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Como melhorar a autoestima? 12 conselhos essenciais

Sente que não se valoriza e que precisa de melhorar a sua opinião sobre si mesmo? Descubra como melhorar a autoestima e a importância de fazê-lo.

Como melhorar a autoestima? 12 conselhos essenciais
Já avaliou o seu amor-próprio hoje?

Melhorar a autoestima é possível? A única resposta é: sim. Todos nós, em algum momento da nossa vida, sentimo-nos inseguros, com falta de confiança, ou com dúvidas em relação às nossas capacidades.

Quando estes pensamentos negativos em relação a nós mesmos persistem no tempo e nos causam sofrimento, estamos perante uma situação de baixa autoestima que é preciso combater. E nós dizemos-lhe como.

Autoestima: o que é e como melhorar?


Todos já ouvimos falar em autoimagem, autoconceito, autoperceção. Todos estes termos referem-se a formas de nos vermos e de pensarmos sobre nós mesmos. Como seres humanos, temos a capacidade de nos (des)valorizarmos ou julgar determinados aspetos da nossa personalidade e aparência.

A autoestima é a forma como nos vemos, o que pensamos de nós mesmos e o valor que nos damos enquanto pessoa. No fundo, é uma representação afetiva que temos de nós mesmos, no que respeita às qualidades e às habilidades.

A autoestima varia com o tempo, consoante as nossas experiências de vida. Uma baixa autoestima pode ter um tremendo impacto negativo em vários domínios da nossa vida. Felizmente, há formas de mudar isso. Por isso, vamos aprender estratégias de como melhorar a autoestima.

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Qual o impacto de uma baixa autoestima?

Pessoas com baixa autoestima têm, habitualmente, crenças profundas e negativas sobre si mesmas e sobre o tipo de pessoa que são. Estas crenças, apesar de subjetivas, são encaradas como factos ou verdades absolutas.

Habitualmente, pessoas com baixa autoestima dizem imensas coisas negativas sobre si mesmas, criticam as suas ações e habilidades, duvidam de si mesmas e culpam-se quando alguma coisa corre mal. Mais ainda: não reconhecem as qualidades positivas que têm e, quando elogiadas, desvalorizam ou atribuem os seus sucessos à sorte.

Frequentemente, estas pessoas sentem-se tristes, deprimidas, ansiosas, culpadas, envergonhadas e frustradas. Uma baixa autoestima pode ter um impacto significativo em vários aspetos da nossa vida, tais como:

a) Afeta o nosso desempenho académico ou profissional: quando acreditamos que somos menos capazes, alcançamos menos sucesso do que somos realmente capazes e evitamos situações de desafio, por medo de não ser capaz (trabalhar em demasia, para compensar as baixas capacidades que acreditamos ter, é um exemplo de sintoma do problema);

b) Afeta as relações pessoais: as pessoas afetadas sentem-se menos capazes de se defenderem perante situações de bullying, críticas ou abuso por parte de outros, além de apresentarem timidez excessiva, evitarem o contacto social e a intimidade, e se esforçarem excessivamente para agradar aos outros;

c) Afeta os tempos recreativos: há um menor envolvimento em atividades de lazer, por acreditar que a diversão e o prazer não são merecidos, e isso também acontece por medo de se colocarem em exposição para a a avaliação ou julgamento dos outros (atividades desportivas, por exemplo);

d) É um fator de risco para outros problemas: a baixa autoestima é um potencial fator de risco para depressão, perturbações do comportamento alimentar, fobia social ou pensamentos suicidas.

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Melhorar a autoestima: 12 estratégias que vão ajudar


1. Tome consciência sobre a sua autoestima: para ajudar à reflexão, pode ser útil o exercício de tentar escrever uma descrição de si mesmo – que palavras usa para se descrever? A sua descrição sobre si mesmo é positiva ou negativa? Tem pensamentos negativos frequentes sobre si mesmo?

2. Tome consciência dos efeitos negativos da autoestima: se tem uma visão negativa de si mesmo, reflita sobre como a baixa autoestima tem afetado a sua vida.

3. Identifique quais as atitudes negativas: tente substitui-las por pensamentos positivos.

4. Preste atenção às situações quotidianas: pense no que está acontecer, na maneira como se sente e como poderá reagir.

5. Aprenda a valorizar as suas competências: reflita sobre as suas capacidades intelectuais, psicológicas e sociais.

6. Imagem corporal: a ditadura da imagem é prejudicial, por isso, não negligencie os restantes aspetos da sua identidade.

7. Lembre-se: todos os dias faça o exercício de recordar tudo o que de bom tem na sua vida (pessoas especiais, uma qualidade sua que aprecia, objetivos alcançou, etc).

8. Rodeie-se de pessoas boas: escolha rodear-se de quem gosta de si e lhe proporciona relações saudáveis e felizes.

9. Invista: não se esqueça das atividades em que é bem-sucedido e melhore ainda mais. Experimente novas atividades que lhe tragam diversão e prazer e dê a si mesmo a oportunidade de ter bons momentos na sua vida.

10. Seja saudável: bom sono, boa alimentação e exercício físico potenciam o bom humor e a satisfação com a vida.

11. Seja tolerante: todos erramos e todos temos defeitos; não se foque tanto nos seus.

12. Peça ajuda: a relação que tem consigo mesmo pode ser trabalhada. Se não sabe como melhorar a autoestima, ou já tentou e não foi bem-sucedido, peça ajuda a um profissional especializado.

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!