Afinal, o regime tudo incluído compensa ou não?

Está a considerar ir de férias optando pelo regime “tudo incluído”? Então, antes de decidir, descubra aqui todas as vantagens e desvantagens deste conceito.

Afinal, o regime tudo incluído compensa ou não?
Pese bem os prós e os contras antes de tomar uma decisão.

O regime “tudo incluído” explodiu há alguns anos atrás na indústria do turismo e, a partir daí, nunca mais ninguém o parou. Mas será que compensa mesmo adquirir um desses famosos pacotes de férias em que alojamento, alimentação e bebidas estão previstos num valor único, definido à partida, antes mesmo de viajar? Será que não é melhor optar por um regime tradicional e gerir o budget de acordo com as necessidades? Quais são os factos que devemos ter em consideração antes de tomar uma decisão final?

Essas são algumas das questões a que nos propomos dar resposta no artigo abaixo, tendo em conta que a eficiência de cada modelo turístico depende muito do tipo de hóspede, dos objetivos da viagem e até do destino. Assim, antes de se decidir definitivamente pelo regime “tudo incluído”, veja abaixo a lista de vantagens e desvantagens que lhe apresentamos. Absolutamente essencial.
 

Vantagens do regime “tudo incluído”

 

1. Anula qualquer preocupação com custos extra

Este regime é uma boa escolha para quem tem um budget bastante rígido para as suas férias e não quer ter de se preocupar com possíveis derrapagens ou surpresas inesperadas. Aprecia tomar umas quantas bebidas sem ter de estar constantemente a fazer contas de cabeça?... Esta é a solução.
 

2. Assegura um período de férias absolutamente relaxado

Por norma, este conceito está associado a resorts amplos e autossuficientes, o que significa que nunca precisará de deixar o espaço para ter acesso a todas as comodidades e diversões de que necessita. Assim, esqueça o carro e outros meios de transporte e concentre-se na espreguiçadeira ou no barzinho, ambos mesmo ao lado da piscina.
 

3. Responde às mais variadas necessidades culinárias

Em grupos grandes tendem a aparecer os mais variados gostos e restrições alimentares, o que dificulta as horas das refeições em restaurantes “à la carte”; os buffets, com a sua ampla oferta, costumam resolver esta questão de forma rápida e sem stress.
 

4. A nível financeiro, tende mesmo a compensar

Salvo raras exceções, e mesmo considerando o acréscimo de alguma atividade ou refeição extra que queira fazer fora do hotel, o habitual é que o pacote “tudo incluído” compense relativamente às diárias regulares.
 

Conclusão

Este regime é apropriado para:
  • famílias com filhos de várias idades: crianças e adolescentes; 
  • grupos com gostos alimentares variados ou qualquer tipo de restrição a este nível; 
  • pessoas que encaram as férias como um período de descanso e relaxamento, e cujo principal objetivo é usufruir de todas as comodidades que o hotel disponibiliza.
 
 

Desvantagens

 

1. Por vezes os “resorts” não correspondem ao que se espera

Muitas vezes, os “resorts” acabam por ser apenas um hotel, com infraestrutura e ofertas bastante limitadas. Escusado será dizer que, perante tal cenário, a vontade de passar grandes quantidades de tempo no interior do espaço se reduz consideravelmente.
 

2. A maior parte do tempo acaba por ser passado a comer, a beber e a descansar

O que para uns pode ser considerado um paraíso, para outros assemelha-se mais a uma visão do inferno... um inferno no qual se morre de aborrecimento e sem conhecer os cantos e recantos da região para onde se viajou.
 

3. A gastronomia tende a ser standartizada

Se um dos seus objetivos é ficar a conhecer os sabores e paladares típicos – mesmo típicos! - da zona que está a visitar, então a comida de resort não vai resolver a questão. Independentemente da quantidade e qualidade da oferta num buffet, o certo é que a comida confecionada para centenas de pessoas de diferentes origens tem de ser “adaptada” e ajustada, de forma a satisfazer o maior número possível. Além de que não será propriamente “acabadinha de fazer”...
 

Conclusão

Este não é regime é apropriado para:
  • pessoas que gostem de conhecer a fundo a região para a qual viajaram, nomeadamente a nível gastronómico;
  • pessoas que apreciem a aventura e pretendam realizar atividades externas ao hotel, seguindo os seus próprios ritmos.
 
 

Dicas extra

  • Antes de optar definitivamente pelo “tudo incluído”, informe-se a fundo sobre o resort que selecionou: entre no respetivo site e verifique os restaurantes e tipo de serviço disponível (buffet ou “à la carte”); se existem diferentes categorias de hóspedes e quais as regalias associadas a cada uma; se fazem campanhas promocionais em determinadas tarifas; etc.;  

  • Uma vez em posse desses elementos, compare os preços praticados com os de outros hotéis na mesma zona, para ter uma noção da poupança em causa - tenha sempre presente que, grande parte das vezes, a variação de valores tem a ver com a qualidade dos hotéis;

  • Não se esqueça que o conceito “tudo incluído” não implica necessariamente luxo e tratamento VIP: isso depende do nível do hotel selecionado e da tarifa a que aderiu – por norma, cada tarifa é identificada com uma pulseira de cor diferente, que dá acesso a diferentes regalias.
 
 

Curiosidades

 A cadeia francesa de hotéis Club Med, que atualmente possui espaços em todo o mundo, é responsável pela dinamização do regime “tudo incluído”.

O conceito é particularmente popular em zonas como a República Dominicana, Cuba, Riviera Maya, Marrocos, Tunísia e Egito. Agora começa também a ter algum sucesso em países como o Brasil e até Portugal – no caso do nosso país, encontra-se sobretudo na região do Algarve e em Porto Santo.


Como em tudo na vida, também a escolha do seu tipo de férias depende de uma série de variáveis, incluindo a personalidade e gostos das pessoas com quem vai, as características do local que pretende visitar, o espaço em que gostaria de ficar alojado e, em última análise, a sua própria disposição e a fase da vida em que se encontra. A nós, resta-nos desejar que a nossa análise o ajude a tomar uma decisão sobre se o regime “tudo incluído” é ou não o mais adequado para si. Boas escolhas e boa viagem!


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