Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
18 Mar, 2019 - 14:26
Tem insónias e não sabe a razão? Temos a resposta

Tem insónias e não sabe a razão? Temos a resposta

Catarina Milheiro

Quer acabar com as insónias, mas não sabe como? Modifique alguns hábitos e rotinas e vai ver que pode combater este distúrbio do sono.

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As insónias são uma das perturbações do sono que afetam cada vez mais pessoas em todo o mundo.

Sabia que o sono preenche cerca de um terço das nossas vidas? É verdade, o sono é essencial para que cada um de nós consiga fazer uma recuperação física e psíquica diariamente.

Se passa as noites às voltas na cama ou se não consegue adormecer, este artigo foi feito a pensar em si.

Insónias: o que são?

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as insónias constituem um problema de saúde que afeta uma larga percentagem da população em geral.

A insónia é definida como uma experiência do sono inadequado (ou de qualidade limitada), apesar de existirem condições adequadas para dormir, com prejuízo para o funcionamento ocupacional, social e de qualquer outro tipo de atividade diurna.

Existem 3 tipos de comportamentos mais frequentes, relacionados com as insónias:

  • dificuldade em adormecer (insónia inicial);
  • acordar frequentemente durante a noite (insónia intermédia);
  • acordar demasiado cedo durante a manhã e não conseguir voltar a adormecer (insónia terminal).

É um facto que, nos países europeus, o uso de medicamentos para dormir é uma realidade constante e em crescimento.

Em Portugal, e de acordo com alguns estudos realizados, 28,1% da população acima dos 18 anos de idade, sofre pelo menos 3 vezes por semana, de sintomas de insónia.

Apesar de se tratarem de um distúrbio do sono mais frequentes em adultos, as insónias estão associadas a algumas consequências como distúrbios psiquiátricos, ao aumento da mortalidade causada por doenças cardiovasculares, acidentes e ainda falta de atenção e cansaço no trabalho.

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Em relação à duração das insónias, elas podem ser agudas (quando a duração é inferior a 4 semanas), ou crónicas (quando a duração é superior a 4 semanas), tendo em conta que os sintomas ocorrem pelo menos em 3 noites por semana.

beber café à noite pode ter alguma dificuldade no início do sono e, para além disto, a nicotina também é um estimulante que pode alterar o seu sono);

  • não ter horários para dormir – o facto de não ter horários rotineiros para dormir pode causar insónias, assim como fazer uma atividade física antes de se deitar ou até dormir em ambientes inapropriados;
  • mudança no horário ou no ambiente de trabalho – é extremamente importante que mantenha os mesmos horários e rotinas no trabalho, sempre que possível (por exemplo, o trabalho por turnos pode provocar alterações cardíacas que irão perturbar o sono).
  • Como pode ver, as causas para o aparecimento das insónias são algumas. É por isso essencial que tente sempre manter um horário de rotina para se deitar à noite. Ao estabelecer horários, e ao deitar-se todos os dias por volta da mesma hora, está a facilitar todo o processo que o seu corpo necessita para conseguir adormecer com mais facilidade.

    Afinal, porque temos pesadelos?

    Sintomas e tratamento da insónia

    Definidas por um padrão de sono alterado, as insónias caracterizam-se pela dificuldade em adormecer, por um despertar contínuo durante a noite, pela duração do sono insuficiente associado a um despertar matinal demasiado cedo e pelas alterações no padrão de sono de noite para noite.

    Para além disso, outros sintomas podem também estar associados a este tipo de distúrbio do sono, a saber:

    • Má qualidade do sono (quando se sente agitado ou ansioso com alguma coisa, antes ou durante o sono);
    • Sequelas diurnas (como a sonolência ao longo do dia, a fadiga e a dificuldade em estar concentrado);
    • Experiências de sono desagradáveis (como os pesadelos constantes);
    • Sensação de cansaço ao acordar.

    Os sintomas que as insónias podem provocar são alguns, mas todos estão relacionados com um distúrbio no sono que persiste.

    A insónia transitória, ou seja, que tem a duração de uma ou algumas noites, é comum em várias pessoas e normalmente não tem consequências graves. No que diz respeito à insónia crónica ou persistente, que dura meses ou até anos, esta pode mesmo corresponder a uma doença e deve ser monitorizada pelo médico.

    Outros fatores como a depressão, a falta de energia durante o dia, a ansiedade ou a irritabilidade também estão associados ao aparecimento das insónias na vida das pessoas.

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    Em relação ao tratamento das insónias e no caso de se tratar de uma insónia secundária, o tratamento deve ser sempre direcionado para a sua causa em específico. Em caso de necessidade, este tratamento pode ser também combinado com a toma de alguns medicamentos prescritos pelo médico.

    É muito importante que tente sempre evitar a toma de medicamentos para dormir. Como sabe, eles devem ser prescritos pelo médico e nunca adquiridos nas farmácias sem receita médica.

    A toma deste tipo de medicamentos pode ter alguns efeitos secundários, e é essencial que seja sempre acompanhado por um médico durante este processo.

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