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Concursos para a função pública: tudo o que precisa de saber

Se está a ponderar tentar a sua sorte, saiba como funcionam os concursos para a função pública. 

Concursos para a função pública: tudo o que precisa de saber
A função pública tem ao seu dispor várias ofertas de emprego.

Alguma vez ponderou trabalhar na função pública? Se sim, convém saber que – apesar dos cortes nos postos de trabalho na função pública – todos os meses são abertos vários concursos para a função pública, ou seja, processos de recrutamento. Mas antes de se candidatar, o melhor é saber como funcionam. 
 

Concursos para a função pública: como chegar lá?

Os concursos para a função pública (ou procedimentos concursais, como são também chamados) têm como finalidade recrutar profissionais - ou quadros, como são habitualmente designados – e serviços para os vários organismos e entidades públicas, sejam escolas, universidades, serviços tributários, segurança social ou autarquias, por exemplo. E este é provavelmente o ponto que mais interessa a quem procura trabalho.
 
Se está interessado em tentar a sua sorte, saiba que os concursos para a função pública estão abertos a todos os cidadãos portugueses (esse é aliás um dos requisitos de admissão). Todos são divulgados através de vários meios, desde a Bolsa de Emprego Público (BEP) aos sites institucionais de cada uma das entidades.
 
Mas da candidatura à seleção do candidato vai uma distância considerável. O processo é complexo e pode ser bastante moroso.
 

Fases do concurso

Para quem está habituado a usar o email como ferramenta central da procura de emprego, os concursos para a função pública podem ser um choque. A apresentação da candidatura faz-se via carta registada e – muito importante – com aviso de receção ou através da entrega da documentação feita pessoalmente junto dos serviços de recrutamento do organismo a que se candidata, respeitando os prazos legalmente estabelecidos.
 
Para formalizar a candidatura deve enviar uma série de documentos, a começar pelo formulário específico disponibilizado por cada entidade, acompanhado pelo seu Curriculum Vitae (CV) – que deve ser datado e assinado – bem como outros documentos, como certificado de habilitações ou exemplos de trabalhos realizados, entre outros. A listagem de documentos exigidos consta da publicação de divulgação.
 
Feita e admitida a candidatura, os candidatos são submetidos a várias fases de avaliação e seleção. Todos os métodos de avaliação são eliminatórios, o que significa que em cada fase o grupo vai ficando mais pequeno.
 
A primeira fase de avaliação é uma prova de conhecimentos (a bibliografia para a prova é fornecida no extrato do Diário da República, onde é divulgado o concurso). Durante a prova é permitida a consulta da legislação (apenas!).
 
A fase seguinte inclui uma avaliação psicológica ou outros métodos específicos, previstos por lei e devidamente notificados, sempre que necessário.
 
A última e derradeira fase é uma entrevista profissional, que em tudo se assemelha a uma entrevista de emprego comum.
 
A avaliação final do candidato é feita com base numa fórmula aritmética (onde são incluídas todas as fases nas quais foi aprovado) e que resulta numa nota final. Concluído o processo é publicada uma listagem de ordenação final, onde constam todos os candidatos avaliados e as respetivas notas. O primeiro classificado, com a nota mais elevada, é – obviamente – o candidato escolhido, podendo ser os seguintes (sempre por ordem classificativa) em caso de recusa da posição. E sim, por vezes – ainda que raramente – isso acontece!
 

Cuidados a ter!

Os concursos para a função pública estão cheios de pequenas armadilhas que convém evitar. A regra mais importante é que leia com atenção o anúncio e cumpra todos os requisitos. Qualquer falha lhe pode valer a exclusão do concurso. A título de exemplo, basta que o seu CV não esteja assinado e datado.
 
Mas não só. Tenha particular cautela com os prazos legais estabelecidos, seja para apresentar a sua candidatura ou possíveis contestações. Não fique tão surpreendido. Sempre que é feita a notificação dos resultados de cada fase de seleção, é dada aos candidatos (normalmente os excluídos) de “interpor recurso da homologação da lista de classificação”.
 

Função pública: sim ou não?

Apesar dos constantes cortes que a classe tem vindo a sofrer, a verdade é que a função pública ainda atrai muitos profissionais, principalmente em termos salariais. E antes que se levante um coro de vozes a dizer que longe vão os tempos áureos da função pública, mais vale reforçar que mesmo assim as tabelas remuneratórias continuam a ser superiores à média nacional.
 
Se deve ou não candidatar-se a decisão é sua obviamente. Mas se os concursos para a função pública não o assustam, não deixe de arriscar.
 
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