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A Mercedes-Benz aposta a fundo na eletrificação com duas das suas propostas mais populares.
O renovado GLC e o novo GLB chegam ao mercado com autonomias de referência, tecnologia de 800 V e um interior que redefine o que se espera de um SUV premium.
O lançamento simultâneo elétricos não é coincidência. A Mercedes-Benz está a acelerar a sua transição para a eletrificação, e fá-lo sem abandonar os valores de qualidade, tecnologia e uma experiência de condução que justifica o investimento.
Para o consumidor português estas duas propostas chegam num momento oportuno. A infraestrutura de carregamento cresceu, os incentivos fiscais mantêm-se e a oferta elétrica premium nunca foi tão convincente.
A pergunta já não é se vale a pena fazer a transição. É qual dos dois leva a família.
Mercedes-benz: GLC chega à corrente elétrica
Durante décadas, o Mercedes-Benz GLC foi sinónimo de SUV premium. É o modelo mais vendido da marca a nível mundial e, desde a descontinuação do EQC em 2024, a Mercedes ficou sem uma proposta totalmente elétrica no segmento médio.
Com a nova geração totalmente elétrica do GLC, essa ausência foi definitivamente corrigida.
O novo GLC elétrico não é uma simples adaptação do modelo a combustão. É uma reinterpretação pensada de raiz para o mundo da mobilidade sem emissões, embora mantenha a linguagem visual que os fãs da marca reconhecem ao primeiro olhar.
A grelha dianteira, agora de função puramente estética, pode ser iluminada, assumindo um caráter quase escultórico que distingue claramente este modelo das versões com motor de combustão.

Autonomia e carregamento: os números que importam
A versão de lançamento é a GLC 400 4MATIC, equipada com dois motores elétricos que somam 360 kW (489 cv) de potência combinada.
A bateria de 94 kWh garante uma autonomia homologada de até 713 km em ciclo WLTP, um valor que a confirmar-se em utilização real posiciona este SUV entre os mais capazes do seu segmento.
O sistema de carregamento assenta numa arquitetura de 800 volts, o que permite repor até 303 km de autonomia em apenas 10 minutos num posto de corrente contínua compatível.
A eficiência declarada ronda os 14,9 kWh/100 km, um valor competitivo face a rivais como o BMW iX3 ou o Audi Q6 e-tron, com quem o novo GLC elétrico compete diretamente.
Tecnologia e segurança ao nível da Classe S
A Mercedes não se ficou pela propulsão. O novo GLC elétrico incorpora uma suspensão a ar derivada da Classe S, eixo traseiro direcional de até 4,5° e um pacote de assistência à condução que inclui até 10 câmeras, 5 radares e 12 sensores ultrassónicos.
A travagem regenerativa pode recuperar até 300 kW graças ao sistema One-Box, que mantém a sensação natural no pedal independentemente do modo de travagem.
Para quem pensa nos anos que vêm, o GLC está preparado para carregamento bidirecional (V2H e V2G), ou seja, pode alimentar a casa ou devolver energia à rede elétrica em horas de maior procura.
Preços a partir dos 78 000 euros
O novo GLC elétrico está disponível para encomenda em Portugal com preços a partir de 78 000 euros.
Não é um SUV para todos os bolsos, mas é claramente um SUV para quem não quer abdicar de nada. Nem de alcance, nem de prestígio, nem de tecnologia.
GLB: sete lugares e uma estratégia ousada

Se o GLC elétrico é a confirmação de uma trajetória, o novo GLB representa uma rutura deliberada.
Com esta geração, a Mercedes-Benz tomou a corajosa decisão de descontinuar simultaneamente o GLB a combustão convencional e o EQB elétrico, e substituí-los por um único modelo, o novo GLB, que começa a vida exclusivamente como elétrico.
O modelo assenta sobre a plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture) e partilha a cadeia cinemática com o novo CLA, o que lhe confere acesso imediato à arquitetura de 800 V e a uma gama de motorizações modernas.
As versões a gasolina mild-hybrid chegarão mais tarde, mas a Mercedes deixou claro o seu ponto de vista: o futuro deste modelo passa pela corrente elétrica.
Familiar, versátil e com espaço para sete
O GLB sempre teve como trunfo único no segmento a possibilidade de transportar até sete ocupantes, algo que nenhum rival direto oferece.
A nova geração mantém esse diferenciador e acrescenta-lhe um interior radicalmente redesenhado, centrado no novo MBUX Superscreen, um conjunto de três ecrãs (10,25″ + 14″ + 14″ opcional) dispostos lado a lado que ocupa praticamente toda a largura do tabliê.
O resultado é simultaneamente impressionante e intuitivo, tirando partido dos melhoramentos introduzidos no CLA.
O design exterior inspira-se na filosofia do CLA mas com uma postura mais robusta e todo-o-terreno. As versões elétricas distinguem-se pelas 94 estrelas em LED na grelha dianteira, um detalhe que confere ao GLB uma identidade visual própria e moderna.

Dois motores, uma plataforma, autonomias de referência
O GLB elétrico está disponível em duas versões à entrada-
GLB 250+:motor traseiro de 200 kW (272 cv), binário de 335 Nm, bateria de 85 kWh úteis, autonomia até 631 km (WLTP). O ponto de partida, com todo o essencial.
GLB 350 4MATIC: adiciona um motor no eixo dianteiro, totalizando 260 kW (354 cv). Para quem prefere a tração às quatro rodas e mais desempenho nas passagens mais exigentes.
Ambas as versões beneficiam da arquitetura de 800 V, com capacidade de carregamento rápido em DC até 320 kW e recuperação de cerca de 260 km de autonomia em apenas 10 minutos.
Preços em Portugal
As encomendas abriram em Portugal a 11 de dezembro de 2025, com preços a partir de 57 500 euros para o GLB 250+ e 65 450 euros para o GLB 350 4MATIC.
GLC ou GLB: que Mercedes-Benz escolher?
A resposta depende, como sempre, das prioridades de cada um.
O GLC elétrico é a escolha para quem procura o melhor em tudo. Maior autonomia, mais potência, tecnologia de ponta e o estatuto inegável de SUV médio premium da estrela de três pontas. É o carro para quem quer entrar no mundo elétrico sem fazer concessões.
O GLB elétrico é para famílias ativas que precisam de espaço real, versatilidade e uma proposta tecnológica atual a um preço mais acessível. Sete lugares num elétrico premium, com mais de 600 km de autonomia, é um argumento difícil de refutar.