Spreads de crédito à habitação aumentam

Comprar casa com recurso ao crédito à habitação está a ficar mais caro. Os spreads já começaram a aumentar...

Spreads de crédito à habitação aumentam

A tendência de subida dos spreads cobrados nos novos contratos de crédito à habitação já está em campo. As instituições bancárias já começaram a subir os spreads este mês.
O impacto da crise que Portugal atravessa nos mercados internacionais de dívida pública far-se-á sentir também no dia-a-dia dos Portugueses e reflecte-se de uma forma mais rápida do que se espera. O aviso foi dado pelo sector bancário. O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), António de Sousa, admitiu que as famílias e empresas que recorram aos empréstimos para habitação em Fevereiro vão já ter de pagar juros mais caros, devido à subida dos spreads.

Segundo a Associação Portuguesa de Bancos, a margem de lucro dos bancos nos novos contratos de crédito à compra de casa vão aumentar 0,5% este mês de Fevereiro. O BPI já subiu os limites mínimo e máximo dos spreads e a tendência é para o agravamento generalizado, alerta a associação.
Os limites máximos também sofreram um agravamento, com o spread a chegar agora aos 2,45%.


Antes de celebrar o contrato de crédito...

Numa análise estatística realizada há seis meses atrás, a DECO constatou que, em média, os spreads, mínimos e máximos do crédito à habitação subiram um por cento, o que indica que essa tendência se terá agravado.
Na página oficial, a Associação de Defesa do Consumidor alerta para o facto de a subida dos spreads ser ainda assim inevitável, face à perspectiva de agravamento do custo de financiamento das instituições financeiras no exterior.

A DECO aconselha, assim, a consulta do maior número possível de bancos possível e compare condições através da TAE (taxa anual efectiva) para o mesmo cenário. Se contratar outros produtos para obter um spread mais baixo, como cartão de crédito e seguros, compare com referência à TAER (taxa anual efectiva revista). Esta considera comissões do empréstimo, taxa de juro e custos dos produtos de venda cruzada. E não se esqueça: a taxa de esforço não deve ultrapassar 35% sobre o rendimento mensal do agregado familiar.