Portugueses aderem cada vez menos aos fundos de pensões

As contribuições para fundos de pensões subiram apenas 3,4% entre 2014 e 2015.

Portugueses aderem cada vez menos aos fundos de pensões
Situação atual despertou preocupação com a reforma

O fenómeno da crise não é a principal razão que faz com que os portugueses não sejam grandes adeptos das contribuições para os fundos de pensões: entre 2005 e 2006 e entre 2008 e 2009, essas contribuições diminuíram para metade, quando ainda não se ouvia falar em Troika.


Fundos de pensões não são prioridade para os portugueses

“A crise, só por si, não parece ter mudado a perspetiva dos portugueses no investimento em fundos de pensões. A situação económica e financeira tem despertado uma preocupação com a situação futura das reformas, tornando os cidadãos mais conscientes do papel que têm de assumir na preparação da sua própria reforma”, afirma José Veiga Sarmento, presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios.

Os dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) revelam ainda que os valores chegaram a triplicar em 2014. 

Em março de 2016, altura dos últimos dados da ASF, os fundos de pensões em Portugal representam 10% do PIB, ou seja, cerca de 18 mil milhões de euros.

João Pereira Leite, diretor de Investimentos do Banco Carregosa reforça que “as pessoas ainda não perceberam as limitações do regime de reformas e que as suas necessidades futuras serão bem maiores do que aquilo que as reformas irão contribuir. É absolutamente crítico estimular a poupança de longo prazo”.

Quando comparados com o resto da Europa, os fundos de pensões em Portugal têm uma expressão muito diminuta. O Presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios, Veiga Sarmento, afirma faltarem incentivos por parte dos governos e aponta a contribuição extraordinária de solidariedade sobre as pensões, criada em 2013, como um erro do executivo de Pedro Passos Coelho.

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