Gonorreia: causas, sintomas e tratamento

Estima-se que a gonorreia afete mais de 200 milhões de pessoas todos os anos, sendo uma das doenças venéreas mais comuns. Saiba tudo aqui.

Gonorreia: causas, sintomas e tratamento
Uma das DSTs mais comuns

Uma das mais comuns e contagiosas doenças do mundo, a gonorreia insere-se no grupo das chamadas doenças sexualmente transmissíveis, ou doenças venéreas. É transmitida através do contacto sexual desprotegido, em que um dos parceiros esteja infetado.

A bactéria responsável pela gonorreia é a neisseria gonorrhoeae. A doença é mais frequente na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, apesar de poder ocorrer em qualquer idade. A gonorreia, através da bactéria que lhe dá origem, pode causar outras doenças e infeções na uretra, ânus ou na garganta.

Gonorreia: como se transmite e sintomas

A gonorreia pode ser transmitida de duas formas: contacto sexual (vaginal, oral ou anal), ou durante o parto, de mãe para filho. Para o primeiro caso, qualquer contacto sexual, mesmo com a utilização de brinquedos sexuais ou roupa interior contaminada, pode contribuir para o contágio.

A gonorreia demora alguns dias no chamado processo de incubação, antes de os sintomas se fazerem sentir. Os mais comuns são:

  • Inflamação da uretra;
  • Corrimentos anormais, de aspeto leitoso;
  • Desconforto ao urinar;
  • Desconforto ou dor durante o ato sexual;
  • Corrimento vaginal com vestígios de sangue.

Os sintomas fazem-se sentir mais nos homens do que nas mulheres, sendo que este último da lista acima pode ser facilmente confundido com uma comum infeção urinária para pacientes do sexo feminino.

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O sexo masculino apresenta sintomas mais visíveis e desconfortáveis, sendo que, se o problema for transmitido via oral ou anal, podem-se desenvolver infeções no ânus ou na faringe. Esta questão traduz-se também no facto de a gonorreia ser mais perigosa a longo termo para mulheres, visto ser mais silenciosa.

Sendo uma doença cujos sintomas são comuns a outros problemas menos graves, o diagnóstico chega muitas vezes já tarde. Algumas das complicações mais graves da gonorreia podem ser, por exemplo, infeções na próstata ou testículos, e para mulheres, uma infeção grave do útero, ovários e trompas de falópio – a doença inflamatória pélvica.

É essencial, caso se tenha uma vida sexual ativa e com parceiros diferentes, fazer testes de despiste de doenças sexualmente transmissíveis, como método de diagnóstico precoce. Combater preconceito e proteger futuros parceiros são também razões válidas.

Como prevenir e tratar?

O melhor método de prevenção da gonorreia é sem dúvida a utilização do preservativo. Manter-se a par da sua saúde sexual é extremamente importante, tendo em conta que a transmissão da doença ocorre por outras atividades sexuais.

O diagnóstico é, normalmente, feito através da recolha do corrimento suspeito ou de urina, para ser analisado. A gonorreia é bastante contagiosa e o diagnóstico precoce é essencial.

A pessoa infetada é tratada com a medicação apropriada (que inclui antibióticos) e é aconselhada a manter-se a abstinência até que os sintomas desapareçam, repetindo depois os testes até haver garantias de a bactéria ter sido eliminada. É possível padecer de gonorreia mais do que uma vez na vida.

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Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.