A maternidade e o regresso ao trabalho

Regressar ao trabalho depois de ser mãe é um momento de desafios emocionais e físicos para a mulher. Ultrapasse as dificuldades tabu da maternidade.

A maternidade e o regresso ao trabalho
Um assunto pouco discutido

Maternidade e trabalho são dois conceitos que hoje em dia já não são inimigos. A mulher profissional e a mulher maternal são celebradas. Felizmente algumas empresas motivam e apoiam as suas trabalhadoras nesta fase da vida e até providenciam condições especiais para estes casos.

O ideal seria que todos os países tivessem uma legislação justa e suficientemente capaz de prever determinadas situações. Contudo, alguns tópicos relacionados com o regresso da mulher ao trabalho, depois de ter um bebé, são ainda um tabu no mundo profissional.

Esta transição tem vantagens e desvantagens que devem ser tidas em conta, pontos que pode e deve discutir com a família e entidade empregadora.

Regressar ao trabalho e maternidade: 7 tópicos importantes

1.Uso das bombas de leite

Existem empresas com espaços destinados a que as funcionárias que estejam a amamentar os seus filhos possam retirar o leite. Infelizmente, a grande maioria das empresas não é sensível a esta situação. Biologicamente, é uma necessidade durante a fase da amamentação, com consequências dolorosas caso a mulher não faça. É importante estabelecer com a entidade patronal e com o seu médico quais serão as suas necessidades e como melhor as encarar.

2. Reencontros profissionais

trabalhar

Falar com adultos novamente… Ter alguém com quem discutir o dia, nem que sejam problemas profissionais. É importante admitir que é uma necessidade válida, mesmo que seja complicado deixar ficar o bebé. Voltar ao trabalho tem de ser encarado como uma coisa muito positiva, sendo que traz novos desafios mentais e emocionais. Ajuda, inclusivamente, a combater inseguranças.

3. Relação com o corpo

É um assunto sensível e importante, com muito que se lhe diga. Não é realista querer estar de volta à sua forma física original antes de regressar ao trabalho, e não deve sucumbir à pressão para tal. Esta fase da sua vida não se resume a voltar ao que era antes, mas a lidar com as transformações do seu corpo e a não deixar este tipo de ansiedade prejudicar o regresso ao trabalho.

4. Momentos emocionais

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O sentimento de culpa ao deixar o seu bebé em casa ou no infantário é mais do que normal. E as reações emocionais vão além de momentos tristes ou de ansiedade. No local de trabalho, apesar de ser necessário haver um controlo em alguns momentos, não deve deixar de agir como precisa. Não conseguimos controlar as nossas hormonas e isso não é impedimento de uma vida profissional rica.

5. Necessidades da mulher

Além de se preocupar em recuperar o tempo perdido do escritório e com as necessidades do seu bebé, não deixe de parte as suas. Não se esqueça de tomar conta de si, das suas necessidades. Estabilidade mental é extremamente importante.

6. Separação da vida profissional e de casa

Aprender a delegar é um aspeto chave. E isto aplica-se tanto na vida profissional como pessoal. Aprenda a delegar com o seu/sua companheiro/a as tarefas domésticas e as novas responsabilidades enquanto mãe. No trabalho, reconheça que pode precisar de algum tempo para acompanhar o ritmo de trabalho, não é preciso fazer tudo sozinha.

Tradicionalmente, o planeamento doméstico cabe à mãe, e depois de tanto tempo passado em casa durante a licença de maternidade, a tendência fica marcada. Delegar não pode significar apenas ajudar, tem de se transformar em trabalho de equipa. Ao encarar dificuldades laborais e a tomar conta de responsabilidades, está também a demostrar ser profissional.

7. Planeamento

planear

Planeie caso falhe alguma coisa: as crianças ficam doentes, acidentes acontecem. Por muito que tentemos fazer tudo sozinhas, precisa de um plano B para o caso de algo a impedir de chegar ao trabalho, tenha um plano que demonstre o seu profissionalismo na empresa, sem a desgastar nem prejudicar o equilíbrio e felicidade familiares.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.