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Casablanca: a estrela de Marrocos que continua a brilhar

Humphrey Bogart e Ingrid Bergman talvez nunca lá tenham posto os pés. Mas a magia de Casablanca enfeitiça todos os visitantes. Uma viagem a não perder.

Casablanca: a estrela de Marrocos que continua a brilhar
Uma viagem inesquecível em Marrocos

Quando Humphrey Bogart caminha ao lado de Louis, o chefe da polícia, e declara aquele momento como o início de uma grande amizade, no imortal filme Casablanca, a cidade marroquina entra em definitivo no imaginário dos viajantes de todo o mundo.

Casablanca, a plataforma central de Marrocos


Casablanca

Marrocos é um país fascinante, com uma história grandiosa, e onde se notam bem as influências culturais que diferentes países europeus ali deixaram. Os portugueses foram dos primeiros a chegar a tais paragens, com a conquista de Ceuta, e até lhe deram o nome de Casa Branca. A designação atual de Casablanca deriva da influência espanhola posterior, mantida durante os tempos de Marrocos como um protetorado francês.

Durante a II Grande Guerra, Casablanca tornou-se num dos principais portos estratégicos do conflito, tendo inclusivamente acolhido uma cimeira entre Churchill e Roosevelt onde se discutiu o desenrolar da guerra. Hoje em dia, é uma cidade vibrante, onde modernidade e tradição caminham lado a lado.

Paragem obrigatória (Play it again Sam)

Uma jornada em Casablanca só pode começar com uma vista ao Rick’s Caffé, uma réplica do cenário onde se desenrolou grande parte da ação do filme com Bogart e Bergman. Um réplica pela simples razão de que o filme realizado por Michael Curtiz foi integralmente filmado nas traseiras de um estúdio em Los Angeles.

Mas não deixa de ser um espaço icónico e agradável para começar o dia. Saídos para rua, pode começar por explorar os bairros de Anfa e Maarif, com as suas grandes avenidas e edifícios lindíssimos, uma mescla de arquiteturas marroquinas tradicionais e traços mais contemporâneos.

O que ver (He’s looking at you kid)

Há muito, mesmo muito, para ver em Casablanca, o que faz desta viagem uma jornada absolutamente inesquecível.

Mesquita Hassan II. Esta enorme e maravilhosa mesquita foi construída para assinalar o 60º aniversário do antigo rei de Marrocos, Hassan II. O minarete tem qualquer coisa como 210 metros de altura, assumindo-se como uma das imagens de marca da cidade. Há visitas guiadas em diferentes línguas, fora das horas de oração.

Museu-Fundação Abderrahman Slaoui. Esta casa museu apresenta uma coleção notável de arte marroquina e funciona na antiga casa do homem de negócios que lhe dá o nome. Ali pode admirar uma fantástica coleção de posters orientais de viagens, mobiliário, joalheria bérbere ou uma imensa coleção de caixa de jóias e frascos de perfume.

Medina antiga. Não é dos mercados mais atrativos, mas, ainda assim, conserva algumas linhas das tradicionais medinas marroquinas do século XIX. É ainda um bom ponto de passagem entre o centro de Casablanca e a mesquita Hassan II. As entradas mais usadas são por Bab Marrakech, na Avenida Tahar El Alaoui, ou pelo portão junto à torre do relógio na Praça das Nações Unidas.

Catedral do Sacré Coeur. Data dos anos 1930 e é o maior monumento católico da região. Mistura diferentes estilos arquitetónicos e acolhe agora exposições. A sua função como lugar de culto terminou em 1956.

Casablanca

Salto ali ao lado (We’ll always have Paris)

A cerca de 45 minutos de distância de Casablanca, a capital política do Reino de Marrocos, Rabat, é uma visita também ela obrigatória. A não perder o Mechouar, que envolve o palácio Real, a necrópole de Marinid, em Chellah, a torre Hassan e o extraordinário Mausoléu Mohammed V. Admire ainda o enorme rio Bouregrag e deambule pelas casas caiadas de branco no kasbah de Udayas.

O que comer

O peixe fresco e os mariscos são a grande especialidade de Casablanca. A Rua Chaouia, do lado oposto ao Mercado Central, é o melhor local para uma refeição rápida, com diversas bancas e restaurantes. Há ainda vários bares que poderão ser uma opção para uma bebida ou um pé de dança. Nos que estão localizados no centro da cidade as mulheres não são bem-vindas. Mas há sempre os bares e clubes dos grandes hotéis.

Regras a observar

Não obstante Marrocos ser um país tolerante, há alguns costumes que devem ser observados. Os homens devem sempre esperar que seja das mulheres a iniciativa de um cumprimentos, toda a gente deve andar sempre com os ombros cobertos e ter algum cuidado com o uso da mão esquerda.

Sim, leu bem. Para os marroquinos a mão esquerda é impura, por isso apenas serve para ações de limpeza. Evite pegar na comida com a mão esquerda, mais ainda se estiver a fazer a refeição num prato comum a diferentes convivas.

Não pode trazer dinheiro (o dirham) para o exterior do país, nem tão pouco fazer entrar em Marrocos material considerado atentatório da moral como livros ou material audio e video que as autoridades considerem ofensivos.

Casablanca

Como ir

Há vários voos diretos do Porto e de Lisboa em direção a Casablanca, em companhias como a TAP, a Royal Air Maroc ou a Iberia. As formalidades alfandegárias no país são rápida e pouco burocráticas, não sendo solicitado nenhum visto para permanências até 90 dias.

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