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Perfecionismo inimigo do empreendedorismo: mito ou realidade?

Será o perfecionismo inimigo do empreendedorismo? O que poderá ter de errado a busca pelo melhor dos resultados?

Perfecionismo inimigo do empreendedorismo: mito ou realidade?
Saiba porquê

Conheça as razões pelas quais se pode considerar o perfecionismo inimigo do empreendedorismo.

Perfecionismo inimigo do empreendedorismo: saiba porquê


Todos sabemos que a perfeição, seja em que área for da vida, é inatingível. E a verdade é que, em muitos contextos, o perfecionismo pode ter resultados desastrosos. Por outro lado, querer ser sempre melhor é de louvar e pode, de facto, elevar os padrões de qualidade de um produto ou serviço. Então, em que ficamos?

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O ótimo é (mesmo) inimigo do bom?

A luta pela perfeição pode trazer vantagens, conduzindo a recompensas financeiras, conquistas na carreira e muito mais. No entanto, colocar em si próprio um certo nível de pressão pode arruinar a sua motivação para empreender ou, pura e simplesmente, atrasar as etapas do processo empreendedor.

Mas, comecemos pelos aspetos positivos. Algumas das realizações humanas mais inspiradoras nas áreas da ciência, da política, dos negócios, do desporto e das artes foram realizadas por perfecionistas. Basta pensarmos em Tiger Woods, Margaret Thatcher, Steve Jobs, Leonardo da Vinci, entre outros. Quem não gostaria de aparecer nesta lista de ilustres? Foi graças à sua busca obsessiva e incessante pelos melhores resultados que conseguiram alcançar proezas notáveis e quase impossíveis de igualar.

Mas, será essa busca pelo perfecionismo amiga dos negócios?

A ideia do perfecionismo inimigo do empreendedorismo é defendida por muitos especialistas. Senão, vejamos: os psicólogos consideram o perfecionismo extremo um problema, enquanto os consultores empresariais e restantes gurus dos negócios desencorajam grandemente os empreendedores de tentarem perseguir a perfeição. Qual o motivo? De uma forma resumida, porque a excelência não passa necessariamente pela busca pela perfeição. No mundos dos negócios, a busca pela perfeição irá mais facilmente inibir as suas hipóteses de sucesso, em vez de o levar lá.

Empreendedor, estas são as 5 razões para não buscar o perfecionismo


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1. Esperar atingir a perfeição é irrealista

Muitas vezes, a obsessão pela perfeição pode impedir de ver que provavelmente um pequeno detalhe não é suficiente para comprometer o resultado final do projeto. Assim, o mais equilibrado será seguir as etapas naturais do processo empreendedor: conhecer o mercado, desenvolver o produto ou serviço, testar junto da comunidade, procurar mentores, lançar um produto/serviço piloto, ajustar os preços, fazer o marketing do projeto, etc. Se só avançar para uma destas etapas quando “sentir” que tem o produto perfeito, esqueça – jamais se lançará no mercado!

2. Ser perfecionista resulta em elevados níveis de stress

O esforço que terá que colocar ao serviço do perfecionismo poderá desgastá-lo por completo, e, pior ainda, todo esse desgaste será infrutífero. As pessoas obstinadas pela procura da perfeição são incapazes de se desligar por um momento que seja desse processo. Talvez esteja aqui a resposta para nos elucidar a questão: por que é que muitos génios acabaram por ter que lidar com problemas emocionais muito altos, levando ao esgotamento?

No mundo dos negócios, é fundamental poder “pensar de cabeça fresca”, e para isso é preciso desligar nalguns momentos para, depois, conseguirmos ter uma visão renovada – e inovadora – sobre o mercado, produto ou serviço que queremos lançar.

3. Procurar a perfeição esgota a sua criatividade

Se estar sempre em alto desempenho requer um grande esforço, “ser perfeito” consome por completo a nossa energia criativa. Reflita: para criar é preciso errar. E, claro está, um perfecionista não admite erros!

4. O risco de prejudicar a sua saúde aumenta

O seu bem estar físico estará comprometido quando sentir o peso de todos os hábitos altamente gastadores de energia que referimos ao longo deste artigo.

5. A felicidade poderá passar-lhe ao lado

Pessoas que vivem de forma equilibrada tendem a experimentar mais felicidade ao longo da vida. Pelo contrário, a constante sensação de procurar algo melhor impede-o de se sentir realizado e, consequentemente, feliz. No mundo veloz dos negócios é melhor procurar a excelência do que apontar as nossas baterias e recursos para a busca da perfeição. Até porque, como já dissemos, ela não existe!

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Catarina Reis Catarina Reis

Consultora de carreira com mais de 10 anos de experiência, possui formação superior em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia. É naturalmente curiosa, desenvolvendo múltiplos projetos paralelos que envolvem a Fotografia, a Música, o Marketing Digital e o Cinema.