurança de cada conta.

O que deve fazer?


Não havendo forma de saber quantas pessoas foram afetadas, nem tão pouco a identidade das mesmas, devemos aconselhar os utilizadores desta rede social a alterar a sua palavra-passe. De facto, esta é a única forma que existe de garantir que ninguém volta a aceder à sua informação de forma indevida.

Existem diversos softwares capazes de gerar combinações seguras e únicas para que não tenha de se preocupar em criar novas passwords. Perca ainda algum tempo a rever todas as suas definições, bem como as permissões dadas a aplicações através do Facebook.

Estas são pequenas medidas que, mesmo que lhe possam parecer superficiais, são a única forma de garantir a segurança das suas informações. Como tal, aconselhamo-lo a que faça uma rápida verificação de todos os dados que tem guardados na rede social.

Caso não queira adotar esse procedimento, resta-lhe aguardar uma possível notificação por parte do Facebook no caso de a sua palavra-passe fazer parte da referida base de dados. Nesse caso, as regras de segurança informática recomendam que, em primeiro lugar, altere a sua combinação para outra totalmente diferente.

Para além disso, opte também pela autenticação de dois fatores, uma forma segura que qualquer pessoa deveria adotar no caso de utilizar várias aplicações ou de ter contas criadas em diferentes sites. Desta forma, garante que a sua informação é apenas acedida por si e nunca por terceiros, nem mesmo pelo próprio Facebook.

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Luísa Santos Luísa Santos

Licenciada em Ciências da Comunicação - Jornalismo, Mestre em Multimédia, cantora sem diploma nas horas livres. Trabalha atualmente em Marketing e Comunicação, é viciada em redes sociais e fervorosa adepta do desenrasque.