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Mais de metade dos portugeses não tem qualificações para o cargo que ocupa

As gerações mais novas já apostam fortemente nas suas qualificações, mas nem sempre foi assim. Segundo um estudo divulgado, mais de 50% dos portugueses não tem qualificações necessárias para o cargo que ocupa.

Mais de metade dos portugeses não tem qualificações para o cargo que ocupa
Estudo revela que Portugal está na cauda da Europa no que refere à qualificação
  • Cerca de 56% dos portugueses não estão ajustados ao mercado de trabalho.

Já não é novidade que Portugal é um dos países cuja população activa é tem menos qualificações. Apesar da forte aposta na educação nos últimos anos, ainda não passou tempo suficiente para que as novas gerações, já bastante mais qualificadas, sejam a maioria no campo laboral.

Por isso, segundo notícia avançada pelo Diário de Notícias, sabe-se que dos 4,5 milhões de portugueses no activo, 2,5 milhões está “desajustado no mercado de trabalho”.

Estes dados, revelados pelo estudo “Desajuste de competências na Europa” transportam o país para a cauda da Europa no que refere às qualificações da população activa. São cerca de 52,3% dos portugueses que têm “qualificações demasiado baixas para a função que desempenham”. No entanto, há também cerca de 4% da população que é demasiado qualificada para o cargo que ocupa.

Nancy Almeida, consultora de recursos humanos da Hays, revela que “este cenário é fomentado por um sistema de ensino que não tem conseguido orientar os alunos para as necessidades de um mercado de trabalho em constante mutação, mais competitivo, que assenta noutras bases de oferta e procura”.

A qualificação da população activa em Portugal é resumida nos seguintes moldes: “Num país com 4,5 milhões de pessoas empregadas, verifica-se que 52,6% têm apenas o ensino básico, 23,7% completou o secundário e só 23,5% fez uma licenciatura”.

Em jeito de término, pode ainda ler-se na notícia que segundo Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP, “a subqualificação da população activa portuguesa é o principal problema do país. (…) Na Europa, o abandono escolar precoce situa-se abaixo de 20%. Em Portugal anda próximo de 40%”, conclui.


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