Quase 3000 reclamações sobre transportes públicos em 12 meses

As quase três mil reclamações estão relacionadas com os transportes rodoviários e com atrasos. Segundo a Deco, Lisboa é a cidade mais queixosa.

Quase 3000 reclamações sobre transportes públicos em 12 meses
Atrasos, preços e condições de higiene lideram a lista de reclamações

A plataforma da associação Deco para queixas sobre transportes públicos registou quase três mil reclamações durante o primeiro ano de existência, a maioria das quais relativas aos transportes rodoviários e relacionadas com atrasos.

A 11 de fevereiro de 2016 foram lançados a Carta dos Direitos dos Passageiros de Transporte Público Coletivo e o respetivo portal.

“Em 2015, recebemos apenas cerca de 354 reclamações. Com um ano da plataforma, mudou-­se o paradigma e recebemos quase três mil reclamações sobre transportes públicos coletivos” – avançou Rosário Tereso, jurista da associação de defesa do consumidor.

Segundo a jurista, a plataforma veio permitir “dar uma voz mais ativa” aos utentes dos transportes públicos coletivos, que “encaravam incumprimentos contratuais e atrasos como meros constrangimentos” e não faziam uma reclamação formal.

Nas reclamações que chegaram ao portal da Deco destacam­-se as que dizem respeito ao transporte rodoviário, com 59% das reclamações, seguidas das queixas relativas ao metropolitano, que está quase a par do transporte ferroviário: 17,4% e 17,3%, respetivamente. Em último lugar surge o transporte marítimo e fluvial.

“A maioria das reclamações diz respeito à situação dos atrasos, seguida depois da diminuição/supressão de linhas, percursos e horários. Têm vindo a ganhar alguma expressão as questões ligadas com a higiene e conforto dos próprios equipamentos e relacionadas com o título dos transportes, nomeadamente o preço elevado”- sublinhou Rosário Tereso.

De acordo com a análise da Deco, a Área Metropolitana de Lisboa registou o maior número de reclamações, com 2.141, enquanto a do Porto registou apenas 155.

Desta forma, a Deco considera “urgente” que operadores, legislador e regulador “conjuguem esforços e energias para que os direitos dos utentes sejam a real prioridade do setor”.

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