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Circuito Triângulo da China: 12 boas razões para o fazer

Pequim, Xangai e Xian formam o triângulo dourado chinês. Neste artigo, damos-lhe ótimos motivos para visitar estas cidades com história e cultura grandiosas.

Circuito Triângulo da China: 12 boas razões para o fazer
Pequim, Xangai e Xian: três cidades a descobrir sem demora

Cerca de dez mil quilómetros separam Lisboa de Pequim. São 13 horas de voo direto ou quase um dia de viagem se fizer escalas. Mas por mais longa e cansativa que seja a viagem, o assombro do Circuito Triângulo da China promete compensar qualquer jet lag. Pequim, Xangai e Xian: três cidades chinesas arrebatadoras, sobretudo para quem chega do Ocidente.

Só na cidade de Xian, a mais pequena deste trio, vivem mais de 8 milhões de pessoas; em Pequim – ou Beijing – a capital do país, vivem 21 milhões, e Xangai, a maior e mais populosa, acolhe mais de 24 milhões. É fácil perceber que um dos primeiros choques que se sente quando se aqui se chega é a escala, a enormidade do país e das suas cidades.

De seguida, mostramos-lhe uma seleção daquilo que não deve perder nestas três urbes chinesas, onde vai encontrar um património histórico milenar, uma gastronomia peculiar, hábitos e tradições singulares e paisagens insólitas, a par de edifícios modernos e altamente tecnológicos.

12 motivos para embarcar no circuito Triângulo da China em 2018

Em Pequim


Cidade Proibida

Cidade Proibida, Pequim

No centro de Pequim, a norte da Praça de Tianamen, a Cidade Proibida é um grande palácio imperial, que serviu de residência e sede política dos imperadores ao longo de cinco séculos, desde a dinastia Ming à dinastia Quing.

O nome nasceu do facto de só a família imperial e os empregados autorizados poderem entrar neste complexo, que era uma autêntica cidade dentro da cidade. Construído no século XV, é considerado o maior palácio do mundo e diz a lenda que é constituído por 980 edifícios e 9.900 divisões. Atualmente, está convertido em museu, podendo ser visitado.

Grande Muralha

Grande Muralha da China

Esta obra colossal, que demorou vinte séculos a ser finalizada, é uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Após vários estudos e medições, concluiu-se que a sua extensão é de cerca de vinte mil quilómetros.

Existem troços visitáveis muito próximo de Pequim, no entanto, estes são bastante concorridos pelos turistas, pelo que vale a pena investir numa deslocação maior e admirar a Muralha em Huanghua, a 70 quilómetros da capital, ou em Jinshanling, que fica a 130 quilómetros, mas oferece um cenário único da muralha a serpentear as colinas.

Já ouviu dizer que a Muralha da China é a única construção humana visível da lua, certo? Errado: não passa de um boato, lançado por uma revista americana há muitos anos.

Palácio de Verão

Palácio de Verão, Pequim

“Jardim da Harmonia Cultivada”. É este o significado de “Yiheyuan”, o nome do palácio que ficou popularmente conhecido como Palácio de Verão. Fazendo jus à grandiosidade das construções imperiais chinesas, é muito mais do que um simples palácio, sendo constituído por diversos pavilhões, torres e pontes, um lago artificial imenso e jardins luxuriantes.

Encontra-se a cerca de 15 km do centro de Pequim, instalado na “Colina da Longevidade”, sendo fácil lá chegar de metro. No seu interior, destaque para a torre do Incenso Budista, que se destaca na paisagem do complexo, o Jardim Dehe, a Torre Wenchang e a Rua Suzhou.

Hutongs

Hutong, Pequim

Quer observar o típico frenesim chinês? Provar comida genuinamente chinesa e sentir a atmosfera real das vielas de Pequim? Então tem de visitar os “Hutongs”. Estes são os bairros tradicionais, autênticos labirintos, onde vale a pena nos perdermos. Uma experiência única, tanto mais gratificante se a puder viver com alguém local.

Estes bairros residenciais, formados por ruas estreitas ladeadas de casas térreas, encruzilhadas indistintas e muros outrora erguidos como medida de proteção, ganham uma vida única ao entardecer. As motorizadas e as bicicletas parecem enxames atordoados nas ruelas, e os bares e os restaurantes, muitas vezes escondidos nos pátios interiores das casas, enchem-se de gente.

Em Xangai


Praça do Povo

People Square, Xangai

A People’s Square faz parte de um parque ajardinado no centro da cidade, conhecido por People’s Park. É aqui que está instalado o edifício-sede do governo municipal de Xangai e é um importante referencial da cidade.

Antigamente, funcionava aqui um proeminente hipódromo, onde era possível fazer apostas nas corridas de cavalos. Em 1949, com a fundação da República Popular da China, o jogo foi banido do país e esta área foi convertida num espaço público de lazer.

Curiosidade: numa zona desta grande praça realiza-se aos fins de semana o “mercado de casamentos”. Aqui, os pais de adultos solteiros colocam anúncios e consultam ofertas que informam da idade, altura, peso, signo, profissão e outros dados dos candidatos a noivos e noivas. Os mais expansivos conversam, os mais tímidos anotam os números de telefone.

Nanjing Street

Nanjing Street, Xangai

Numa cidade que é uma ode ao consumismo, a Nanjing Street é a mais movimentada e recheada de lojas. Um autêntico paraíso de cinco quilómetros para quem quer ir às compras. São mais de 600 espaços onde apetece entrar, desde o comércio tradicional, aos modernos centros comerciais, passando por cafés, restaurantes e hotéis de luxo.

Algumas lojas datam da Dinastia Quing. Por exemplo, a Shanghai Laojiefu Department, de sedas e outros tecidos, está de portas abertas desde 1860. A loja Heng Da Li Clocks & Watches, que também merece ser visitada, está em Nanjing Street desde 1864. Mas há muitas outras lojas históricas, como por exemplo a Duo Yun Xuan, de pintura e caligrafia chinesa, fundada em 1900.

Yu Garden

Yu Garden, Xangai

Também conhecido como Yu Yuan Garden, é um jardim histórico situado na zona nordeste de Xangai. Data da dinastia Ming, tendo sido concluído em 1577. Para além das áreas verdes e floridas, é constituído por lagos, pavilhões, arcadas, esculturas e arranjos em pedra.

De entre as muitas atrações deste espaço, não perca a árvore de gingko biloba que se julga ter 400 anos, no Pavilhão Tem Thousand Flowers; o Hall of Jade Magnificence, onde poderá apreciar o Exquisite Jade Rock, uma estranha escultura em pedra com cerca de mil anos, e ainda o Inner Garden.

The Bund

The Bund e Pudong, Xangai

O Bund é a famosa zona ribeirinha de Xangai, na margem oeste do rio Huangpu. Atualmente, dispõe de uma ampla faixa pedestre e é um ponto de encontro muito popular entre os locais e uma atração obrigatória para os turistas, pois oferece uma vista privilegiada sobre Pudong, a área moderna da cidade, com os seus arranha-céus e torres futuristas.

No Bund, há uma série de edifícios históricos, de vários estilos arquitetónicos, que vale a pena espreitar: o Peace Hotel, a Alfândega, a sede do banco HSBC, o antigo consulado britânico, o Astor House Hotel e a Union Church, entre outros.

Em Xian


Exército de Terracota

Exército de Terracota, Xian

Os guerreiros de Xian são, sem sombra de dúvida, a principal atração desta cidade, mil quilómetros a sul de Pequim. Trata-se de um conjunto escultórico de proporções épicas, construído para ‘proteger’ o túmulo de Qin Shihuang, o primeiro imperador chinês.

Curiosamente, este tesouro criado dois séculos antes de Cristo, foi descoberto apenas em 1974, quando se procedia a escavações para um poço. Os arqueólogos têm avançado com cuidado na sua descoberta, de forma a não danificar o espólio. Crê-se que sejam mais de oito mil esculturas de soldados em tamanho real, armados e em posição de combate, e ainda centenas de cavalos e carruagens.

Pagode Grande Ganso Selvagem

Vista do Pagode Grande Ganso Selvagem, Xian

É uma construção tradicional chinesa, com um nome igualmente típico, descritivo e poético como é comum na cultura chinesa. Edificado no século VII durante a dinastia Tang, mede 64 metros, oferecendo bonitas vistas a partir do seu topo. A palavra ‘pagode’ – em inglês pagoda – designa uma torre com vários níveis, ou beiradas, característica de países orientais como a Índia, a China ou o Japão.

Estas torres eram quase sempre construídas como símbolo religioso budista e o Pagode Grande Ganso Selvagem não é exceção. Normalmente, os pagodes têm 7 ou 13 níveis, por se acreditar que os números ímpares dão sorte.

Muralha de Xian

Muralha de Xian

Esta fortificação é uma das mais antigas e melhores conservadas muralhas chinesas. Construída no século XIV, foi contudo edificada sobre um muro já existente, datado da dinastia Tang, que vigorou de 607 a 907. Os quatro portões da muralha eram a única forma de entrar ou sair da cidade.

Alugar uma bicicleta e percorrer a muralha a pedalar é uma das melhores formas de conhecer este monumento que conta com 12 metros de altura, 14 quilómetros de comprimento e várias torres de sentinela. À noite, iluminada, as muralhas ganham um encanto especial.

Bairro Muçulmano

Comida de rua no bairro muçulmano, Xian

Por último, nesta lista do que não deve perder no circuito Triângulo da China, e ainda em Xian, há que rumar ao bairro muçulmano. Sim, porque até agora quase não falamos de comida, mas um dos atrativos desta viagem pode e deve ser a descoberta de novos e inusitados sabores.

Esta é uma zona onde confluíram várias culturas, devido ao facto de ser um ponto nevrálgico da Rota da Seda. O resultado vê-se, cheira-se e prova-se nas centenas de bancas de comida. Para alguns pratos é preciso espírito aventureiro, mas estamos certos de que irá adorar a experiência.

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