Como funcionam os novos radares fixos?

Os radares fixos já chegaram, e já começaram a apanhar condutores a fazer o que não deviam. Saiba como funcionam estes aparelhos.

Como funcionam os novos radares fixos?
Os aparelhos não precisam de intervenção humana

Os radares fixos já começaram a aparecer um pouco por todo o país., e a presença dos mesmos faz com que muitos automobilistas se questionem acerca da forma como estes funcionam, e como podem vir a apanhar alguém a cometer infrações.

Os radares, geridos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) têm como objetivo reforçar o cumprimento de limites de velocidade, estabelecidos por lei, através da fiscalização automática.
 

O seu funcionamento

Os novos radares fixos do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) funcionam de forma automática, sem qualquer intervenção humana. Através dos sensores que têm detetam veículos em excesso de velocidade e enviam a informação que adquirem para a ANSR, que age logo sobre a contraordenação.

Os sensores dos radares emitem ondas eletromagnéticas que permitem calcular a velocidade dos carros que circulam na estrada, identificando assim quem está a ir depressa demais. O sistema é independente a cada faixa, e se dois carros passarem em excesso de velocidade ao mesmo tempo, ambos são apanhados.

 Após confirmação do cálculo, a informação que o radar envia para a ANSR inclui uma fotografia da viatura com a matrícula, tirada por uma câmara acionada quando é detetado um veículo em excesso de velocidade, o que significa que dificilmente se poderá vir a safar se for apanhado em excesso de velocidade por um destes radares fixos.

 

Vêm aí mais radares fixos

Quando foi instalado o primeiro destes radares, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, anunciou que para o ano haverá um novo concurso para a instalação de mais 50 radares por todo o país. De acordo com as suas declarações, estes já provaram por toda a Europa que são uma forma eficaz de reduzir a sinistralidade.

O sistema SINCRO tem radares em zonas consideradas críticas, e permite libertar recursos humanos, pois o processamento de contraordenações é feito de forma automática, além de ser vigiada permanentemente a estrada nos locais onde se encontram estes radares.

 

Redução da sinistralidade rodoviária

O grande objetivo dos novos radares fixos é a redução da sinistralidade rodoviária. De acordo com o último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), referente a 2015, foram contabilizadas 289.406 infrações por excesso de velocidade, o que faz deste tipo de infração o mais comum que há.

O problema acaba por custar a vida a muitos automobilistas. Espera-se que o SINCRO venha a reduzir de forma significativa a sinistralidade rodoviária. Afinal, ninguém quer levar com uma multa.


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