O álcool corta o efeito da pílula?

Descubra a resposta à velha questão "o álcool corta o efeito da pílula" e saiba tudo sobre a influência das bebidas alcoólicas neste contracetivo.

O álcool corta o efeito da pílula?
Vamos desmistificar a questão

Já deve ter ouvido a frase: “cuidado que o álcool corta o efeito da pílula”. Será mesmo assim? Será que a ingestão do álcool tem alguma interferência com o efeito contracetivo da pílula?

Havia quem defendesse que o facto de se consumir álcool em demasia poderia cortar o efeito da pílula. Isto aconteceria porque o fígado é o órgão responsável pela metabolização do álcool e também pela metabolização das propriedades da pílula. Contudo, na verdade, não existem evidências que comprovem a alteração da proteção garantida pela pílula.

O álcool corta o efeito da pílula?

Em princípio, a resposta à questão é não e, nesse caso, não passa de um mito. Mas não é totalmente linear.

Álcool e pílula: efeitos secundários

O que pode acontecer é que “indiretamente” haja uma ação que leve à diminuição do efeito da pílula quando há lugar a vómitos provocados pela ingestão excessiva de álcool. Caso tenha tomado a pílula há menos de 4 horas, há o risco dessa pastilha não ter sido absorvida.

O mesmo acontece se se experienciarem diarreias fortes nesse período de tempo, pois o corpo pode não ter tido tempo suficiente para metabolizar todos os componentes da pílula contracetiva.

Outra das formas indiretas pelas quais o álcool pode interferir com o efeito da pílula é o esquecimento. Ao estar sob influência de bebidas alcoólicas, mais facilmente se vai esquecer de tomar a pílula, que deve ser ingerida diariamente e à hora mais aproximada possível. Como o álcool em excesso gera confusão mental, muito possivelmente vai esquecer-se de a tomar.

Como diminuir a probabilidade de o álcool cortar o efeito da pílula?

De notar que as bebidas alcoólicas são toleradas de maneira diferente de pessoa para pessoa. Quem está bastante habituado a beber tolera, à partida, bem melhor o álcool do que alguém que apenas bebe muito esporadicamente.

Além disso, pessoas de porte mais robusto têm, de maneira geral, maior resistência ao teor de álcool nas bebidas e adiam, assim, os sintomas e consequências do consumo em excesso.

Outra nota importante para evitar os ditos vómitos e até a diarreia passa por ter o estômago forrado com alimentos. Se ingerir bebidas alcoólicas de estômago vazio, estas vão “cair que nem bombas”: além de ser prejudicial à saúde, os efeitos secundários vão fazer-se sentir muito mais rapidamente.

Sabendo que a resposta à questão “o álcool corta o efeito da pílula” é, de facto, negativa, a orientação passa pela ingestão moderada de bebidas alcoólicas, não só por uma questão de saúde, mas também porque as consequências deste abuso podem realmente alterar a eficácia da pílula contracetiva.

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