Como reduzir a prestação da casa

Precisa reduzir a prestação da casa? Temos todas as dicas para o ajudar: tenha atenção ao spread, prazos ou período de carência. Saiba mais.

Como reduzir a prestação da casa
8 conselhos para o ajudar.

Se pretende reduzir a prestação da casa, arregace as mangas e prepare-se para a luta. Para começar, não deixe o seu crédito habitação em mãos alheias. O melhor negociador da sua vida é você mesmo. Esteja preparado para alguma resistência mas não desista! Como em tudo, antes de tomar qualquer decisão faça bem as contas e pondere os prós e os contras. Quando terminar esta análise, faça-a de novo até que tenha a certeza de que é a melhor para si.
 

1. Negoceie o spread

De uma forma muito simples, podemos dizer que o spread é a margem de lucro do banco. Este valor acresce ao juro da Taxa Euribor e depende de vários fatores: avaliação do imóvel, da carteira, do perfil do cliente, dos produtos financeiros adquiridos e do valor do empréstimo.
Se antes de 2009, os valores do spread andavam abaixo de 1%, agora já não é assim. Os bancos protegeram-se e hoje, um cliente com um perfil considerado de risco, pode ter um spread acima de 6%! No segundo semestre de 2014, a maioria dos bancos já cortou os spreads e pratica taxas mínimas de até 2,5%, ou seja, estão baixas para a média dos últimos anos mas talvez ainda exista margem para reduzir. O seu banco nunca lhe vai ligar para propor a redução do spread, por isso, tome a iniciativa.
O sucesso da negociação vai depender daquilo que tem para oferecer ao banco como, por exemplo, o seu património financeiro, domiciliar ordenados, amortizar parte da dívida, adquirir produtos (de evitar tudo o que representar mais encargos!) ou, no limite, propor um novo fiador.
 

2. Negoceie prazos

Para reduzir a prestação da casa, alargar o prazo de pagamento do crédito habitação pode ser uma solução. Tenha em atenção que, de momento, os créditos habitação podem ir até aos 50 anos, com idade máxima de 75 anos. Para além disso, esta poupança é temporária uma vez que aquilo que poupa hoje, vai gastar no futuro em juros resultantes da dívida. No entanto, consegue alguma folga no orçamento que, conciliada com outras medidas de poupança, o pode ajudar no futuro.
 

3. Mude de banco

Já tentou os passos anteriores sem sucesso? Comece a procurar outro banco para o seu empréstimo. O país continua em crise, a economia ainda está instável e os bancos defendem-se mas pode ser que descubra uma solução melhor. Tentar não custa! Esta opção acarreta alguns custos com a transferência e abertura de processos, avaliação do imóvel, com registos, impostos e outros, contudo, alguns bancos assumem estas despesas. Saiba mais sobre como mudar de banco.
 

4. Consolide os créditos

O crédito consolidado permite-lhe reunir todos os créditos num só. Se tem mais do que um crédito e prestações a mais para o seu orçamento mensal, consolidar os seus créditos numa única prestação pode significar uma poupança de 70%! Apesar da folga orçamental, esta opção implica, entre outras, a hipoteca do imóvel, alargar o prazo do empréstimo e aumentar a dívida.
 

5. Amortize a dívida

Na amortização paga apenas o valor referente ao total do empréstimo. O cálculo da amortização apoia-se no facto de, em Portugal, se pagar menos capital e mais juros no início do empréstimo, acontecendo o contrário no final do contrato. Para que se reflita na sua prestação mensal, tem que ser uma quantia razoável. Não só abate a dívida do seu crédito habitação como reduz a prestação mensal, reduz os juros e o seguro de vida. Contudo, as amortizações antecipadas podem ter custos. Faça bem as contas.
 

6. Período de carência

Trocando por miúdos: fique um ano a pagar apenas juros. O capital que seria pago nestes doze meses, passa para a frente. Já sabe, a prestação será menor mas, findo este período, terá menos tempo para amortizar o capital, logo o valor da prestação será um pouco maior.  
 

7. Diferimento de capital

Pode adiar para  a última prestação do seu empréstimo, o pagamento do valor máximo de 30% do capital em dívida. Diminuindo a prestação, os custos finais serão maiores já que os juros sobre esse valor não diminuem como no reembolso normal por não haver amortização de capital sobre a verba diferida.
 

8. Ajuda no desemprego

Se estiver desempregado e inscrito no centro de emprego há mais de 3 meses, é possível uma redução de 50 por cento da prestação atual com créditos para habitação própria e permanente durante um período até 24 meses. Esta ajuda tem um valor limite de 500 euros mensais. Terminado este período, terá de iniciar o pagamento do montante correspondente ao valor da prestação normal, mais o valor da moratória diluído ao longo de todo o prazo do empréstimo acrescido dos juros (Euribor a 6 meses deduzida de 0,5%).
 
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