Multa por pneus carecas: o que fazer para prevenir

Sabia que os pneus carecas estão na origem de 20% dos acidentes rodoviários? Não arrisque a sua segurança e a dos outros e evite a multa por pneus carecas.

Multa por pneus carecas: o que fazer para prevenir
Não arrisque a multa e sobretudo a sua segurança

Multa por pneus carecas, além da relativa ao estacionamento indevido, é, provavelmente, a multa mais difícil de “digerir” e de pagar. Para evitar a primeira é crucial que tenha cuidados redobrados com a escolha, manutenção e substituição dos pneus, até porque do bom estado destes depende não só a sua segurança, como também a dos outros.

Multa por pneus carecas: o que fazer para prevenir

Os pneus ideais para o seu automóvel estão registados no livrete do veículo. Cada fabricante automóvel seleciona, testa, e homologa diferentes pneus para cada modelo proposto, segundo critérios de peso, de performance, de tamanho, entre outros. Qualquer alteração às dimensões dos pneus originais poder-lhe-á valer um coima avultada (isto se não tiver feito o pedido oficial de transformação ao Instituto de Mobilidade Terrestre -IMT).

Ao nível da manutenção dos pneus deve ter em consideração as seguintes preocupações:

1. Profundidade do relevo dos pneus

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O relevo dos pneus foi projetado para escoar a água. Os pneus com desgaste desempenham esta função com menor eficiência, aumentando o risco de ocorrer a aquaplanagem.

É essencial que a profundidade do relevo dos seus pneus esteja em conformidade com os limites legais, sobretudo para garantir a sua segurança. Por lei esta profundidade deve rondar os 1,6 mm (profundidade mínima legalmente estabelecida).

2. Alinhamento e calibragem

Em pisos planos, o seu automóvel deve andar em linha reta. Se os pneus estiverem desalinhados, podem causar um desgaste desigual dos pneus que, por sua vez, afetará a segurança e a condução do veículo.

A cada 10 mil km é aconselhável que faça alguns ajustes, como alinhamento e calibragem – os quais ajudam, inclusivamente, a garantir maior vida útil aos pneus.

3. Troca de pneus entre si

Para reduzir os gastos a médio e longo prazo e aumentar a vida útil dos pneus deve trocar os pneus entre si regularmente. O “rodízio” mais habitual é trocar os pneus traseiros pelos dianteiros – de forma a que o desgaste seja uniforme. Em média, é aconselhável fazer um “rodízio” a cada 5 mil km.

Se parar, por exemplo numa estação de serviço na autoestrada, e se os seus pneus estiverem quentes, adicione 0.3 bars à pressão indicada e, em seguida, controle de novo a pressão quando os pneus estiverem frios. Nunca reduza a pressão dos pneus a quente.

4. Válvulas/Pressão dos Pneus

As válvulas dos pneus devem ser substituídas juntamente com os pneus. A pressão correta dos pneus influencia a condução e o consumo de combustível. A pressão deverá ser verificada sempre com os pneus frios – ou seja, o seu automóvel não deverá ter percorrido mais de 3 a 5 quilómetros nas duas últimas horas.

5. Pneus novos

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Como a tração está localizada na parte da frente do veículo, os pneus dianteiros são, por norma, os que mais se desgastam. Para economizar, muitos condutores optam por comprar apenas dois pneus e, erradamente, fazem a troca dos pneus na dianteira.

Pneus novos sempre na parte traseira, porque o controlo do veículo está na parte frontal. Se algum imprevisto acontecer com o pneu dianteiro é mais fácil de sentir e controlar o veículo, já na parte traseira o condutor não tem total controlo.

Depois de cinco e até dez anos em estrada, os pneus devem ser inspeccionados pelo menos uma vez por ano. A Michelin, por exemplo, recomenda a troca de pneus passado este tempo, mesmo quando estes não tenham atingido o limite legal de desgaste de 1,6 mm.

Outras medidas de prevenção

Além destas medidas de prevenção, deve ainda ter em consideração que os pneus devem ser sujeitos a manutenção se se verificarem alguns dos seguintes sinais:

  • O seu veículo guina para um lado;
  • Os pneus apresentam um desgaste desigual;
  • Tem problemas de condução;
  • Aumento da distância de travagem;
  • Vibração invulgar do volante;
  • Depois de as rodas terem sido sujeitas a uma batida forte;
  • Arranhões, cortes ou saliências nos pneus.

Também é importante não esquecer que o pneu sobressalente deve estar em boas condições, tal como os do veículo.

Multa por pneus carecas: qual o valor a pagar?

A este respeito é importante salientar que o Código da Estrada (CE) não prevê especificamente o valor pecuniário da multa por pneus carecas. Por exemplo, no artigo 114º do CE lê-se que: “Todos os sistemas, componentes e acessórios de um veículo são considerados suas partes integrantes e, salvo avarias ocasionais e imprevisíveis devidamente justificadas, o seu não funcionamento é equiparado à sua falta” –sendo que todas as suas características são regulamentadas até para efeito da inspeção periódica.

Além disso, há  outras variáveis que podem influenciar (e muito) o valor da multa.

Por exemplo, no caso de o seu veículo ainda ter os pneus originais e estes estiverem carecas, a multa ronda os 30€ por pneu. Se decidiu adoptar uns pneus mais largos do que os originais – portanto, não estando em conformidade com os registados no livrete – então arrisca-se a pagar uma multa que pode ir dos 250€ aos 1250€, isto no caso de estarem carecas.

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