Como obter crédito habitação mais barato

Partilhamos 8 dicas simples para o ajudar a encontrar um crédito habitação mais barato e à medida das suas necessidades. Saiba mais.

Como obter crédito habitação mais barato
Atente nas nossas dicas para obter um crédito habitação mais económico

O crédito habitação viveu o seu auge nos anos 80/90, onde a moda de comprar casa e a facilidade no acesso ao crédito possibilitou a muitas famílias a aquisição de um imóvel. No entanto, quando a crise financeira se instalou, depois de 2007, os créditos à habitação sofreram uma queda substancial. Como tal, passou a ser uma necessidade encontrar o crédito habitação mais barato do mercado.
 
Apesar da opção mais viável hoje em dia ser o arrendamento, é ainda possível negociar o crédito habitação para fazer um bom negócio.
 

8 dicas para obter um crédito habitação mais barato

 

1. Compare os spreads

É de facto verdade que o mercado está cada vez mais oscilante no que diz respeito aos créditos à habitação. Quando estiver a fazer a sua prospeção de mercado, perca algum tempo a comparar os spreads porque eles variam muito de banco para banco. A sua prestação mensal vai variar consoante a taxa de spread, por isso, para encontrar o seu crédito habitação, terá também de procurar o spread mais baixo.
 
 

2. Mantenha-se fiel ao seu banco

Se já tem empréstimos num determinado banco, informe-se junto dele. Normalmente existem vantagens associadas para os clientes que já têm um ou mais empréstimos na mesma entidade bancária. Faça por salientar a relação que já tem com o seu banco quando for negociar o crédito.
 
 

3. Tenha em atenção os seguros de vida

Sabia que mesmo depois de pedir o seu crédito habitação, ainda há maneira de o tornar mais barato? É verdade e damos-lhe um exemplo disso. Todos os créditos à habitação exigem um seguro de vida associado, que normalmente é feito através da própria entidade bancária. 
 
No entanto, este tipo de seguros nem sempre são os mais apelativos e os que têm a melhor oferta do mercado. Se pretender, poderá pensar em transferir o seguro de saúde para outra seguradora e poupar algum dinheiro com isso. Informe-se bem acerca do mercado e das oportunidades que tem. Se conseguir poupar, vale a pena o esforço extra.
 
 

4. Utilize simuladores de crédito online

Efetue várias simulações de crédito habitação online, onde de forma rápida poderá obter vários resultados consoante as suas especificações. Efetue várias simulações de diferentes entidades e utilize esses resultados para negociar junto delas. Seja minucioso ao fazer as simulações.

 

5. Negoceie com o banco

Enquanto cliente tem a faca e o queijo na mão. Você beneficia ao ter o crédito habitação mais barato, e o banco beneficia ao não perder a oportunidade face à concorrência. Visto ambos terem interesses no ato, vale a pena esforçar-se por negociar com o banco para que possa adquirir melhores condições.

Antes de começar a negociar informe-se bem, faça simulações e vá preparado para expor o seu lado com argumentos lógicos e muita calma. Se demonstrar ao banco que tem património e estabilidade financeira, entre outros, pode vir a persuadir o mesmo a baixar o spread.

 

6.  Adira a outros produtos

Por vezes pode negociar um crédito habitação mais barato ao envolver-se mais com o banco em questão. Abrir uma conta no banco e arranjar um cartão de crédito pode significar uma ligeira diferença no spread, que por sua vez significa que você vai acabar por pagar menos ao banco. É tudo um questão de averiguar o assunto.

Tem, no entanto, de fazer contas por si mesmo para ver se realmente compensa aderir a mais produtos, ou se está apenas a piorar a sua situação financeira ao fazê-lo.

 

7. Procure uma forte entrada inicial

Uma forte entrada inicial permite um crédito habitação mais barato, pois reduz o valor total do crédito, o que permite uma melhor taxa de juro. Se não puder entrar com muito dinheiro no crédito, pode ser melhor esperar algum tempo para ter mais dinheiro, vai significar poupança a longo prazo.

 

8. Faça um estudo aprofundado

Não se limite a dar uma vista de olhos a um simulador e a decidir a partir daí. O crédito habitação vai ter um grande impacto na sua vida financeira, logo é uma decisão extremamente importante. Além de comparar tudo, ligue para os bancos que parecem ter crédito habitação mais barato e veja que campanhas estão a decorrer. Aconselhamos a comparar tudo numa tabela, em que inclui:
  • O valor do crédito
  • O prazo, que deve ser o mais pequeno possível
  • A TAE (Taxa Anual Efetiva)
  • A TAN (Taxa Anual Nominal)
  • O Spread
  • Outros fatores (como seguros)
 

Outros aspetos a considerar

 

Valor residual

O valor residual consiste em deixar uma parte do capital do crédito, normalmente entre 10% e 30%, para o fim do prazo. É a solução para quem pretende beneficiar de uma prestação mais baixa ao longo do empréstimo.  

No entanto, pagar uma prestação mais baixa, neste caso, implica pagar mais em juros e amortizar menos capital em cada prestação, ficando também mais vulnerável às variações das taxas de juro. 
 
Além disso, ao optar pelo valor residual o consumidor terá que fazer um esforço acrescido no fim do prazo de pagamento do crédito, o que pode ser difícil para quem tem problemas em economizar. Esta é apenas uma forma de adiar o inevitável, que pode ser uma boa decisão se a sua situação financeira melhorar com o tempo.
 

Carência de capital

Por carência de capital entende-se o período de vida de um empréstimo durante o qual só se pagam juros e não se amortiza capital. 
 
Geralmente esta opção é adotada nos primeiros anos do crédito, para que seja possível reduzir o valor da prestação ao banco, visto que ao pagar apenas os juros, como é evidente o valor da prestação mensal baixa. O prazo de carência de capital está englobado no prazo total do empréstimo e normalmente varia entre 1 a 5 anos. 
 
No entanto, se for possível é preferível não utilizar esta modalidade, pois durante o período de carência não se constitui património.
 

O crédito habitação em Portugal

Pode afirmar-se que nos tempos áureos os bancos em Portugal chegaram a emprestar perto de 1,5 milhões de euros todos os meses aos clientes que queriam comprar casa. Em 2013, o montante emprestado não chegou aos 200 milhões de euros.
Causa disto, para além da crise e da falta de liquidez das pessoas, são os spreads extremamente altos e o período de pagamento elevado até 30 ou 40 anos. É importante, está claro, fazer por um crédito habitação mais barato.  
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