5 curiosidades incríveis sobre o seu sono

A ciência mostrou que dormir é uma atividade absolutamente incrível. Duvida? Fique atento a este artigo e descubra as mais inacreditáveis curiosidades sobre o seu sono.

5 curiosidades incríveis sobre o seu sono
Dormir pode ser intrigante

O sono sempre foi um dos temas mais explorados pela ciência e a verdade é que existem incontáveis estudos e processos que mostram como dormir é uma atividade incrivelmente surpreendente – mesmo que seja ainda muito misteriosa.

Os cientistas sempre estiveram interessados em descobrir o que acontece ao cérebro e ao corpo durante o repouso noturno e não descansaram, literalmente, enquanto não reuniram dados suficientes e relevantes sobre o assunto.

Sabia que dormir é sinónimo de saúde e afasta doenças? E que não descansar é como ter uma lesão cerebral? Se quer descobrir as incríveis curiosidades sobre o sono e saber mais sobre consequências das noites mal dormidas, fique atento a este artigo. Saiba tudo sobre esta atividade essencial, que é uma das mais necessárias para a sua rotina.

5 curiosidades sobre o sono

1. Partes do seu cérebro adormecem durante o dia

Sim, e elas voltam a acordar sem que dê conta. Estudiosos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, concluíram que durante o dia o nosso cérebro repete algumas das atividades que desempenha durante o sono da noite. Ou seja, a nossa cabeça é capaz de dormir e acordar também durante o dia, enquanto estamos acordados.

O processo cerebral é involuntário e a única forma de evitar os episódios é concentrar-se numa atividade específica – os cientistas chegaram à conclusão que os neurónios respondem mais rapidamente aos estímulos exteriores se estiverem em estado de alerta.

O estudo norte-americano sugere que alguns dos processos cerebrais observados durante o sono são essenciais também ao nível de atenção que cada pessoa apresenta.  A atenção seletiva, por exemplo, é um processo que pode deixar apenas algumas partes do cérebro acordadas.

 2. Podemos aprender um novo idioma enquanto dormimos

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Parece incrível, mas é possível memorizar palavras de um idioma estrangeiro enquanto estamos a dormir. O periódico científico Cerebral Cortex publicou um estudo curioso, em que os cientistas realizaram testes para comprovar que somos capazes de gravar novas palavras estrangeiras durante o estado de vigília.

O estudo foi feito com um grupo de voluntários que estava a começar a aprender uma nova língua. Enquanto dormiam, essas pessoas ouviam palavras específicas da língua – através de uma gravação em volume baixo. Para fazer a comparação, os cientistas também acompanharam um grupo que ouvia as gravações em estado de alerta – ou seja, acordado.

Os pesquisadores também acompanharam outro grupo, que ouviu as gravações acordado. Após um teste, os estudantes sonolentos Incrivelmente, os resultados dos estudantes sonolentos foram muito superiores.

O estudo também mostrou que o mesmo acontece com as melodias. A repetição de canções simples teve o mesmo resultado. Para comprovar a teoria, os estudiosos dividiram um grupo de voluntários que estava a aprender a tocar guitarra: metade deles ouviu a melodia enquanto dormia, e a outra metade ouviu o mesmo conteúdo acordada.  Adivinhe onde foram observados os melhores resultados? Acertou se respondeu que o melhor desempenho foi dos estudantes que estavam a dormir durante a experiência.

3. Dormir pouco pode provocar cancro e depressão

De acordo com estudos científicos publicados em 2015 no livro Sleep and Affect: Assessment, Theory and Clinical Implications, a privação do sono por tornar as pessoas mais vulneráveis ao stress, tornando-as alvos fáceis para as complicações depressivas.

O estudo mostra ainda uma comparação com pesquisas anteriores, que relacionaram a ansiedade e a falta de sono, o stress e os transtornos de humor e, até,  a privação do sono e os cancros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a virar as atenções para os problemas que envolvem a privação do sono e quer criar estratégias para evitar sintomas como os tumores e a depressão. Para isso, a OMS recomenda oficialmente que os adultos com idades entre os 18 e os 64 anos durmam, no mínimo, 7 horas por noite – não ultrapassando as 9 horas. Para os idosos que já tenham passado dos 65 anos, a indicação é que devem descansar entre entre 7 a 8 horas por noite.

4. TV, telemóveis e tablets alteram a qualidade do seu sono

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O ecrã da televisão, do computador, do tablet e – até – do telemóvel é um inimigo a não levar para a cama. Os aparelhos tecnológicos prejudicam a qualidade do sono porque emitem uma luz azul, tonalidade que atua como estimulante cerebral e impede o descanso. É nessas altura que aparece a conhecida e temida insónia.

Quando o olho humano está exposto a essa luz, o cérebro entende que deve produzir menor quantidade de melatonina, que é a hormona do sono. A recomendação é: desligue-se e afaste-se desses equipamentos duas horas antes de ir para cama.

5. Dormir pouco faz o cérebro ignorar metade do mundo

Um estudo publicado em 2014 afirmou que um cérebro com sono apresenta sintomas semelhantes aos desenvolvidos em casos de síndrome de negligência unilateral ou hemiespacial. Nestes tipos de transtorno (provocados por uma lesão cerebral) os pacientes perdem a noção de espaço num dos lados do corpo. Em casos ainda mais graves, os doentes só consegue vestir um lado do corpo, por exemplo.

Os cientistas envolvidos no estudo analisaram voluntários que relaxavam numa sala escura e sobre uma poltrona. À medida que ficavam com sono, os elétrodos colocados nos seus corpos analisavam e quantificavam o tempo de reação aos sons do lado esquerdo e direito. Os especialistas concluíram que aqueles que estavam mais sonolentos ficavam menos atentos aos sons emitidos do lado esquerdo dos seus corpos.

Para Masud Rusain, médico neurologista da Universidade de Oxford, o estudo prova que “um cérebro com sono comporta-se como o cérebro de um paciente com lesão”, citando como exemplo as consequências de um Acidente Vascular Cerebral.

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