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Um guia para tempos complicados
Júlia de Sousa
Júlia de Sousa
27 Out, 2015 - 09:10

3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir

Júlia de Sousa

Um processo de recrutamento envolve duas partes e nem só os recrutadores têm “histórias” para contar. Conheça algumas das coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir.

3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir

Quando se fala em procura de emprego ou em processos de recrutamento há uma forte tendência para pensar e falar sobre aquilo que os recrutadores esperam ou gostam de ouvir ou ainda sobre o que não querem ouvir dos candidatos que estão a entrevistar. Mas e se invertermos os papéis e falarmos agora sobre o que os candidatos não gostam de ouvir ou – pior ainda – sobre aquilo que estão fartos de ouvir, entrevista atrás de entrevista?! Sim, porque eles também têm uma palavra a dizer neste processo. Pois bem, é isso mesmo que vamos fazer. Saiba quais são as coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir.

3 Coisas que os candidatos a emprego não querem ouvir

Não pense que só os recrutadores têm a vida dificultada, por terem que selecionar potenciais candidatos entre dezenas ou centenas de Curriculum Vita (CV) entrevistar outros tantos, ouvir as mesmas frases vezes sem conta e selecionar aquele que será (ou pelo menos se espera) o melhor candidato. Não é fácil, é verdade.

Mas para os candidatos a emprego também não é. Afinal são eles que têm que se candidatar às vagas de emprego, adaptar os seus CV’s, prepararem-se para as entrevistas de emprego e muitas das vezes ouvirem as habituais “mentiras piedosas” dos recrutadores. Fácil?! Nem um pouco.

Mas para ajudar “à festa” ainda têm que ouvir, entrevista atrás de entrevista, as mesmas frases e observações por parte dos entrevistadores capazes de os deixar à beira de um ataque de nervos. Foi sobre isso que se debruçou Liz Ryan, expert em recrutamento americana. Num dos seus artigos, Liz aborda algumas das frases mais comuns e até lhe diz como pode responder. Nós selecionamos três delas.

1. “Tem experiência em … (qualquer competência que irão certamente enumerar)? Embora não esteja listada na oferta de emprego, o coordenador diz que é fundamental que tenha”.
Bem, primeiro de tudo, se é fundamental deveria estar no descritivo de emprego, o que pode fazer com que se questione a real importância dessa competência. Neste caso, se tiver efetivamente experiência nessa área pode falar sobre isso, mas pode também ir mais longe e questionar qual o impacto dessa competência ou experiência para as suas funções diárias. E claro, se tiver oportunidade de falar com o coordenador do departamento onde supostamente iria trabalhar pode sempre falar sobre isso e destacar a sua experiência nessa área.

2. “Não posso responder às suas questões durante a entrevista. Pode colocá-las mais tarde, no decorrer do processo de recrutamento”.
Verdade seja dita, não faz muito sentido que assim seja, já que a entrevista é o momento ideal para clarificar quaisquer dúvidas que o recrutador possa ter sobre a experiência do candidato, mas também as dúvidas que o candidato possa ter sobre o emprego em questão. Ainda assim, se preferir, pode aceitar essa premissa de não falar sobre a vaga em questão, caso a empresa o chame para uma nova entrevista, pode aproveitar para conversar com o próximo entrevistador.

3. “Não contamos o trabalho voluntário como experiência profissional”
Já aqui falamos da importância que o trabalho voluntário pode ter no CV de qualquer profissional. E a verdade é que para a grande maioria dos recrutadores este trabalho conta. Afinal, permitiu aos candidatos desenvolverem certas competências que serão muito úteis (senão mesmo essenciais) para o dia-a-dia laboral.

Liz Ryan diz que entenderia perfeitamente se um candidato se levantasse a meio da entrevista e saísse, por lhe ter sido dito que a sua experiencia só seria valorizada se tivesse sido pago por isso. Diz a autora que esta “teoria” é irracional e insultante.

Para evitar esta questão pode – se assim o entender – omitir este trabalho do seu CV. Mas a verdade é que caso lhe perguntem se determinado trabalho foi ou não remunerado, pode sempre “fugir” à questão. Afinal não estão ali para falar do que ganhou ou deixou de ganhar em experiências passadas, mas sim do que poderá vir a ganhar no emprego a que agora se candidata.

Qual é a sua “favorita”?

(Note-se a ironia)

Todos os candidatos terão as suas histórias. E certamente dariam para escrever vários artigos sobre o assunto. Então diga-nos, (além do não foi selecionado) o que é que realmente não gosta de ouvir durante a entrevista de emprego?


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