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Doença de crohn: dicas de alimentação

Conheça os sintomas da doença e saiba como ela pode interferir na vida de mais de 10 mil portugueses. Veja ainda as nossas dicas para aliviar o mal estar.

Doença de crohn: dicas de alimentação
Portugal regista crescimento no número de casos

A cada 100 mil portugueses, 73 desenvolvem a Doença de Crohn. Um número elevado, e cada vez mais crescente, quando comparado às estimativas de outros países desenvolvidos. Esta disfunção inflamatória do intestino, à semelhança da colite ulcerosa, é crónica e afeta, sobretudo, o cólon e a zona inferior do intestino delgado. Para as pessoas afetadas, dominar a dieta é sinónimo de ter qualidade de vida. 

Descubra mais sobre esta doença, os seus indícios e as suas causas, e tome nota das nossas dicas de alimentação para a doença de Crohn e alivie os sintomas.
 


Causas da Doença de Crohn

A ciência ainda desconhece e não afirma com certezas quais são as causas que desencadeiam a doença, mas alguns estudos indicam que haverá três fatores de risco: uma alimentação inadequada, uma infeção por vírus ou bactéria, ou a disfunção do sistema imunitário. 
 


Sintomas da Doença de Crohn

  • Dor abdominal
  • Diarreia
  • Perda de peso
  • Lesões na pele
  • Dores nas articulações
  • Fissuras ou abcessos na região perianal
 


Quem pode desenvolver a Doença de Crohn?

A doença afeta maioritariamente jovens adultos, sendo comummente diagnosticada entre os 16 e os 40 anos, mas pode manifestar-se em pessoas de qualquer grupo etário. Estima-se que 20% dos pacientes tenham historial familiar de doenças inflamatórias do intestino, sendo geralmente casos de irmãos e pais.
 


Outros fatores de risco da Doença de Crohn

  • Tabaco: o fumo de tabaco pode aumentar o risco da doença ou torná-la mais grave. Quem é diagnosticado deve parar imediatamente com o vício. 
  • O stress pode desencadear as crises da doença e agravar os seus sintomas.
  • Viver na cidade e em países desenvolvidos e industrializados aumenta as hipóteses de desenvolver a doença. 
 
 

Doença de crohn: dicas de alimentação

Não há dados que indiquem a necessidade de adotar uma dieta específica para o tratamento ou prevenção da doença de Crohn, mas sabe-se que a patologia requer uma alimentação equilibrada, devendo colmatar algumas necessidades claras, como a ingestão de vitamina D e vitaminas do complexo B (B12 e ácido fólico). Isto acontece porque a doença, em alguns casos, compromete a absorção destes nutrientes. 

Quando o doente apresenta alta atividade ou atividade contínua da doença de Crohn, tem um risco elevado de sofrer com a deficiência da vitamina D, e com isso perde densidade óssea. Os valores devem ser controlados com frequência e, existindo necessidade, deverá ser aconselhada a ingestão de suplementos.
 


O que comer para reduzir os sintomas

  • Tempere com sal, salsa, cebolinho e vinagre, mas não exagere.
  • Prefira as carnes magras e afaste-se das gorduras aparentes e da pele. 
  • Quando há intolerância, deve beber leite sem lactose.
  • Coma pães, broas, bolachas e torradas simples. 
  • Use e abuse das maçãs e das bananas
  • Coma legumes cozidos.
  • Se não gosta de leguminosas, coma apenas o caldo.
  • Fique longe dos doces e escolha sempre as versões diet.
  • Pode ingerir cereais como arroz branco ou massas, desde que o molho não inclua condimentos e gordura.
  • Pode deliciar-se com ovos, desde que não sejam fritos.
  • Para beber, escolha chás claros ou água. 
 


O que evitar na alimentação

Evite o excesso de açúcar, fibra, condimentos e lactose, para além de todo e qualquer alimento rico em gordura saturada. Se sofre com a doença de Crohn, tome nota do que não comer a partir dos exemplos abaixo: 
  • Leite integral 
  • Leite condensado
  • Natas 
  • Embutidos
  • Queijos amarelos
  • Manteiga ou margarina
  • Frutas como ameixa, laranja, pera e papaia
  • Verduras folhosas
  • Picantes 
  • Doces como chocolate, rebuçados, compotas e mel
 

Dica do E-Konomista

A fim de evitar as crises da doença de Crohn, listamos 5 dicas de alimentação saudável para ajudar quem sofre com as consequências desagradáveis desta patologia: 
  1. Não salte refeições. No mínimo, faça 5 refeições diárias em pouca quantidade. 
  2. Faça da refeição um momento tranquilo e não se esqueça de mastigar com calma.
  3. Elimine o açúcar, e quando necessário, faça uso do adoçante.
  4. Beba 2 litros de água todos os dias.
  5. Privilegie os grelhados, cozidos e assados. Fuja das frituras e do óleo!

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