Contornar as restrições de acesso ao crédito à habitação

Se o montante a pedir ao banco for inferior ao valor do imóvel, a capacidade de negociar o spread será maior, pois o risco para o banco é, por sua vez, menor.

Contornar as restrições de acesso ao crédito à habitação

Os bancos estão cada vez mais restritivos na concessão de financiamentos para adquirir nova habitação. Com as novas regras anti-endividamento e tendo como objectivo uma carteira mais equilibrada, as instituições de crédito garantem que não vão prescindir do rácio financiamento/garantia. No entanto, existem sempre alguns truques a adoptar que ajudam a contornar a dificuldade de acesso ao crédito.

É exigido aos portugueses que participem no negócio de compra de nova habitação com as suas poupanças, demonstrando assim a sua real capacidade de aquisição. No entanto, a maior parte das famílias portuguesas dispõem de rendimentos cada vez mais reduzidos, o que gera sentimentos de incerteza para o futuro, reduz os investimentos, mas por outro lado, potencia a poupança.

 

Como reduzir o spread no acesso ao crédito à habitação?

Considere o peso do financiamento no valor do imóvel. Se o montante a pedir ao banco for inferior ao valor do imóvel, a capacidade de negociar o spread será maior, pois o risco para o banco é, por sua vez, menor. Num período de um ano, a banca quase triplicou o spread mínimo de 0,35% para 0,95%.

 

Será a altura certa para comprar casa?

Esta é uma boa altura para a aquisição de casa nova, pois actualmente as taxas Euribor, que servem de indexante para determinar os juros no crédito à habitação, encontram-se em níveis historicamente baixos. Contudo, devido às dificuldades de financiamento impostas pelos bancos, será o património financeiro daquele que solicita o crédito a ditar as condições do mesmo.

Segundo o Banco Central Europeu, os juros, actualmente em 1%, não vão subir até Junho de 2010. Por outro lado, as taxas Euribor irão com certeza subir antes da autoridade monetária mexer na taxa directora. As famílias portuguesas cujos créditos forma contratados no último ano, nessa altura, vão começar a sentir maiores dificuldades devido ao aumento do spread.