Doenças venéreas: conheça as mais comuns

Doenças venéreas são as doenças adquiridas através do contacto estabelecido via relações sexuais. Conheça os tipos mais comuns, e os seus sintomas, aqui.

Doenças venéreas: conheça as mais comuns
Também conhecidas como doenças sexualmente transmissíveis

DST’s ou STD’s são termos dos quais já deve ter ouvido falar. São as doenças sexualmente transmissíveis, também conhecidas por doenças venéreas. A propagação deste tipo de problema é feito através de qualquer tipo de relação sexual.

Existem três tipos de doenças sexualmente transmissíveis:

  • Virais
  • Bacterianas
  • Parasitárias

Estas doenças podem afetar tanto mulheres como homens, de qualquer idade. Contudo, a longo prazo, as consequências negativas das doenças venéreas são mais sentidas pelas mulheres.

Um aspeto comum a praticamente todos estes problemas, é que podem ser prevenidos através do uso do preservativo e/ou outros métodos contraceptivos. A prática responsável de sexo seguro, através do uso de preservativos e outros métodos contracetivos, é uma mais valia para evitar estas doenças e as suas consequências. Visitas frequentes a ginecologistas e urologistas para fazer despistes e exames de rotina, é também uma prática importante.

Doenças venéreas: os casos mais comuns

1. HPV/Vírus do Papiloma Humano

Uma das infeções sexuais mais comuns a nível mundial, pode refletir-se em lesões benignas como verrugas, ou em casos mais graves para cancro do colo do útero. Um problema quase exclusivamente feminino neste último ponto, o HPV que afeta a zona genital pode ser transmitido durante o sexo vaginal, oral e anal, ou simplesmente através do contacto íntimo de pele, em que um dos parceiros esteja infetado.

É muito comum que ao longo de uma vida sexualmente ativa, uma pessoa sofra infeções causadas pelo vírus do papiloma. A evolução para cancro do colo do útero dá-se de forma bastante lenta. A infeção por HPV pode ser completamente silenciosa e mesmo que se desenvolvam as pequenas verrugas na zona genital feminina, estas podem mesmo passar completamente despercebidas.

Tratamento: Normalmente, o sistema imunitário combate e elimina a doença, com a exceção dos poucos casos em que a infeção evolui para cancro. Quando descobertas as verrugas, estas podem ser tratadas de forma tópica ou por tratamentos a laser ou crioterapia. A vacina é fundamental e faz parte do Programa Nacional de Vacinação, para todas as jovens de 13 anos, que podem tomá-la quando atingem esta idade.

HPV

2. Gonorreia

É uma doença venérea do tipo bacteriano. É comum tanto em homens como mulheres, com tendência a ocorrer entre os 16 até aos 24 anos, podendo ser transmitida através de qualquer tipo de contacto sexual desprotegido. Saiba que também pode ser partilhado através do contacto com brinquedos sexuais usados por alguém infetado. Se sabe que o seu último parceira sofre de gonorreia, faça um teste, mesmo que não tenha sintomas.

Muitas vezes os sintomas são silenciosos e só aparecem alguns dias depois da infeção ter já começado. Dor ao urinar, corrimentos anormais, inchaços dos órgãos sexuais e desconforto geral nas zonas vaginal e anal, são os sintomas mais comuns.

Tratamento: Sendo uma doença de origem bacteriana, trata-se com antibióticos.

3. Clamídia

Muito semelhante à gonorreia, diferencia-se por ser localizada especificamente no local onde ocorreu a relação sexual que a originou. É sobretudo comum em jovens (tanto homens como mulheres) com idades entre os 16 e os 25 anos. Do grupo das doenças venéreas pode ser uma das mais graves, se não for tratada.

Especialmente para as mulheres, a clamídia é muito perigosa e como pode ser silenciosa nos sintomas, é importante que haja honestidade na relação sexual, para que se possa proceder ao diagnóstico e tratamento. Quando não tratada pode causar infertilidade, doenças pulmonares e infeções em várias artes do corpo.

Os sintomas mais notórios, caso sejam visíveis, são corrimento anormal e, para as mulheres, dores no baixo abdómen, para os homens, dores testiculares. As relações sexuais podem também ser dolorosas caso um dos parceiros esteja infetado.

Tratamento: É também tratada através de antibióticos. Realçamos que testes frequentes são importantes, visto ser uma doença silenciosa na esmagadora maioria dos casos.

4. Sífilis

Como qualquer doença sexualmente transmissível, pode ser atribuída a relações sexuais desprotegidas e é altamente contagiosa.

Os primeiros sintomas surgem através de pequenas feridas nos órgãos sexuais, tanto masculinos como femininos, e no ânus, que desaparecem sozinhas, voltando mais tarde a espalhar-se pelo resto do corpo. A sífilis pode também ser transmitida através da gravidez, quando a mãe infeta o feto. Este tipo de sífilis chama-se sífilis congénita.

Tratamento: Para esta doença venérea, é importante atacar o mais rápido possível quando as feridas começam a aparecer, através de injeções de penicilina. Além das feridas cutâneas, é comum que outros sintomas a surgir sejam: náuseas, perda de apetite, dores musculares, de cabeça e garganta e emagrecimento repentino. Passados três meses da primeira dose de tratamento, é importante fazer novos testes para verificar se a doença foi eliminada.

5. SIDA

Das doenças venéreas reconhecidas, é a mais fatal. Das que não têm cura, a mais grave. O síndrome da imunodeficiência adquirida é uma deficiência avançada do sistema imunitário que possibilita o aparecimento e desenvolvimento galopante de outras doenças, que se podem revelar fatais.

A grande epidemia do século XX, sobretudo a partir dos anos 70, a SIDA é causada pelo VIH, o vírus da imunodeficiência humana. A evolução dá-se em diferentes velocidades, mas infelizmente em nenhuma das fases, esta infeção pode ser curada. Felizmente, nos últimos anos, a aposta na investigação para os tratamentos do VIH tem sido uma prioridade.

A transmissão pode acontecer através de relações sexuais desprotegidas, de mãe para filho durante a gravidez, durante o nascimento ou aleitamento, e através de trocas de seringas e agulhas aquando de consumo de drogas. Os sintomas são vários.

Tratamento: Incurável, com possibilidades de retardar os efeitos da doença e tentar proteger o sistema imunitário enfraquecido de outras doenças, nomeadamente pneumonias, que podem ser fatais. Informe-se sobre possibilidades de tratamento aqui.

SIDA

6. Herpes genital

Extremamente contagioso, o herpes genital é causado pelo mesmo vírus que causa o herpes labial, mas por outra estirpe. Tal como o que acontece com o herpes labial, o genital reflete-se em feridas ou bolhinhas vermelhas, com líquido esbranquiçado, que causam extremo desconforto e comichão. Uma pessoa infetada pode sofrer vários surtos em períodos de tempo diferentes.

É transmitida através de relações sexuais desprotegidas via vaginal, oral ou anal, especialmente quando a pessoa infetada está a sofrer um surto.

Tratamento: Não há cura, mas há tratamentos via medicamentos, que ajudam a controlar a ocorrência de surtos e sintomas.

7. Hepatite B

Este tipo de hepatite, transmitido sexualmente, é a mais perigosa e também uma das doenças mais frequentes do mundo. Uma doença transmitida através do contacto com sangue e/ou fluidos corporais de uma pessoa infetada, que também pode ser passada de mãe para filho durante a gravidez. Um portador do vírus da hepatite B pode desenvolver doenças hepáticas e cirroses graves.

A vacinação é muito importante para a prevenção da hepatite B.

Tratamento: Antivíricos potentes podem ajudar a controlar a doença, assim como o corte completo de bebidas alcoólicas. Se a hepatite evolui para uma doença crónica, alguns medicamentos podem ajudar a controlar a propagação do vírus.

8. Candidíase

A candidíase genital é uma infeção que geralmente acontece aquando do enfraquecimento do sistema imunitário. É frequente em pacientes com SIDA. É causada pelo uso frequente de antibióticos e contraceptivos orais, medicamentos que alteram a flora vaginal, criando o ambiente ideal para o fungo se espalhar.

A infeção afeta a vagina e o pénis, acabando por ser mais frequente em mulheres grávidas e diabéticas. É bastante frequente, estima-se que 75% das mulheres terão um episódio de candidíase vaginal pelo menos uma vez na vida.

Os principais sintomas são sensações de ardor nos órgãos genitais, irritação, secreção vaginal ligeira e relações sexuais dolorosas. Pode haver uma manifestação externa através de erupções na pele.

Tratamento: Depois de um diagnóstico clínico, a candidíase é tratada com tratamentos antifúngicos como cremes, pomadas ou comprimidos.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.