Como definir a mesada para os filhos

Se ainda não dá mesada aos seus filhos está na hora de começar. É fundamental que aprendam a gerir o seu dinheiro desde muito cedo.

Como definir a mesada para os filhos
A mesada é sinónimo de responsabilidade.

Atribuir uma mesada aos seus filhos é a melhor forma de lhes ensinar o valor do dinheiro e da poupança. Os especialistas sugerem que a partir dos seis anos é a altura adequada para começar a dar mesada aos seus filhos. No entanto, o respeito pelo dinheiro deve começar desde muito cedo, explicando que o dinheiro não é para brincar, que nem tudo pode ser comprado imediatamente e mostrando o valor de cada coisa quando vão às compras, por exemplo.
 

Semanada ou Mesada?

Peritos em finanças e pediatras recomendam que as crianças dos seis aos onze anos recebam semanada. Nestas idades, trinta dias é muito tempo e pode ser difícil para as crianças entender e gerir tanto dinheiro tão cedo. O ideal será começar aos poucos para que aprendam, com calma, a controlar as suas contas. A partir dos doze anos já podem começar a receber mesada, ainda que alguns especialistas defendam que a semanada é sempre a melhor opção.

 
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Qual o valor de mesada a atribuir?

Para definir a mesada para os filhos há fatores que são alheios às regras e às sugestões dos especialistas. Para começar, o orçamento da família é que dita qual a quantia que cada criança pode receber de mesada, se é que existe algum montante disponível. Depois, o valor deve ser ajustado de acordo com a idade e os gastos da criança. 

O reconhecido pediatra Mário Cordeiro, recomenda que o montante da semanada para os filhos seja pequeno, porém, deve permitir alguma margem de manobra. Uma semanada de cinquenta cêntimos dá para muito pouco e nem permite que as crianças aprendam grande coisa sobre a gestão do dinheiro.  

Assim, Mário Cordeiro recomenda que no primeiro ano recebam 2 euros, 2,60 euros no segundo, 3 euros no terceiro ano e assim sucessivamente. A partir do 9º ano os gastos mudam, os adolescentes já são mais autónomos e o valor deve ser ajustado de acordo. Naturalmente, se tem mais do que um filho, o valor da mesada deve ser ajustado às necessidades de cada um. 

É importante fazer uma análise das despesas e ajustar o valor às necessidades de cada um. Se a mesada for muito alta, pode levar a algum consumismo por outro lado, se for muito baixa, será difícil de gerir e pode causar alguma angustia por uma falsa ideia de má gestão.

 

Como controlar a mesada dos seus filhos?

É importante que deixe que a criança faça a gestão do seu dinheiro, dando-lhe as ferramentas necessárias mas, também, espaço para errar e aprender com essas falhas. Lembre-se que ao dar uma mesada aos seus filhos, na verdade, o que lhe está a dar é responsabilidade. Ensine-os a preparar um orçamento e a poupar uma parte da semanada para emergências. 

Se por qualquer razão, o dinheiro acabar antes de receber a próxima mesada, não lhe dê mais nem antecipe a próxima entrega. Na vida real, se gastar o seu ordenado antes do tempo, à partida, a entidade patronal também não lhe adianta o próximo salário. Ensine-o a não viver acima das suas possibilidades. 

É importante que o valor da mesada não esteja dependente de outros rendimentos que as crianças possam receber, como prendas dos avós, tios ou padrinhos. Nem como recompensa pelo desempenho escolar ou pelo cumprimento de determinadas tarefas, como arrumar a loiça ou fazer a cama. Isto fará com que os mais pequenos considerem que o dinheiro determina a sua conduta ou valores e não é isso que se pretende.

Encare isto com seriedade, seja rigoroso com os valores e datas de pagamento. Se cumprir a sua palavra, também está a ensinar lições importantes ao seu filho.


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