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Cartão refeição: como e onde usar

O cartão refeição serve, não só, para abastecer a despensa ou pagar as contas do restaurante, mas dá, até, para para comprar roupa ou electrodomésticos.

Cartão refeição: como e onde usar
Vantagens do cartão refeição para empresas e trabalhadores

cartão refeição é cada vez mais usado pelas empresas privadas para pagamento do subsídio de alimentação. É uma forma de trabalhadores e empresas pagarem menos impostos.

Cartão refeição: o que é?

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O cartão refeição, que funciona como um cartão de débito pré-pago, permite, não só, pagar a alimentação propriamente dita, como pode ser utilizado, até, para pagamento de electrodomésticos, roupa ou sapatos.

É claro que não vão aceitar o cartão refeição no pagamento das botas compradas online, mas se incluir estes artigos nas suas compras de supermercado, tem a questão resolvida. De resto, o cartão refeição pode ser utilizado nos estabelecimentos do setor alimentar com terminal de pagamento automático, como restaurantes, mercearias, confeitarias, supermercados, hipermercados, lojas de conveniência e também em lojas online de comércio alimentar.

À semelhança dos cartões de débito bancários, o cartão refeição obriga à utilização de um código (PIN) de segurança e o utilizador pode consultar o saldo e os movimentos do cartão online, no Multibanco ou numa aplicação para telemóvel (dependendo dos bancos/empresas emissoras do cartão). Ao contrário do que acontece com outros cartões de débito, admite pagamentos de baixo valor (inferiores a cinco euros) sem penalizações para os comerciantes.

Para ter cartão refeição, o trabalhador não precisa de ter conta no banco emissor do cartão e não paga anuidade ou custos de manutenção. Se não gastar todo o saldo de um mês, o excedente acumula para o mês seguinte.

Cartão refeição ou subsídio pago em dinheiro?

De acordo com a lei, o subsídio de alimentação igual ou inferior a 4,52 euros fica isento do pagamento de impostos. A partir desse valor, e caso seja pago em dinheiro, há lugar a descontos para o IRS.

Quando a empresa opta pelo pagamento em cartão refeição (ou vale refeição) o limite não tributável é de 7,23 euros diários, ou seja, beneficia de uma não sujeição a tributação até 160 por cento do valor de referência de 7,23 euros. Desta forma, a opção pelo cartão refeição permite ao trabalhador ver o seu rendimento aumentado. Ao mesmo tempo, a empresa poupa no valor sujeito a taxa social única (TSU).

Este enquadramento permite um benefício fiscal adicional que incide sobre 2,71 euros por colaborador/dia. O equivalente a uma poupança fiscal adicional sobre 59,62 euros por mês (2,71euros x 22 dias) e 655,82€ por ano (2,71€ x 22 dias x 11 meses).

Poupança para empresas

Poupança fiscal anual de 155,76 euros por colaborador com Cartão Refeição através da redução do valor diário de subsídio de refeição sujeito à Taxa Social Única (TSU) de 23,75 por cento.

Poupança para os trabalhadores

Poupança fiscal em sede de IRS Taxa Social Única que pode ir até a um montante máximo de 427,99 euros

Como funciona o cartão refeição?

  • A entidade patronal, depois de tomada a decisão de efetuar o pagamento do subsídio de refeição em cartão pré-pago, transfere mensalmente para o cartão refeição o valor do subsídio mensal de alimentação.
  • Os beneficiários do cartão poderão utilizá-lo, até ao limite do saldo pré-pago, em todos os pagamentos efetuados em TPA, nas lojas do setor alimentar que tenham acordo com o emissor do cartão.
  • Como qualquer outro cartão, tem um código pin e é pessoal e intransmissível.
  • Pode-se consultar o saldo disponível e os últimos movimentos efetuados com o cartão refeição nas ATM ou online.
  • Os valores recebidos não podem ser convertidos em numerário, assim o cartão refeição não permite o levantamento de dinheiro.
  • Sempre que não utilizar todo o dinheiro este fica disponível para utilização nos meses seguintes.

Vantagens

A principal vantagem é que as empresas e os funcionários poupam em não aumentar a base de incidência para efeitos de TSU e IRS, ou seja, os benefícios fiscais na TSU, em comparação com o pagamento do subsídio de alimentação juntamente com o ordenado, para as empresas e os benefícios fiscais em TSU e IRS (variável conforme o escalão de rendimentos) para os trabalhadores.

Desvantagens

A principal desvantagem ocorre quando não existe acordo entre o estabelecimento onde pretendemos utilizar o cartão refeição e o emissor do mesmo.

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