Dinamarca quer acabar com os pagamentos em dinheiro

E se vivesse num país onde não pudesse fazer pagamentos com dinheiro? A Dinamarca está a caminho desse objetivo.

Dinamarca quer acabar com os pagamentos em dinheiro
O Governo dinamarquês quer que todas as transações passem a ser feitas com cartões
  • Dinamarca já é líder no número de pagamentos em cartão por habitante

O Governo dinamarquês quer dar um passo em frente e alterar a forma de pagamentos que estava, até agora, institucionalizada. A proposta passa por acabar de vez com os pagamentos em dinheiro no país, conseguindo com isto incentivar os comerciantes a aceitar apenas transações por cartão multibanco ou através de smartphones.
 
Embora a Dinamarca seja um dos países onde se efetuam, diariamente, menos transações em dinheiro, a proposta do Governo tem como principal objetivo ““facilitar a vida de consumidores e vendedores, acabando com as filas de espera e diminuindo as probabilidades de furto.
 
No entanto, o Governo dinamarquês deixa nas mãos dos retalhistas “a decisão de banir, ou não, os pagamentos em dinheiro”.
 
Em comunicado, o Governo justifica esta proposta pelo fato da sociedade já ter mudado muito e de, atualmente, não existir a necessidade dos pagamentos serem feitos em dinheiro. Só uma pequena parte dos dinamarqueses poderá, eventualmente, sentir-se afetada por esta alteração”, revela o comunicado.
 
Relativamente às faixas etárias mais velhas, a resposta é simples, uma vez que os estudos indicam que “os idosos na Dinamarca preferem pagar com cartões ou smartphones do que com dinheiro”.
 
Outras das vantagens associadas a este método são a rapidez, a segurança e o lado mais higiénico: “O dinheiro tornou-se tremendamente dispendioso de levar, devido a razões de segurança”, conclui.
 
Se a proposta for aprovada, os comerciantes podem começar a rejeitar dinheiro a partir de 2016, sendo que o único risco diretamente associado a esta medida será, eventualmente, a fraude.
 
De uma forma genérica, tudo indica que não haverá grande oposição por parte dos dinamarqueses a esta nova realidade.
 
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