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Intuição: saiba se deve ou não confiar nos seus instintos

Há quem lhe chame pressentimento, sexto sentido ou sorte. Mas a intuição está longe de ser um processo mágico. Siga a sua intuição e leia o artigo completo.

Intuição: saiba se deve ou não confiar nos seus instintos
Aprendemos a acreditar que a racionalidade é o que deve prevalecer

Já teve momentos em que sentiu que algo não estava bem? Momentos em que experimentou sentimentos negativos por estar próximo de alguém, sem qualquer explicação? Se já experimentou estas sensações antes, talvez as tenha descartado e pensado que eram absurdas, mas a intuição parece não ser algo tão ilógico e irracional como pensamos.

O que é a intuição?


Frequentemente, encaramos a intuição como um fenómeno mágico, mas os palpites que temos são formados a partir das nossas experiências e conhecimentos do passado.

Embora confiar cegamente nos nossos palpites nem sempre leve a boas decisões, talvez não devam ser menosprezados. A intuição media o que temos de consciente e inconsciente e o que temos de instinto e racionalidade.

É mais do que subitamente saber a resposta certa, é mais sobre entender instintivamente que informação não é importante e pode, assim, ser descartada. Contudo, desde sempre foi um tema intrigante e não é fácil existir consenso nem provas quantificáveis de que realmente existe. Mas de facto, pesquisas recentes têm levantado a hipótese de que a nossa intuição inconsciente pode melhorar a nossa tomada de decisão.

Para tomarmos as melhores decisões possíveis na nossa vida pessoal e profissional, precisamos recorrer à racionalidade mas também ao instinto (a nossa inclinação natural para atuar de determinada maneira).

Como seres humanos, temos a potencialidade de utilizar ambas as capacidades. Contudo, o instinto e a intuição sempre foram encarados com algum preconceito e frequentemente sentimos vergonha em admitir que tomamos determinada decisão baseada num palpite.

a intuição é importante

A ciência da intuição


O nosso cérebro é capaz de operar através de duas formas distintas, conforme a interpretação que faz das circunstâncias que nos rodeiam. Pode adotar um modo mais rápido, instintivo e frequentemente subconsciente, ou de uma forma mais lenta, mais analítica e consciente.

Naturalmente que a intuição integra a primeira forma de operar, já que surge tão rapidamente e muitas vezes não faz sentido racional para nós. As decisões intuitivas não são, portanto, algo em que pensamos cuidadosamente, mas sim escolhas que surgiram rapidamente por instinto.

Mas porque é que não devemos menosprezar a intuição? Porque muitas vezes nos indica a resposta correta antes na nossa análise mais analítica e consciente e porque muitas vezes sabe mesmo o que é melhor para nós.

Alguns estudos referem, inclusive, que quando se trata de tomar decisões importantes acerca da nossa vida, como que casa comprar ou com quem casar, confiar nela pode levar a melhores resultados.

Em suma

A temática da intuição desperta grande interesse e curiosidade e poderia ser de grande utilidade na vida de todos nós, no entanto, carece ainda de maior investigação.

Vários estudos têm mostrado que é um processo automático que traz à nossa consciência informação que foi previamente guardada. A intuição está presente a nossa vida, todos os dias, e muitas vezes indica-nos o melhor caminho a seguir. Esteja atento à sua intuição!

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!