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3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir

Um processo de recrutamento envolve duas partes e nem só os recrutadores têm “histórias” para contar. Conheça algumas das coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir.

3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir
Seja porque não têm tempo ou porque querem despachar a entrevista (por exemplo), há dias em que os entrevistadores conseguem tirar qualquer candidato do sério.

Quando se fala em procura de emprego ou em processos de recrutamento há uma forte tendência para pensar e falar sobre aquilo que os recrutadores esperam ou gostam de ouvir ou ainda sobre o que não querem ouvir dos candidatos que estão a entrevistar. Mas e se invertermos os papéis e falarmos agora sobre o que os candidatos não gostam de ouvir ou - pior ainda - sobre aquilo que estão fartos de ouvir, entrevista atrás de entrevista?! Sim, porque eles também têm uma palavra a dizer neste processo. Pois bem, é isso mesmo que vamos fazer. Saiba quais são as coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir.
 

3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir

Não pense que só os recrutadores têm a vida dificultada, por terem que selecionar potenciais candidatos entre dezenas ou centenas de Curriculum Vita (CV) entrevistar outros tantos, ouvir as mesmas frases vezes sem conta e selecionar aquele que será (ou pelo menos se espera) o melhor candidato. Não é fácil, é verdade.

Mas para os candidatos a emprego também não é. Afinal são eles que têm que se candidatar às vagas de emprego, adaptar os seus CV’s, prepararem-se para as entrevistas de emprego e muitas das vezes ouvirem as habituais “mentiras piedosas” dos recrutadores. Fácil?! Nem um pouco.

Mas para ajudar “à festa” ainda têm que ouvir, entrevista atrás de entrevista, as mesmas frases e observações por parte dos entrevistadores capazes de os deixar à beira de um ataque de nervos. Foi sobre isso que se debruçou Liz Ryan, expert em recrutamento americana. Num dos seus artigos, Liz aborda algumas das frases mais comuns e até lhe diz como pode responder. Nós selecionamos três delas.

1. “Tem experiência em … (qualquer competência que irão certamente enumerar)? Embora não esteja listada na oferta de emprego, o coordenador diz que é fundamental que tenha”.
Bem, primeiro de tudo, se é fundamental deveria estar no descritivo de emprego, o que pode fazer com que se questione a real importância dessa competência. Neste caso, se tiver efetivamente experiência nessa área pode falar sobre isso, mas pode também ir mais longe e questionar qual o impacto dessa competência ou experiência para as suas funções diárias. E claro, se tiver oportunidade de falar com o coordenador do departamento onde supostamente iria trabalhar pode sempre falar sobre isso e destacar a sua experiência nessa área.

2. “Não posso responder às suas questões durante a entrevista. Pode colocá-las mais tarde, no decorrer do processo de recrutamento”.
Verdade seja dita, não faz muito sentido que assim seja, já que a entrevista é o momento ideal para clarificar quaisquer dúvidas que o recrutador possa ter sobre a experiência do candidato, mas também as dúvidas que o candidato possa ter sobre o emprego em questão. Ainda assim, se preferir, pode aceitar essa premissa de não falar sobre a vaga em questão, caso a empresa o chame para uma nova entrevista, pode aproveitar para conversar com o próximo entrevistador.

3. “Não contamos o trabalho voluntário como experiência profissional”
Já aqui falamos da importância que o trabalho voluntário pode ter no CV de qualquer profissional. E a verdade é que para a grande maioria dos recrutadores este trabalho conta. Afinal, permitiu aos candidatos desenvolverem certas competências que serão muito úteis (senão mesmo essenciais) para o dia-a-dia laboral.

Liz Ryan diz que entenderia perfeitamente se um candidato se levantasse a meio da entrevista e saísse, por lhe ter sido dito que a sua experiencia só seria valorizada se tivesse sido pago por isso. Diz a autora que esta “teoria” é irracional e insultante.

Para evitar esta questão pode – se assim o entender – omitir este trabalho do seu CV. Mas a verdade é que caso lhe perguntem se determinado trabalho foi ou não remunerado, pode sempre “fugir” à questão. Afinal não estão ali para falar do que ganhou ou deixou de ganhar em experiências passadas, mas sim do que poderá vir a ganhar no emprego a que agora se candidata.

 

Qual é a sua “favorita”?

(Note-se a ironia)

Todos os candidatos terão as suas histórias. E certamente dariam para escrever vários artigos sobre o assunto. Então diga-nos, (além do não foi selecionado) o que é que realmente não gosta de ouvir durante a entrevista de emprego?


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