Ekonomista
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09 Nov, 2017 - 18:05

Metade das mortes por cancro podiam ser evitadas se fosse seguido Código Europeu

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Metade das mortes por cancro podiam ser evitadas se fosse seguido o Código Europeu, de acordo com o presidente do Núcleo do Centro da Liga Contra o Cancro.

Metade das mortes por cancro podiam ser evitadas se fosse seguido Código Europeu

O presidente do Núcleo do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) considerou hoje que quase metade das mortes por cancro no mundo podiam ser evitadas se fossem seguidas as atuais 12 recomendações do Código Europeu Contra o Cancro.

“Estima-se que podem ser evitadas no mundo quase metade das mortes por cancro, se forem tidas em linha de conta as 12 recomendações do Código Europeu Contra o Cancro, que no fundo são medidas para reduzir o risco de cancro“, sustentou.

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Estas 12 recomendações serão abordadas num congresso promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, na sexta-feira e no sábado, em Coimbra.

“Decidimos fazer este congresso com vertente científica muito grande, pois vamos ouvir pessoas, muitas delas ligadas diretamente à produção do próprio Código Europeu Contra o Cancro, desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação do Cancro (IARC), da Organização Mundial da Saúde”, revelou.

Em declarações à Lusa, Carlos Oliveira explicou que durante os dois dias estão em debate temas como o tabaco, não só do ponto de vista do fumador, mas também do fumador passivo.

“Será abordada a questão da obesidade, que é responsável por aumentar o risco de cancro de mama em mulheres depois da menopausa, assim como do cancro da próstata e do colorretal. Será realçada a importância da atividade física, que não é a mesma coisa que o exercício físico”, acrescentou.

A par disto, será feita recomendação para que se pratique uma alimentação saudável, “seguindo-se a dieta mediterrânica, que era aquela que se devia fazer”, aludindo ainda ao consumo moderado de álcool e à proteção à exposição solar.

“Uma outra indicação, que é das mais seguidas em Portugal, porque existe muita legislação, é em relação ao cancro profissional, nomeadamente em relação à proteção dos trabalhadores a exposição a substâncias cancerígenas. Também o problema das radiações, nomeadamente o radão, será abordado”, referiu.

De acordo com Carlos Oliveira, será ainda discutido um tema que não vem tendo consenso e que tem a ver com a amamentação e o risco do cancro da mama.

“Também se chama a atenção para as hormonas de substituição da menopausa, em que algumas poderão aumentar ligeiramente o risco de cancro da mama e isso tem de ser avaliado”, apontou.

A importância das vacinas também estará no centro da discussão, nomeadamente a da Hepatite B e do HPV, que fazem parte do plano nacional de vacinação. “Finalmente, o 12.º ponto em análise é o dos rastreios organizados”, concluiu.

O Código Europeu Contra o Cancro resulta de uma iniciativa da União europeia nos anos 80 do século XX, onde foi desenvolvida uma campanha que se intitulou “Europa contra o cancro”, muito focada na prevenção. Este Código Europeu vai sendo atualizado consoante a evolução do conhecimento científico, estando já na sua quarta edição.

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