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Emprego: China pode fazer com que Portugal perca até 91 mil empregos

Se a China for considerada uma economia de mercado, os efeitos podem ser devastadores ao nível do emprego em Portugal.

Emprego: China pode fazer com que Portugal perca até 91 mil empregos
União Europeia de pé atrás.

Em risco, na União Europeia (UE), estão cerca de 1,7 a 3,5 milhões de empregos. Em Portugal são mais do que 90 mil empregos. Tudo depende de uma simples pergunta: A China é, ou não, uma economia de mercado? E a resposta vai para além dos simples sim ou não…

 

Emprego português pode sofrer consequências

A questão está a ser discutida, neste momento, no seio da Organização Mundial do Comércio, cujas regras afirmam que uma economia deve receber o estatuto de economia de mercado após 15 anos de adesão à mesma. E a decisão terá de ser tomada até ao final do ano, com data prevista para o dia 11 de dezembro. 

Ciente do perigo que representa a atribuição deste estatuto à gigante asiática, a UE mostra-se veemente contra o voto pelo “sim”. O Parlamento Europeu já assumiu formalmente ser contra esta atribuição e convidou ainda a Comissão Europeia a agir. Mais prudente é o Colégio dos Comissários que não se demonstra totalmente contra mas assume que devem ser asseguradas medidas e instrumentos de defesa comercial dentro da Europa.

Segundo o Instituto de Economia Política (EPI), com sede em Washington, as exportações da China para a UE podem aumentar entre 25% a 50% no espaço de três a cinco anos, o que resultaria na perda de cerca de 1,7 a 3,5 milhões de empregos. Portugal está em sexto lugar em termos percentuais – pode perder até 91 mil empregos.

Os setores mais afetados poderão ser as indústrias do aço, dos painéis solares, dos têxteis, vestuários, artigos de pele e mobiliário.


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