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Afinal, quantas horas devemos dormir?

Grande parte da população dorme pouco e mal, o que tem um impacto negativo na saúde. Descubra a importância do sono e quantas horas devemos dormir por noite.

Afinal, quantas horas devemos dormir?
Mais de metade dos portugueses tem queixas de insatisfação com o sono

Todos sabemos que o sono é essencial à vida e que tem um papel crucial no funcionamento físico e psicológico do indivíduo, mas nem sempre desenvolvemos bons hábitos de sono – nem, tão pouco, temos conhecimento sobre quantas horas devemos dormir. Certo? Se é o seu caso, fique atento e tome nota de alguns concelhos essenciais quando o tema é dormir bem (e horas suficientes).

A importância do sono: quantas horas devemos dormir?


Sabia que o sono preenche, aproximadamente, um terço das nossas vidas? Por isso mesmo, ele é essencial para o nosso desenvolvimento e bem-estar. Espreite aqui algumas curiosidades sobre o sono e entenda mais sobre a sua importância ao longo de toda a vida.

a) O sono insuficiente pode dever-se a diversos fatores, podendo resultar da redução do tempo de sono total (menor quantidade de sono) ou de fragmentações durante o sono (menor qualidade do sono).

b) Os problemas de sono constituem uma situação bastante frequente, sendo que mais de metade das pessoas na idade adulta os experimentam ou já os experimentaram em algum momento da sua vida.

c) A duração, quantidade e profundidade do sono são características que influenciam fortemente a qualidade do sono.

d) O tempo de sono diário, que engloba o sono da noite e as sestas, vai diminuindo da criança ao adulto.

e) A redução do tempo de sono pode ter implicações importantes, como a diminuição da capacidade de atenção, dificuldades na memória e aprendizagem, comportamento hiperativo e/ou agressivo, irritabilidade, alterações de humor e sonolência.

Ficou curioso sobre o assunto? Então, é porque já percebeu que é essencial adquirir e cumprir um conjunto de hábitos que possam facilitar o bom sono – nomeadamente, ter em conta quantas horas devemos dormir, de acordo com a nossa idade.

quantas horas devemos dormir

Mas, afinal, quantas horas devemos dormir por noite?

A duração de uma noite normal de sono depende de muitos fatores e varia de pessoa para pessoa, mas é certo que todos necessitamos de uma determinada quantidade de sono – que, de acordo com as guidelines da National Sleep Foundation, são as seguintes:

Idade Duração do sono Porquê?
Recém-nascidos (0-3 meses) 14 a 17 horas Dormir liberta hormonas de crescimento cruciais para o desenvolvimento físico
Bebés (4-11 meses) 12 a 15 horas Começam finalmente a estabelecer um padrão social de sono mais constante, dormindo menos sestas e por vezes dormindo a noite toda
Crianças (1-2 anos) 11 a 14 horas Crianças que dormem muito menos horas podem apresentar distúrbio de défice de atenção e hiperatividade
Crianças em idade pré-escolar (3-5 anos) 10 a 13 horas Se dormirem menos que isso poderão desenvolver problemas comportamentais
Crianças em idade escolar (6-13 anos) 9 a 11 horas Crianças que dormem mais tempo parecem apresentar maiores competências de aprendizagem
Adolescentes (14-17 anos) 8 a 10 horas Com a chegada da adolescência, o corpo começa a passar por muitas mudanças; é importante descansar as horas necessárias para o corpo libertar a quantidade essencial de hormonas, para que a falta de sono não prejudique o humor
Jovens adultos (18-25 anos) 7 a 9 horas Por vezes, 6 horas são suficientes
Adulto (26-64 anos) 7 a 9 horas Se esta rotina não for cumprida, poderá surgir um leque variado de problemas de saúde
Idosos (≥ 65 anos) 7 a 8 horas A maioria das pessoas idosas tem uma maior dificuldade de dormir à noite

 

Em suma, quando nos questionamos acerca de quantas horas devemos dormir, devemos ter sempre presentes os dados indicados acima – mas, sem esquecer que são valores gerais e que a necessidade de sono varia de pessoa para pessoa. Preparado para dedicar-se a uma boa noite de sono já a partir de hoje?

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Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!