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6 mitos alimentares: o que parece light, mas não é

A quantidade excessiva de informação a que estamos expostos cria vários mitos alimentares. Descubra algumas opções que parecem saudáveis, mas não são.

6 mitos alimentares: o que parece light, mas não é
Mitos da alimentação saudável

Seja por motivos estéticos, por questões de saúde, pelo ambiente ou porque simplesmente se quer levar um modo de vida mais sustentável, ter uma alimentação saudável é o objetivo de muitas pessoas. Contudo, existem muitos mitos alimentares, graças às enormes e variadas quantidades de informação a circular sobre o assunto e nem sempre o que parece light é, de facto, light.

Quando acha que está a comer um alimento “leve” ou mais saudável que a versão original do mesmo, pode estar a ingerir grandes quantidades de outro tipo de substâncias que não ajudam nada aos seus objetivos. Conheça alguns mitos relacionadas com tópicos frequentemente discutidos quando se fala em alimentação saudável.

Desvendamos 6 mitos sobre comida light


1. Calorias e calorias

É importante referir que, sim, existem boas calorias de bons alimentos e más calorias, de escolhas menos saudáveis. É também importante perceber que a qualidade dos alimentos que ingere é que conta: se ingerir 4000 calorias diárias de fruta e vegetais vai engordar na mesma.

Claro que não engorda tanto como se essas calorias fossem provenientes de pizza ou massas. Porque são nutrientes diferentes que são ingeridos e que atuam no corpo de forma diferente. Mais do que contar calorias, faça boas escolhas, com moderação.

ALT calorias

2. Refrigerantes light

Podem ter menos calorias, mas os açúcares artificiais que lhes dão sabor estão presentes. Este tipo de adoçante vai enganar o seu corpo e o seu metabolismo para começar a processar açúcares que nem sequer vão receber, ativando a produção de insulina, que contribui para a acumulação de gordura.

3. Sumos detox

Já se sentiu tentado a fazer um dos famosos detox, em que não come nada e bebe sumos que prometem limpar o organismo? Fazer este tipo de “limpeza” não vai livrar o corpo das toxinas para sempre e, normalmente, estas bebidas são ricas em açúcares e pobres em fibras, para tentarem satisfazer.

Este tipo de ação pode também afetar o seu metabolismo e ajudar a perder massa muscular. O nosso corpo livra-se das toxinas, é preciso é fazer boas escolhas, não tentar limpar as más à força.

ALT detox

4. Alimentos sem glúten

Preferir comer alimentos sem glúten não faz emagrecer. Fazer este tipo de opção é obviamente importante para pessoas com doença celíaca e não quer dizer que não possa optar por consumir determinados alimentos com esta característica. Mas fazê-lo com o objetivo de perder peso é um dos mitos alimentares mais errados. A bolacha com ou sem glúten tem açúcares na mesma.

5. Dietas sem hidratos de carbono

Escreva e repita: os hidratos de carbono são importantes. Cortar completamente os hidratos de carbono não vai trazer bons resultados a longo prazo.

É importante moderar o seu consumo, guardar alimentos como massa, arroz ou pão para quando é necessário usufruir da sua energia (falando em termos de perda de peso).

Mas sabia que a couve-flor, por exemplo, também é rica em hidratos? A diferença é que são hidratos de absorção lenta e por isso melhor absorvidos pelo corpo. Optar por este tipo de hidratos é a melhor escolha.

ALT hidratos de carbono

6. Carnes vermelhas e ovos

Deixar de comer carne vermelha ou evitar gemas de ovo não é a cura milagrosa nem a chave para emagrecer, ou para ser 100% saudável nas escolhas alimentares.

Este é outro exemplo de mitos alimentares em que escolhas específicas por motivos de saúde se misturam com perda de peso. Se quiser e puder, pode comer carnes vermelhas e emagrecer: precisa da proteína e do ferro.

Prefira carnes que sabe que são de origem biológica. Evitar comer gemas de ovo também não vai reduzir drasticamente o seu colesterol. A resposta está sempre na moderação, nas escolhas e no evitar os comportamentos alimentares motivados por sentimentos de culpa.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.