8 razões pelas quais deve fazer férias no Douro

Umas férias no Douro está na sua lista de coisas a fazer mas nunca concretiza? Não adie mais! As vinhas, a comida, o vinho, o rio e o calor chamam por si.

8 razões pelas quais deve fazer férias no Douro
Uma região encantada

Nas encostas do Douro, os socalcos, as vinhas e as gentes têm apaixonado turistas de todo o mundo. Do Porto a Barca d’Alva, são muitos os encantos que vestem as águas deste rio e fazem com que umas férias no Douro sejam obrigatórias.

A Região Vinhateira do Alto Douro, com mais de 26 mil hectares, há mais de 2 mil anos que produz um vinho apreciado mundialmente, o Vinho do Porto, por isto e pelas características únicas das suas terras, é distinguida pela UNESCO como Património da Humanidade.

Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, S. João da Pesqueira, Santa Marta de Penaguião, Tabuaço, Vila Real, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa são nossos mas são também um bocadinho de todo o mundo. Conheça o que estes concelhos têm para oferecer.

8 razões para não adiar mais as férias no Douro


Se está a marcar as suas férias, seja de verão ou de inverno, o Douro é o destino perfeito quer viaje sozinho, com família ou amigos. Comida, bons vinhos, gente hospitaleira e uma paisagem arrebatadora são algumas das razões porque este deve ser o seu próximo destino de férias.

1. O clima

rio douro

Começamos por este ponto já que férias é sinónimo de calor, chinelo no pé, banhos de sol e mergulhos. Mas não é só no sul do país que encontra as condições perfeitas para descansar e bronzear. Nos meses preferidos pelos portugueses para uns dias de férias, entre junho e setembro, a temperatura na região do Douro varia entre os 16º e os 30º, sendo julho o mês mais seco e quente – valores muito próximos dos que encontra nas zonas litorais do país.

E os mergulhos? Bom, no Douro não há mar (surpresa!) mas há rio, piscinas infinitas em muitos dos alojamentos que existem na região ou pode dar um mergulho nas Piscinas Municipais de Lamego (com escorregas), nas Piscinas do Complexo Codessais (Vila Real) ou nas Piscinas do Clube de Caça e Pesca do Alto Douro (Peso da Régua).

2. A comida

cabrito assado

Numa casa duriense, a boa comida é prato diário. É uma zona do país onde ainda se privilegia aquilo que a terra oferece, onde se confeciona com os legumes colhidos no quintal, com os ovos que as galinhas oferecem ou com o porco que se alimentou durante o ano.

De tempero forte, ainda que já os conheça de outras paragens, há pratos que não pode deixar de provar nos socalcos do Douro: cabrito assado em forno de lenha, posta à mirandesa, javali estufado, o cozido à portuguesa ou peixe do rio frito ou em escabeche.

Onde provar estas iguarias? Atrevemo-nos a dizer que, no Douro, há boa comida em cada porta, no entanto, são muitos os restaurantes consagrados pela crítica e pelo povo, nacional e internacional, que merecem uma reserva. Tome nota:

  • Cais da Villa, Vila Real
  • Castas e Pratos, Peso da Régua
  • Cêpa Torta, Alijó
  • Conceitus Winery Restaurant, Sabrosa
  • DOC , Armamar
  • O Tachinho da Té, Tabuaço
  • Terra de Montanha, Vila Real
  • The Wine House Restaurante – Quinta da Pacheca, Lamego
  • Toca da Raposa, São João da Pesqueira
  • Vindouro, Lamego

3. A paisagem

paisagem douro

O Douro é uma das zonas mais bonitas do país e do mundo. Não são só as vinhas, os socalcos, as encostas e o rio que fazem desta uma terra apaixonante e encantada. Há uma calma impressa nesta imensidão de verde, azul e laranjas que nos força a relaxar e a serenar a alma. Se nada mais houvesse para fazer no Douro, ver bastaria. Mas há! Sem pressas, visite alguns dos melhores pontos para contemplar:

  • Miradouro de S. Leonardo da Galafura, Peso da Régua
  • Miradouro de Casal de Loivos, Alijó
  • Miradouro de São Salvador do Mundo, São João da Pesqueira
  • Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Lamego
  • Parque Natural do Douro Internacional, Barca d’Alva

4. Cidade da Régua

peso da regua

A cidade do Peso da Régua é considerada a capital da região demarcada que produz o Vinho do Porto e foi daqui que partiram centenas de barcos rabelos, carregados do néctar dos Deuses, com destino a Vila Nova de Gaia onde ficariam a envelhecer. Nesta terra há muito que fazer, e pode começar por tirar uns momentos para simplesmente apreciar a paisagem deslumbrante, entre o rio Douro e os socalcos das vinhas, com um livro e um copo de vinho por companhia.

Aproveite para conhecer as casas senhoriais e as grandes quintas, muitas delas abertas ao público. Se estiver na região na época das vindimas, não perca a oportunidade de pisar o vinho num lagar, como se fazia antigamente. Tire ainda umas horas para visitar:

  • Museu do Douro
  • Solar do Vinho do Porto
  • Casa do Douro
  • Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho

5. Aldeia de Favaios

vinho moscatel favaios

Na serra do Vilarelho, em Alijó, a aldeia de Favaios, pequena e tranquila, impõe-se pelo seu vinho moscatel, pela gastronomia, pela tradição dos tapetes de Arraiolos, pelos monumentos religiosos, as casas nobres e as marcas arqueológicas.

Nesta freguesia do Douro Vinhateiro, a par do vinho, o pão é marca firmada nesta terra pelo que tem que provar o famoso pão de Favaios, o trigo de quatro cantos e a bola de carne, assim como, as feijocas ensopadas, sopas de raia ou milhos de vinhos d’alhos. Não saia da aldeia sem conhecer:

  • Museu do Pão e do Vinho
  • Castelo dos Mouros
  • Igreja de São Domingos
  • Capela de Santa Bárbara
  • Capela de São Paio
  • Capela de Santo António
  • Quinta de São Jorge
  • Fonte Manuelina
  • Castro do Vilarelho
  • Marcos Pombalinos
  • Solar dos Sepúlvedas
  • Casa dos Távoras

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6. Vila do Pinhãoestacao do pinhao

De gentes animadas e hospitaleiras, a Vila do Pinhão conta com menos de 1000 habitantes mas foi – e ainda é – o centro de tudo no que ao Vinho do Porto diz respeito – é aqui que estão muitas das quintas produtoras de Vinho do Porto.

Classificada pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, é passagem obrigatória para quem está na região e uma das razões pelas quais deve fazer férias no Douro. A provar isto mesmo estão os 400 mil turistas que recebe anualmente.

Vale a pena ir ao Pinhão apenas para conhecer a lindíssima e tão nossa Estação Ferroviária do Pinhão. Melhor fará se viajar para a vila no Comboio Histórico do Douro, que parte da Régua em direção ao Tua, com paragem no Pinhão, para provar as iguarias locais e apreciar os 24 painéis, compostos por 3047 azulejos, pintados à mão, em 1937, por J. Oliveira. Não volte para casa sem comprar umas alheiras picantes no talho Pinhão, perto da estação.

7. Barca d’Alva

amendoeiras em flor

No Parque Natural do Douro Internacional, Barca d’Alva faz fronteira com Espanha. A agricultura é rainha neste lugar de Escalhão, em Figueira de Castelo Rodrigo, com os olivais, as vinhas, os amendoais e os laranjais a representar a maior fatia dos cultivos. É, precisamente, pelas amendoeiras em flor que esta terra é mais conhecida e que faz dela uma das razões pelas quais deve fazer férias no Douro.

Inspiração de um dos maiores escritores portugueses, Guerra Junqueiro, Barca d’Alva cativa pela calma que ali se vive, onde o ar é mais puro e o tempo corre mais devagar. Ponto de passagem e paragem dos cruzeiros que navegam nas águas do Douro, é uma das terras mais encantadoras onde poderá desfrutar de uns revigorantes dias de pausa.

8. Parque Arqueológico do Vale do Côa

gravuras foz coa

Um motivo de orgulho para as gentes do Douro, as gravuras de Vila Nova de Foz Côa foram eleitas pela UNESCO como Património da Humanidade. Um ponto de visita obrigatório, para miúdos e graúdos, já que aqui estão a maior parte dos sítios pré-históricos de arte rupestre, considerados, no que ao paleolítico diz respeito, um dos achados mais importantes do mundo.

Note bem que o período paleolítico refere-se ao tempo da pré-história, há cerca de 2,5 milhões de anos, uma época em que era nas paredes, nos tetos das cavernas ou nas superfícies rochosas que o homem desenhava na pedra representações de pessoas, animais, plantas ou sinais gráficos abstratos. Milhões de anos de arte, e está ali, nas encostas do Douro. É a história viva fora dos livros da escola.

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