Conta conjunta: sim ou não?

Está a ponderar abrir uma conta conjunta? Saiba quais as vantagens e desvantagens deste tipo de conta.

Conta conjunta: sim ou não?
Vantagens e desvantagens.

Agora que vão viver juntos há várias decisões que têm que ser tomadas. Quem muda a areia do gato, quem lava a roupa, quem cozinha, quem vai às compras, quem rega as plantas, quem lava o carro, entre tantas outras. Dizem as más línguas que os portugueses têm pudor de falar de dinheiro mas se vai iniciar uma vida a dois, terá mesmo que o fazer. A pergunta impõe-se: conta conjunta ou separada? Pois bem, não há uma resposta certa já que cada caso é um caso. Aliás, contas conjuntas não são sempre sinal de discórdia, tampouco contas separadas significam falta de compromisso entre o casal.
 
Na hora de decidir o tipo de conta que se adequa à sua família há várias coisas que deve considerar. Falam abertamente sobre os vossos salários? Os hábitos financeiros são semelhantes? Ou um controla cada cêntimo e o outro nunca confere o troco? Traz consigo muitas dívidas? Tem muitos compromissos financeiros já assumidos? Incomoda-lhe que saibam todos os seus gastos? Esta é uma decisão muito importante que requer muita ponderação. Lembre-se que problemas relacionados com dinheiro provocam mais divórcios do que adultério, falta de sexo ou discussões por causa dos filhos!
 
 

Conta conjunta: o que é?

Na verdade, conta conjunta, assim como a solidária e a mista são tipos de contas coletivas, ou seja, contas com mais do que um titular. As contas conjuntas só podem ser movimentadas com o aval de todos os titulares, são mais seguras, mas pouco práticas. Já as contas solidárias podem ser movimentadas por todos os titulares sem a autorização do outro, uma solução mais prática e habitual entre casais. As contas mistas combinam as duas opções anteriores, sendo os poderes de movimentação definidos na abertura. 
 
 

Vantagens

Quando o casal partilha os mesmos valores, uma conta conjunta é a forma mais fácil para gerir as finanças. É uma decisão que exige, de ambos, muita confiança e honestidade. Uma conta única permite um orçamento mais folgado, simplifica na hora de controlar pagamentos e gastos, e ainda poupa em comissões bancárias. Para além disto, evita transferências bancárias entre o casal, decisões, contas e registos sobre quem paga o quê. E ainda fica com menos papel para arquivar – uma conta, um extrato bancário.
 
 

Desvantagens

Se lidam com o dinheiro de forma diferente, ou seja, se um é mais poupado e o outro mais gastador, uma conta única pode ser um ponto de atrito entre o casal. Mesmo que não estejam envolvidos grandes valores, se um dos elementos controla cada cêntimo, é certo que vão discutir por cada compra. Como todas as despesas são do conhecimento de ambos, vai perder privacidade e, até, alguma independência. Depois, se os rendimentos são muito diferentes, com um a contribuir mais do que o outro, podem surgir alguns ressentimentos.
 
Mais uma vez: não há uma resposta certa. Contudo, algumas certezas: uma conta conjunta exige muita transparência, capacidade de comunicação, organização e confiança. Certifique-se que o "seu dinheiro" passar a ser o "nosso dinheiro" não representa um problema.
 
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