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Suicídio: como reconhecer os sinais de alerta e ajudar

Para algumas pessoas, a morte é encarada como a única saída para uma situação de sofrimento. Conheça os sinais de alerta do suicídio e saiba como ajudar.

Suicídio: como reconhecer os sinais de alerta e ajudar
É dever de todos nós estarmos atentos aos sinais de alarme

Falar de suicídio é muito desafiador. É um tema duro e complexo, mas com o qual podemos cruzar-nos em algum momento da nossa vida, seja com alguém mais próximo ou com alguém mais afastado de nós.

O suicídio é o ato deliberadamente realizado para conseguir a autodestruição e encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, sendo que por cada suicídio ocorrem 11 tentativas sem sucesso.

Suicídio: principais sinais de alerta


No suicídio, como noutras patologias mentais, é mais fácil e tentador olhar para o lado, manter o silêncio e mascarar a realidade. Mas é certo que fechar os olhos a uma realidade de dor profunda é não oferecer nenhuma ajuda.

Temos todos o dever de estar informados sobre esta problemática, tratá-la com a seriedade que merece e unir esforços para que sejamos capazes de criar proximidade com quem se encontra em tamanho sofrimento.

Como reconhecer os sinais de alerta

Conhecer os sinais de alerta permite intervir mais cedo e de forma eficaz e, quem sabe, salvar vidas:

  • Impulsividade: modela a rapidez com que se passa do pensamento ao ato;
  • Nível de energia: é na fase de remissão da depressão que o risco de suicídio aumenta, aumentando também o nível de energia que facilitará o ato suicida;
  • Comentários acerca da morte ou suicídio: ao contrário do que a maioria das pessoas julga, os suicidas expressam algo sobre as suas intenções;
  • Preparativos para a morte: preparar documentos; dar objetos pessoais de valor sentimental elevado; escrever cartas ou notas aos amigos;
  • Alterações de humor: sensação desesperança; ansiedade intensa; autodesprezo; apatia; tristeza intensa;
  • Dor psicológica intolerável;
  • Perda da autoestima;
  • Mudanças drásticas de comportamento;
  • Afastamento dos amigos e das atividades sociais;
  • Perda de interesse no trabalho, escola e passatempos;
  • Dificuldades de relacionamento e integração na família ou no grupo;
  • Tentativas de suicídio anteriores;
  • Descuido e perda de interesse pela aparência pessoal;
  • Aumento do consumo de álcool, droga ou fármacos;
  • Alterações do sono e do apetite;
  • Comportamentos de risco, com presença de agressividade.

Como ajudar: leve a sério conversas e ameaças de suicídio


suicidicio

Se detetar alguns sinais de alerta, ou suspeitar que alguém pode estar a considerar o suicídio como solução, não abandone essa pessoa e procure de imediato ajuda profissional.

O acompanhamento individualizado por parte de especialistas em saúde mental é a melhor forma de criar um espaço em que a pessoa se sinta segura, compreendida e ajudada. Em Portugal, existem também serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio.

Como atuar na eminência do ato suicida

1. Leve a pessoa a sério;

2. Mantenha-se calmo e escute;

3. Não desvalorize;

4. Envolva outras pessoas;

5. Chame o 112 se necessário;

6. Contacte o médico dessa pessoa;

7. Revele interesse;

8. Mantenha o contacto visual;

9. Se apropriado, utilize a linguagem corporal, por exemplo, movimentando-se para perto da pessoa ou segurando a sua mão;

10. Faça perguntas diretas;

11. Tente saber se a pessoa possui planos específicos e qual o método de suicídio que está a ser considerado;

12. Não prometa confidencialidade. Poderá ter necessidade de falar com amigos, familiares ou técnicos de saúde;

13. Reconheça os sentimentos da pessoa;

14. Seja empático e não crítico;

15. Ofereça confiança;

16. Realce o facto de o suicídio constituir uma solução permanente para um problema temporário, lembrando a pessoa de que existe ajuda e que as coisas irão melhorar.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!