Exames nacionais: guia de sobrevivência para os pais

Este é, também, um momento de stress para os adultos aí de casa. A pensar nisso, criamos um verdadeiro guia de sobrevivência para os pais.

Exames nacionais: guia de sobrevivência para os pais
6 passos para ajudar os alunos que estão a enfrentar os exames nacionais

Diante do cenário de incertezas e inseguranças, há algo que muitos se esquecem de identificar: também para os adultos esta pode ser uma altura de muito stress – e é preciso conhecer algumas técnicas para aliviar a tensão e ajudar os estudantes avaliados. Tome nota do nosso guia de sobrevivência para os pais e descubra que ajudar os mais velhos é, também, uma forma de promover o bem estar dos mais novos – que são os verdadeiros protagonistas do momento.

Guia de sobrevivência para os pais em altura de exames nacionais

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Há aqueles que cedem à pressão dos exames nacionais e “bloqueiam” nas respostas, há os que não conseguem dormir bem durante esta fase e há, ainda, os que desenvolvem sintomas mais sérios relacionados com problemas de ansiedade. A exigência pela excelência nos resultados escolares pode mesmo ser um fator muito negativo e ter consequências severas para os alunos que estão a viver a fase de testes, mas, afinal, o que os pais podem fazer para minimizar o nervosismo que aparece em vésperas de exame?

A pensar nisso, criamos uma lista de passos a seguir para que a altura de exames nacionais seja vivida de forma mais tranquila e natural, promovendo o bem estar e o sucesso dos mais novos. Tome nota.

Evite alterações na rotina

Sabia que, durante a fase de exames, proibir o uso de tablets e telemóveis pode ser uma condição de desmotivação?  Qualquer mudança que possa significar uma alteração na rotina normal da criança ou do jovem pode ser uma elemento destabilizador. Nem todos os estudantes conseguem lidar da melhor forma com a pressão desta altura, por isso, tente evitar alterações no dia a dia e encontre um ponto de equilíbrio entre os horários de estudos e de lazer. As pausas são, também, aliadas do sucesso nos exames.

Seja firme, mas evite a cobrança

Fazer com que os mais novos entendam a real importância dos resultados nos exames é, de facto, fundamental – afinal, algum nível de ansiedade pode ser considerado normal e, até, benéfico, pois mantém o foco e a concentração no objetivo.

No entanto, os exageros são, de todo, indesejados e o excesso de stress e pressão sobre os resultados pode atrapalhar os estudantes e condicionar a confiança – uma característica essencial a ter em conta nesta altura. Seja firme no que deseja para o seu filho, mas evite o tom de cobrança, alivie a tensão e acabe com os dramas à volta do assunto.

Se sentir que o aluno está muito nervoso, tente aliviar a pressão e mostre confiança. Que tal explicar que o esforço é muito bem vindo, mas, ainda assim, pode acontecer de não correr bem? É a mostrar naturalidade diante da situação que pode conseguir estimular a confiança do seu filho.

Ajuste as expectativas

Olhe para todo o trajeto escolar do seu filho e ajuste as expetativas, afinal, um aluno que sempre teve resultados médios não pode ser cobrado com um discurso que exija a excelência – se não conseguir perceber as reais expetativas para os exames nacionais, poderá estar a gerar uma ansiedade desnecessária e contra-produtiva. Incentive o melhor resultado, mas dê valor às notas atuais.

Mostre preocupação

Evite frases como: “não te preocupes” ou “não penses tanto nisso”. Ainda que as nossas dicas promovam uma postura de compreensão, entenda que a ideia não é mostrar uma atitude despreocupada diante dos exames nacionais. Para os mais novos, é saudável que se note preocupação e cuidado no discurso dos pais.

Converse com o seu filho

Para promover a confiança do seu filho, não há nada como conversar sobre o assunto, sobre os medos e receios, ou sobre as dúvidas em relação ao período. A falta de confiança, quando não ganha espaço para a expressão, aumenta em volume e gera ainda mais problemas.

Se um exame correr mal, comece já a pensar no próximo

Se o exame de português ou de matemática da 1.ª fase, por exemplo, tiver corrido mal, não se martirize ou martirize o seu filho. Dê o próximo passo e procure evitar no aluno a ideia de que tudo vai correr mal daí por diante. Experimente dizer algo como: “Está feito o primeiro exame, agora só vamos pensar no seguinte”.

Ofereça ajuda, esteja presente para ajudar com as dúvidas e apoie o aluno na véspera – altura que deve servir apenas para uma revisão com o objetivo de consolidar os conhecimentos.

Atenção: não se esqueça que as inscrições para a 2.ª fase dos exames nacionais decorrem a partir do dia em que são afixados os seus resultados, 13 de julho, e estendem-se até ao dia 17. No dia 19, têm início as provas.

2.ª fase: uma dica extra para a prova de matemática

O exame de matemática correu mal durante a 1.ª fase? Então, para preparar melhor o passo seguinte, a nossa sugestão é utilizar a plataforma Hypatiamat, que nada mais é do que um site desenvolvido pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra e pela Escola de Psicologia da Universidade do Minho, onde os alunos podem fazer exercícios de matemática – retirados de exames nacionais e internacionais realizados em anos anteriores.  A ferramenta é gratuita e permite o acompanhamento de tutores virtuais.

Agora que já tomou nota dos nossos 6 passos simples para sobreviver à altura dos exames nacionais e da candidatura à universidade, já pode ajudar os mais novos a viverem esta fase da melhor forma. Para isso, basta praticar as nossas sugestões e garantir os melhores resultados. Desejamos boa sorte!

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